NF-e e NFC-e
Rejeição 972: como incluir as informações do responsável técnico
A rejeição 972 ocorre quando o XML chega à autorização sem o grupo de informações do responsável técnico e a regra é exigida para aquela emissão. A correção começa no sistema emissor: verificar quem gera o arquivo e fazer com que os dados da empresa responsável pelo software sejam incluídos corretamente.
A rejeição 972 ocorre quando o XML chega à autorização sem o grupo de informações do responsável técnico e a regra é exigida para aquela emissão. A correção começa no sistema emissor: verificar quem gera o arquivo e fazer com que os dados da empresa responsável pelo software sejam incluídos corretamente.
Mensagem: “Rejeição: Obrigatória as informações do responsável técnico”.
Esse retorno trata da presença do grupo infRespTec. O responsável técnico é a empresa desenvolvedora ou responsável tecnicamente pelo programa de emissão. Seu cadastro tem finalidade diferente da identificação do emitente, do destinatário ou do contador. NT 2018.005 v1.52, seção 2.
Quando a exigência se aplica
A regra ZD01-10 abrange NF-e, modelo 55, e NFC-e, modelo 65, conforme a adoção estadual. A expressão “Facul.” da tabela técnica corresponde à implementação pelo autorizador. Quando a regra está implantada e alcança a operação, o emitente precisa atendê-la. A NT 2020.005 v1.21 registra essa implementação a critério da UF. NT 2020.005, página 21.
AM, MS, PE, PR, SC e TO aparecem no histórico nacional de adoção, com produção prevista em 3 de junho de 2019. Essa lista histórica não deve ser usada como relação definitiva de todos os estados que exigem o grupo atualmente. Também não demonstra, sozinha, a configuração de cada ambiente hoje.
Minas Gerais ilustra a necessidade de conferir o enquadramento. A Portaria SRE 277/2025 exige o grupo ZD para contribuintes da CNAE 4731-8, comércio varejista de combustíveis para veículos automotores, com efeitos desde 2 de fevereiro de 2026. A tabela mineira versão 2.00, de 13 de março de 2026, identifica a 972 como validada para combustíveis nos modelos 55/65. Isso não autoriza estender a obrigação a toda empresa mineira. Portaria, artigos 2º, 4º e 5º, tabela MG, página 6.
As tabelas paulistas consultadas classificam a 972 como inativa para NF-e e NFC-e. Para outras UFs, confira a regra local, o modelo e o ambiente do retorno. Não há uma obrigação nacional uniforme demonstrada por essas fontes.
Exceções que precisam ser preservadas
A NT 2020.005 excepciona a NFA-e emitida no site do Fisco, com procEmi igual a 1 ou 2. Já a NT 2021.002 estabelece que as validações desse grupo não se aplicam à emissão ao abrigo da Nota Fiscal Fácil, com tpEmis igual a 3. São condições específicas do documento, que não devem ser usadas como atalhos de configuração para uma emissão comum. NT 2021.002 v1.12, páginas 14–15.
O que procurar no XML rejeitado
Peça o arquivo efetivamente transmitido, associado ao retorno 972. Um XML de prévia, anterior à passagem pelo integrador, pode ser diferente do que chegou à SEFAZ. Dentro de infNFe, verifique a existência de infRespTec e os dados previstos no leiaute:
CNPJ da pessoa jurídica responsável pelo sistema
xContato, com o nome da pessoa de contato
email para contato técnico
fone, com DDD e número
Inserir essas informações em observações da nota ou no DANFE não substitui o grupo próprio. Da mesma forma, habilitar uma opção na tela sem conferir o arquivo transmitido pode deixar a falha intacta. O leiaute e os campos estão na NT 2018.005, seção 3.7.
Na conferência do CNPJ, considere a atualização alfanumérica: a NT 2026.004 v1.01 altera o campo ZD02 para tipo caractere, mantendo 14 posições. Uma rotina antiga que elimina indiscriminadamente letras pode corromper o identificador. NT 2026.004, página 9.
Como corrigir sem criar outra inconsistência
Confirme cStat, xMotivo, UF, modelo e ambiente. Em retorno de lote, localize o resultado individual da nota.
Identifique qual componente monta infRespTec. Pode ser o ERP, uma biblioteca ou a camada de transmissão.
Confirme os dados com o fornecedor efetivamente responsável pelo sistema. Não copie o CNPJ de um exemplo de internet.
Ajuste a configuração ou atualize o componente pelo procedimento suportado pelo fabricante.
Gere novamente o XML e confira o grupo antes da assinatura e do envio.
Leia o novo resultado da SEFAZ. A ausência da 972 não garante autorização se outra validação falhar.
As documentações dos emissores mostram por que não existe um menu universal. A TecnoSpeed documenta campos de integração específicos. No TOTVS RM, há processo próprio de atualização do responsável, com restrição à alteração direta na base. A Treeunfe informa que esses dados são geridos pelo emissor. Use a orientação correspondente ao seu produto e à sua versão.
Informar o responsável exige CSRT automaticamente?
A obrigação de identificar o responsável e a exigência do Código de Segurança do Responsável Técnico têm regras próprias. A 972 aponta ausência do grupo; a 975 trata do identificador e do hash do CSRT quando exigidos. Em MG, por exemplo, a tabela atual registra a 972 para combustíveis e a 975 como não validada.
Se o cenário também exigir CSRT, o fornecedor deve cuidar da credencial e da geração dos campos idCSRT e hashCSRT. O segredo CSRT não deve ser colado no XML nem enviado em captura de tela, chamado público ou mensagem de suporte. Ele também não deve ser substituído pelo CSC da NFC-e.
Para encerrar o atendimento, guarde o retorno original, a alteração executada e o resultado da retransmissão. Se houver dúvida sobre uma tentativa anterior, consulte sua situação antes de repetir o envio. A correção deve ficar no processo de geração, para que as próximas notas recebam o grupo sem intervenção manual.