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Rejeições fiscais

Rejeição 925: confira a identificação estrangeira e a IE do destinatário

Quando o retorno apresentar a rejeição 925, confira se a nota identifica o destinatário pelo campo de estrangeiro e também informa sua inscrição estadual. Para a empresa, o caminho é conferir quem está comprando, qual identificação corresponde a essa pessoa e de onde o emissor trouxe a IE. Corrigir essa combinação…

Blog ALRA
Capa ilustrada da ALRA: Rejeição 925: confira a identificação estrangeira e a IE do destinatário.

Quando o retorno apresentar a rejeição 925, confira se a nota identifica o destinatário pelo campo de estrangeiro e também informa sua inscrição estadual. Para a empresa, o caminho é conferir quem está comprando, qual identificação corresponde a essa pessoa e de onde o emissor trouxe a IE. Corrigir essa combinação exige preservar a identidade verdadeira do cliente, sem apagar dados indiscriminadamente.

A mensagem é: “Rejeição: NF-e com identificação de estrangeiro e inscrição estadual informada para destinatário”. Ela se refere ao grupo do destinatário. Não aponta a inscrição do emitente, a inscrição de substituto tributário nem um erro de cálculo de imposto.

O que a regra verifica

Na documentação consultada do serviço de autorização de NF-e modelo 55 e NFC-e modelo 65, a E03a-30 impede informar dest/IE quando dest/idEstrangeiro foi informado. A NT 2019.001 v1.70, página 16, apresenta os dois modelos e a aplicação obrigatória, sem exceção específica na linha. O MOC 7.0, Anexo I, página 83, traz a mesma relação.

Essa condição não depende exclusivamente de marcar a nota como exportação. A existência da identificação estrangeira e da IE no mesmo destinatário é o ponto central. Uma compra por pessoa estrangeira e uma operação com mercadoria destinada ao exterior precisam ser examinadas conforme seus fatos; nacionalidade, endereço e destino da operação são informações diferentes.

Registre UF, autorizador e ambiente de produção ou homologação. A linha da E03a-30 não traz exceção por UF nem indicação de implementação futura. Essa leitura documental não comprova o processamento de uma nota individual. A presença do modelo 65 na regra também não autoriza exportação por NFC-e: o modelo precisa ser cabível à operação real.

Antes de mexer no cadastro

Guarde o XML transmitido e o retorno completo. O cadastro mostrado agora pode ter sido atualizado depois da geração da nota, enquanto o arquivo rejeitado continua com dados anteriores. Compare três lugares: o registro do cliente, os dados salvos na nota e o XML efetivamente enviado.

Peça ao suporte para localizar idEstrangeiro e IE dentro de dest. Há outras inscrições no documento; retirar a IE do emitente não corrige este problema. Também não confunda um número fiscal estrangeiro com uma inscrição estadual brasileira. Um campo de importação chamado apenas “documento” pode ter alimentado o lugar errado.

Confronte a identificação com o pedido, contrato ou documentação recebida do comprador. Se existe uma empresa brasileira e uma matriz no exterior, confirme qual delas é a destinatária desta operação. Usar o nome de uma e o documento da outra cria uma nota incoerente, mesmo que o sistema permita salvar o cadastro.

Cenário 1: o destinatário deve ser identificado como estrangeiro

Quando essa identificação corresponde ao comprador e à operação, investigue por que a IE também foi enviada. Pode ter vindo de um cliente usado como modelo, de uma importação ou de uma configuração que replica inscrições entre registros. Corrija a origem e faça o emissor gerar o grupo sem a IE indevida.

Não substitua a IE por “ISENTO”, zeros ou outro número. Isso mantém informação no campo que a regra impede combinar com a identificação estrangeira. A ausência deve ser tratada pelo gerador de XML conforme o leiaute, e não por uma palavra usada como remendo.

Confira também país, endereço e indicador da situação do destinatário. Essas informações possuem validações próprias. Resolver a 925 não é prova de que o enquadramento fiscal completo está correto nem garantia de autorização na tentativa seguinte.

Cenário 2: o comprador é um estabelecimento brasileiro

Se a nota deveria identificar um estabelecimento nacional por seu CNPJ, o problema pode estar na seleção do tipo de pessoa ou no mapeamento de documentos. Nesse caso, simplesmente remover uma IE verdadeira pode ocultar a causa.

Ajuste a identificação para os dados reais do estabelecimento. Na NF-e modelo 55, preserve a IE quando cabível e exigida, com confirmação cadastral e avaliação fiscal. O código 925, isoladamente, não determina a situação de todo comprador.

Para NFC-e modelo 65, observe a Nota 1 de indIEDest, MOC Anexo I, página 15: informar indIEDest=9 e não informar a IE do destinatário, inclusive quando identificado por CNPJ. A correção não consiste em mudar o modelo ou o indicador para a nota passar; confirme primeiro o documento cabível à operação.

Esse cuidado vale para grupos empresariais: não transforme uma filial brasileira em destinatário estrangeiro porque a matriz está em outro país. Da mesma forma, não use um CNPJ de terceiro para substituir o documento de quem realmente comprou.

Cenário 3: a tela está correta e o XML continua errado

Se o cadastro já não contém a IE, confira se a nota guarda uma cópia anterior dos dados. Atualize o documento rejeitado pelo procedimento do emissor e gere novamente o XML. Se a integração reconstruir o campo, o ajuste precisa acontecer nela.

O suporte deve procurar o mapeamento que alimenta dest/IE, incluindo valores herdados ou regras de preenchimento automático. Uma comparação do arquivo antes e depois permite verificar se a correção chegou à transmissão. Evite editar diretamente um XML assinado; a regeneração deve manter conteúdo, assinatura e registro interno coerentes.

Exemplo hipotético

Uma loja fictícia prepara uma NF-e para uma cliente identificada por documento estrangeiro. Para agilizar, o operador copia um cadastro antigo e atualiza nome e identificação, mas deixa uma IE que pertencia ao cliente usado como modelo. A transmissão retorna 925.

A conferência do pedido confirma quem é a destinatária. A equipe remove a IE herdada da origem cadastral, atualiza os dados da nota rejeitada e pede uma nova geração. No arquivo seguinte, a identificação estrangeira permanece e dest/IE não é informado. A alteração não muda valores, mercadorias nem a identidade da compradora; elimina um dado que não pertencia a ela.

Como verificar o resultado e quando escalar

Confira o novo XML, o ambiente e o retorno da nova tentativa. Se houver autorização, preserve o documento com o protocolo correspondente e reconcilie a situação no emissor. Se surgir outro código, trate sua condição específica: a 926 compara endereço no exterior e país Brasil, enquanto a 925 compara identificação estrangeira e IE.

Acione o suporte quando a IE reaparecer, houver diferença entre cadastro e XML ou a origem do campo não estiver clara. Procure o responsável fiscal quando houver dúvida sobre o destinatário efetivo, o modelo permitido ou a caracterização da operação. Encaminhe XML, retorno, horário, UF, autorizador e descrição do cenário por canal de atendimento apropriado, preservando os documentos fiscais da empresa.

Como evitar a repetição

Ao importar clientes, mantenha separados o documento estrangeiro, a inscrição estadual e o CNPJ ou CPF utilizado na identificação. Revise a regra de geração quando um mesmo cadastro serve a operações diferentes. O tratamento precisa partir do destinatário e da operação comprovados, sem apagar inscrições válidas de todos os clientes ou aplicar a mesma correção em massa.

Fontes e limites

Pesquisa documental em 16/10/2026. Não houve emissão ALRA, consulta individual de autorizador, compilação de schema ou validação de XML de cliente. Não se promete autorização nem implantação uniforme por ambiente.

  • NT 2019.001 v1.70: regra E03a-30/925 na página 16, NF-e/NFC-e, obrigatória e íntegra na imagem existente inspecionada. PDF recapturado em 16/10 na pesquisa 936, reutilizado por identidade. O índice oficial consultado diretamente em 16/10 mantém a entrada v1.70, publicada em 18/08/2025; isso não é prova de execução por autorizador.

  • MOC 7.0, Anexo I: páginas 14/15/83 lidas; PNGs existentes 15/83 inspecionados. A identificação estrangeira alcança comprador estrangeiro ou operação com exterior; a E03a-30 não tem predicado de exportação. Schemas oficiais: declarações reais de identificação e IE do pacote 010f cotejadas, sem substituir as regras fiscais pela estrutura XSD.

  • Oobj: corpo específico inteiro lido. A abertura cita incorretamente a 926; a associação exclusiva entre estrangeiro e exportação e os fragmentos XML/TXT com inconsistências não foram adotados. Referência v1.10 é antiga.

  • Webmania: corpo específico inteiro lido. A remoção automática de IE é comportamento anunciado do produto alheio, não funcionalidade ALRA nem receita para alterar a identidade real. Referência v1.62 não foi tratada como última versão.

  • TecnoSpeed: corpo WEB específico inteiro lido; HTTP direto 403 preservado separadamente. O texto da condição converge, mas JSON com IE zerada e XML chamado correto que ainda contém IE não foram usados como solução. Referência v1.64 é anterior à consultada.

São três editores específicos com corpos reais e limites confrontados, não três receitas integralmente concordantes. Otimizou teve HTTP403 e erro WEB sem causa detalhada, ficando fora do conjunto de apoios lidos. Busca delimitada em seis caches de NTs 2026 não encontrou 925/E03a-30; busca ampliada localizou apenas referência adjacente de identificação na 750, sem mudança da 925 demonstrada. Não se afirma pesquisa exaustiva de toda regulamentação. Históricos negativos são preservados e a pesquisa atual não autentica consultas antigas.

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