Rejeições fiscais
Rejeição 803 no CSC: código e identificador sem correspondência
A rejeição 803, com a mensagem “O CSC e o identificador informado não possuem correspondência”, indica que o par enviado não corresponde ao cadastro examinado pelo serviço de administração do CSC. Antes de corrigir qualquer campo, confirme qual operação estava sendo executada. Na NT NFC-e 2014.001, versão 1.00, a…
A rejeição 803, com a mensagem “O CSC e o identificador informado não possuem correspondência”, indica que o par enviado não corresponde ao cadastro examinado pelo serviço de administração do CSC. Antes de corrigir qualquer campo, confirme qual operação estava sendo executada. Na NT NFC-e 2014.001, versão 1.00, a regra A19 integra a validação da revogação de um CSC ativo.
Esse contexto é essencial: corrigir a solicitação e reenviá-la pode efetivamente revogar o código selecionado. Se a intenção era apenas consultar um CSC ou configurar o emissor, interrompa a tentativa de revogação e confira a operação solicitada. Uma mensagem sobre o CSC não significa, por si só, que uma venda foi rejeitada ou que sua numeração pode ser reutilizada.
Diferencie o identificador do segredo
O identificador informa qual CSC está sendo tratado. O código CSC é o segredo associado a esse identificador. Os dois dados são relacionados, mas não podem ser trocados entre si. Ter um identificador existente e um código existente não basta quando cada informação pertence a um registro diferente.
No leiaute de administração, os campos idCsc e codigoCsc identificam os dados do CSC a ser revogado. A requisição também informa a raiz do CNPJ e o ambiente. Para investigar a 803, compare o par completo com o registro oficial correspondente, mantendo empresa, UF e ambiente coerentes.
Evite adaptar o conteúdo por tentativa. Não acrescente caracteres ao segredo, escolha outro identificador aleatoriamente ou remova zeros seguindo uma instrução destinada a outro serviço. O Manual do QR Code possui orientações próprias para o identificador na URL; elas não devem ser transferidas automaticamente para a estrutura de administração do CSC.
Confira a finalidade da requisição
A especificação utiliza indOp=1 para consultar CSC ativos, indOp=2 para solicitar um novo e indOp=3 para revogar um CSC ativo. A A19 é obrigatória no conjunto de validações da terceira operação. Analise o conteúdo que saiu da integração, porque a descrição exibida na tela pode não revelar qual operação foi transmitida.
Se o usuário pediu uma consulta, mas o sistema montou uma revogação, a correção necessária está na escolha da operação e no fluxo do programa. Não basta ajustar o segredo para fazer a requisição indevida ser aceita. Identifique a origem do comando e preserve o registro da tentativa para o suporte.
Se a revogação era realmente necessária, confirme também qual código deveria ser desativado. Pode haver outros caixas, filiais ou integrações utilizando o mesmo par. Uma divergência de cadastro não autoriza revogar todos os códigos nem trocar o CSC de outros emissores sem verificar suas dependências.
Compare os dados na origem correta
Consulte o canal oficial disponibilizado pela SEFAZ da UF, com o acesso exigido ao contribuinte. O serviço documentado distingue homologação e produção. Um par recuperado no ambiente de testes não comprova o conteúdo cadastrado em produção, e um registro de outra empresa não deve ser utilizado para preencher a solicitação.
Faça a comparação a partir da mesma linha ou registro que apresenta identificador e código juntos. Verifique se a integração conservou o identificador de uma configuração antiga após substituir apenas o segredo. Confira também se a informação foi copiada integralmente e se a seleção de empresa e ambiente permaneceu correta.
Essas verificações são hipóteses de diagnóstico, não causas automaticamente provadas pela mensagem. Para concluir que houve mistura de registros, é necessário encontrar a diferença entre a origem oficial, a configuração local e o par efetivamente enviado. Caso os dados aparentem coincidir, preserve as evidências e encaminhe a análise ao suporte, sem experimentar outras combinações.
Um exemplo de pares misturados
Imagine dois registros válidos, chamados aqui de A e B apenas para facilitar a explicação. Uma solicitação de revogação foi montada com o identificador do registro A e o segredo do registro B. Essa combinação não representa nenhum dos pares originais, mesmo que cada dado, isoladamente, tenha sido obtido em uma consulta legítima.
A solução é primeiro confirmar qual registro deveria ser revogado. Somente depois se recompõe o par correspondente pela origem confiável e se revisa o pedido. O exemplo não recomenda alternar códigos até obter sucesso: uma revogação aceita altera o cadastro real e pode afetar os emissores que utilizam aquele CSC.
Se a necessidade era trocar a configuração do programa, examine esse procedimento separadamente. Alterar um campo local não revoga o CSC na SEFAZ, e revogar na SEFAZ não substitui automaticamente os dados gravados em todos os programas. O acompanhamento precisa considerar os dois lados da operação.
Não confunda os demais retornos
A mesma documentação prevê 804 quando o CSC informado não pertence ao solicitante da revogação e 805 quando o código já está revogado. São verificações diferentes da correspondência do par. A ausência de uma dessas mensagens não comprova que todas as outras condições já foram aprovadas.
O resultado 153 representa a revogação concluída no serviço documentado. A 803 não deve ser interpretada como esse sucesso. Se houve uma resposta interrompida ou várias tentativas, consulte a situação atual antes de repetir a ação; o histórico de comunicação local pode estar incompleto.
Também diferencie administração do CSC e consulta de uma NFC-e. A resposta administrativa não autoriza, cancela ou inutiliza uma nota. Qualquer dúvida sobre uma emissão exige a consulta específica daquela chave e a leitura do resultado fiscal correspondente.
Considere a versão do QR Code e os limites por UF
O QR Code versão 3 dispensa CSC nessa estrutura, conforme a NT 2025.001. A documentação mantém a opção para emitentes pessoa jurídica e prevê a eliminação geral do CSC para momento futuro, sem data definida. Isso não elimina automaticamente os códigos existentes nem comprova que o emissor já utiliza a nova versão.
Confirme a configuração efetiva e o serviço disponibilizado pela UF. As páginas oficiais do Distrito Federal e do Paraná descrevem administração de CSC em seus contextos próprios, mas não demonstram que todo autorizador utiliza o mesmo endereço, acesso ou procedimento. Não substitua essa conferência por menus de outro fornecedor.
Para encaminhar o caso ao suporte do ALRA, informe operação, ambiente, UF, versão do emissor e mensagem completa. Compartilhe o identificador e as informações necessárias ao diagnóstico por canal apropriado, mantendo o segredo CSC fora de capturas públicas e mensagens comuns. Depois de qualquer ajuste autorizado, confirme o resultado administrativo e trate eventuais emissões pendentes de forma independente.
Fontes
NT NFC-e 2014.001, versão 1.00, páginas 3–9: operações de administração, campos do pedido, A19 e resultados. O cronograma original não comprova implantação atual de cada UF.
Receita do DF: gerar CSC e Receita do Paraná: CSC, consultadas em 16/10/2026.
NT 2025.001, versão 1.03, páginas 5 e 14; Manual DANFE NFC-e e QR Code, versão 6, páginas 21–22 e 28–29.
Apoios sobre o par CSC/identificador: Omie, Mainô e Nota Ágil. São orientações de configuração, não comprovação de execução da A19; exigências universais de CSC e garantias de autorização não foram adotadas.