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Rejeições fiscais

Rejeição 862: confira os itens e o total do FCP-ST na NF-e

Se a NF-e recebeu “Rejeição: Total do FCP ST difere do somatório dos itens”, compare o valor de FCP por substituição tributária dos produtos com o total dessa mesma rubrica no XML enviado. A diferença pode vir de um total antigo, de uma parcela duplicada ou de um item que perdeu informação na integração. Identifique…

Blog ALRA
Capa ilustrada da ALRA: Rejeição 862: confira os itens e o total do FCP-ST na NF-e.

Se a NF-e recebeu “Rejeição: Total do FCP ST difere do somatório dos itens”, compare o valor de FCP por substituição tributária dos produtos com o total dessa mesma rubrica no XML enviado. A diferença pode vir de um total antigo, de uma parcela duplicada ou de um item que perdeu informação na integração. Identifique a origem antes de alterar a tributação da venda.

A mensagem trata de totalização. Ela não demonstra que todos os produtos devam conter FCP-ST, nem autoriza escolher outro CST para preencher um campo. A correção precisa manter o enquadramento e os valores verdadeiros da operação, fundamentados pelo responsável fiscal. Uma soma fechada não comprova sozinha que o imposto de cada produto está correto.

O contexto documentado é modelo 55

No MOC 7.0, Anexo I, página 120, a W06a-10 está associada à autorização de NF-e, modelo 55. Ela compara o total vFCPST, identificado por W06a, com o somatório dos valores dos itens N23d. Sua aplicação aparece como obrigatória no MOC, sem exceção própria ou tolerância expressa nessa linha.

O alcance dessa validação não deve ser estendido à NFC-e, modelo 65, apenas porque o emissor atende a ambos os documentos. Campo existente no leiaute e regra aplicável a um modelo são informações distintas. Antes de usar este roteiro, confirme modelo, mensagem completa, serviço que respondeu, UF, autorizador e ambiente da tentativa examinada.

Os valores que entram na comparação

A página 58 do MOC localiza o total em total/ICMSTot/vFCPST, campo W06a. A página 28 documenta vFCPST, N23d, no grupo tributário do item. São valores monetários com duas casas decimais no leiaute. Não some bases de cálculo ou percentuais como se fossem o valor do imposto.

Separe também o FCP-ST de vFCP, FCP próprio, de vFCPSTRet, retido anteriormente, e do valor de ICMS-ST. Nomes próximos ou uma coluna genérica “FCP” no relatório não tornam essas parcelas intercambiáveis. O resumo precisa representar cada rubrica no campo correspondente, sem transferir valores para ocultar uma inconsistência.

Confira o arquivo e a documentação aplicáveis

A conferência de 15/10/2026 utiliza o corpo oficial do MOC e a NT 2016.002 v1.61 novamente obtida na mesma data. Os campos também foram cotejados com declarações do pacote de schemas 010f publicado no Portal Nacional. A disponibilidade desses documentos não comprova qual versão está instalada na empresa ou sendo executada pelo autorizador.

Identifique UF, autorizador, ambiente e versão do emissor ao investigar o retorno. Não transfira datas técnicas, exceções de cálculo dos itens ou regras de impressão para a soma. A conferência deste guia é documental, sem emissão de teste nem garantia de funcionamento uniforme em todas as UFs.

Compare dados da mesma tentativa

Guarde o XML transmitido e a resposta completa, além da memória de cálculo. Registre chave, número, série, data, horário e versão do emissor. Confira o ambiente: um arquivo de homologação e uma resposta de produção não representam a mesma tentativa. Se a nota foi editada depois do envio, preserve também a versão originalmente rejeitada.

Monte uma relação com número do item, produto, grupo de ICMS e vFCPST efetivamente gravado. Some essas parcelas e compare com o total. Examine todos os itens do documento final, inclusive os alterados durante a preparação. Uma tela antiga ou a conferência de apenas um produto pode deixar a causa da diferença fora da investigação.

Compare o detalhamento com a informação fiscal de origem. Se o total foi importado, confirme que as parcelas dos produtos também chegaram ao arquivo. Se faltar uma delas, reduzir o resumo para coincidir com dados incompletos pode ocultar outra falha. O suporte precisa acompanhar o percurso da informação até o XML.

Quando apenas o total ficou errado

Se os valores dos itens estiverem fundamentados e corretamente transmitidos, mas o resumo conservar uma soma anterior ou duplicada, reconstrua a totalização pelo emissor. Confira se o acumulador foi reiniciado e se cada produto contribui apenas uma vez. Gere o documento atualizado pelo fluxo que também cuida de sua assinatura.

Peça ao suporte que corrija o momento e a rotina do cálculo. Ajustar manualmente um total sem identificar a origem da repetição não evita o próximo erro. Não edite apenas um arquivo já assinado, nem mude o valor cobrado do cliente para acomodar uma soma tributária improvisada.

Quando um item perdeu ou recebeu a rubrica errada

Uma integração pode transferir o total e omitir o FCP-ST de um produto. Compare cadastro, memória fiscal e mapeamento dos campos. Se a parcela é devida, corrija sua geração. Se o sistema a incluiu sem fundamento, o responsável fiscal deve orientar a alteração da informação e do cálculo correspondentes.

Não fabrique um valor no item para equilibrar o resumo. Também não troque CST ou grupo tributário apenas porque outro aceita o campo. Quando uma coluna genérica reúne FCP próprio e FCP-ST, corrija a identificação das rubricas na origem. A integração deve preservar o significado de cada parcela, inclusive a retenção anterior quando houver esse contexto distinto.

Quando a diferença envolve precisão

Compare os valores decimais finais gravados nos produtos com a memória usada no total. Somar resultados internos com mais casas e arredondar somente no fim pode divergir da soma dos valores enviados. Peça ao suporte a demonstração dessa diferença, preservando a informação fiscal aprovada para a operação.

A W06a-10 examinada não apresenta tolerância específica que permita considerar qualquer diferença de centavos aceitável. Essa observação é da linha examinada; não certifica a execução de todos os ambientes atuais. Evite acrescentar ou retirar um centavo por tentativa; resolva o cálculo ou a conversão que produziu o desencontro.

Exemplo: o primeiro produto entrou duas vezes

Uma indústria fictícia prepara uma NF-e com R$ 5,04, R$ 7,36 e R$ 1,10 de FCP-ST documentado nos três itens. A soma é R$ 13,50. O XML, porém, informa R$ 18,54 no total porque a integração acumulou novamente os R$ 5,04 do primeiro produto. Os valores são didáticos e não determinam a tributação de uma mercadoria real.

A equipe compara arquivo e memória dos itens, identifica a duplicação e corrige o acumulador. O novo documento mantém as parcelas fundamentadas e R$ 13,50 em ICMSTot/vFCPST. Não altera CST ou alíquota para eliminar o aviso. A solução corrige uma falha de geração, preservando os fatos da operação.

Confirme a situação do documento

Compare o XML regenerado com a conferência e leia o novo retorno da chave e do ambiente corretos. O desaparecimento da 862 não garante autorização: outra rejeição pode aparecer. Confirme situação e protocolo da nota, preservando seu vínculo com a operação. Se a resposta se perder, consulte a situação pelo fluxo do emissor antes de criar outra emissão.

Acione o suporte se a tela divergir do XML, a falha reaparecer ou a soma conferida continuar rejeitada. Encaminhe arquivos, retorno, versões e memória da soma por canal protegido. Procure a contabilidade para dúvidas sobre incidência, base, percentual ou enquadramento. Se o número vier com outra mensagem ou de outro serviço, identifique a documentação específica antes de aplicar este diagnóstico da autorização de NF-e.

Fontes

Conferência documental em 15/10/2026, sem emissão de teste ou validação do fluxo ALRA.

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