Rejeições fiscais
Rejeição 794: revise o indicador de presença e a versão do emissor
Uma NF-e pode mostrar o código 794 quando o emissor ou o autorizador aplica a associação antiga entre o indicador de entrega e o modelo do documento. Antes de mudar o pedido, confira a versão da regra: a documentação de 2026 passou a contemplar o DANFE Simplificado Tipo 2 e retirou a validação que originava essa…
Uma NF-e pode mostrar o código 794 quando o emissor ou o autorizador aplica a associação antiga entre o indicador de entrega e o modelo do documento. Antes de mudar o pedido, confira a versão da regra: a documentação de 2026 passou a contemplar o DANFE Simplificado Tipo 2 e retirou a validação que originava essa mensagem.
Por isso, a orientação antiga de que uma NF-e nunca pode usar indPres=4 não deve ser aplicada como regra geral atual. O atendimento precisa verificar qual documento está sendo emitido, o formato de impressão informado e como a operação realmente ocorreu.
Entenda a origem da mensagem
No MOC 7.0, Anexo I, página 77, a B25b-10 previa o código 794 para NF-e modelo 55 com indPres=4. A descrição remetia à indicação de NFC-e com entrega em domicílio. Esse é o contexto histórico que explica muitos tutoriais e mensagens ainda encontrados em sistemas.
Na página 9 da NT 2026.002 v1.10a, a linha B25b-10 aparece integralmente riscada. Na mesma página da versão 1.11, ela já não está na tabela. Essa comparação impede tratar o texto antigo como proibição atual indistinta para todas as NF-e.
O cenário novo tem condições próprias. A versão 1.11 apresenta tpImp=6 para o DANFE Simplificado Tipo 2 e inclui esse contexto na descrição de indPres=4. O Ajuste SINIEF 13/26 disciplina o uso do formato quando se opta pela NF-e em operações previstas para NFC-e, observadas as definições do MOC.
Isso não transforma o tipo de impressão em uma opção para contornar rejeições. A operação precisa se enquadrar nas condições aplicáveis, e a geração do documento deve estar coerente com esse enquadramento.
Primeiro, confirme o documento que está na fila
Peça ao suporte que abra o XML da tentativa, em vez de analisar somente a descrição exibida na tela. Confira três campos em conjunto:
ide/mod: identifica NF-e modelo 55 ou NFC-e modelo 65;ide/tpImp: informa o formato de impressão do DANFE;ide/indPres: representa a presença do comprador no contexto da operação.
Registre também a chave, a UF do emitente, o ambiente, o endereço do serviço e o horário do envio. A mensagem histórica do 794 se relaciona ao modelo 55. Se a tela diz NFC-e e o arquivo contém 55, investigue como o documento foi selecionado ou gerado.
Uma integração pode reaproveitar parâmetros de um pedido originalmente preparado para outro fluxo. O diagnóstico deve localizar essa transformação. Não basta alterar o nome mostrado ao operador se o arquivo continua sendo montado com outra combinação de dados.
Verifique se houve resposta real do autorizador
O código pode aparecer em uma validação local, antes da transmissão, ou em um registro antigo. Solicite a resposta original e relacione seu cStat e xMotivo à tentativa investigada. Um texto de ajuda incorporado ao sistema não comprova que a SEFAZ aplicou a regra naquele momento.
Quando a aplicação barra o envio usando a regra antiga, o fornecedor precisa revisar a implementação e sua documentação. Se o retorno veio efetivamente do autorizador em uma tentativa atual, guarde o arquivo e encaminhe a divergência com a indicação das versões consultadas.
A retirada documental foi conferida em 15/10/2026, mas não houve teste de transmissão em todas as UFs. Portanto, não conclua que qualquer instalação já se comporta da mesma maneira. A combinação entre versão, ambiente e resposta recebida define o próximo passo do atendimento.
Como escolher a correção pertinente
A nota pertence ao fluxo com DANFE Simplificado Tipo 2
Confirme com o responsável fiscal que a operação se enquadra nesse formato. Depois, peça ao suporte que confira se o emissor implementa o conjunto de campos e validações correspondente. A NT atual trata esse contexto de forma específica; uma biblioteca antiga pode continuar aplicando a proibição geral retirada.
Não corrija o caso simplesmente trocando o indicador de presença para um valor que a versão antiga aceita. Isso pode fazer a nota deixar de representar o atendimento real ou provocar outra inconsistência. A atualização deve corrigir a geração e a validação do documento de forma coerente.
O indicador foi preenchido sem corresponder à operação
Compare o pedido com o canal de venda, o atendimento ao comprador e a entrega. O fato de haver transporte não determina, isoladamente, qual indicador deve ser escolhido. O suporte deve verificar o contrato de integração e o responsável fiscal deve esclarecer o enquadramento quando houver dúvida.
Evite usar 0, “não se aplica”, como valor neutro para qualquer venda. Também não marque presença física só para passar pela validação. Corrija o parâmetro que gerou a informação inadequada e confira se o ajuste afetará outros pedidos preparados com a mesma configuração.
O modelo ou o formato de impressão foi escolhido incorretamente
Reavalie a preparação do documento pelo fluxo próprio do emissor. Não transforme uma NF-e em NFC-e mudando apenas o campo do modelo; essa decisão envolve outras características e requisitos. Da mesma forma, não selecione tpImp=6 apenas para eliminar o 794.
Antes de emitir outro documento, consulte a situação do anterior. Se já existe autorização para a operação, o tratamento não é o mesmo de uma tentativa rejeitada. Preserve as referências para evitar notas duplicadas e encaminhe os procedimentos fiscais ao responsável competente.
Exemplo: uma integração atualizada parcialmente
Uma empresa prepara uma operação enquadrada para NF-e com DANFE Simplificado Tipo 2. O gerador produz os campos previstos para esse fluxo, mas uma etapa anterior de validação ainda bloqueia qualquer NF-e com indPres=4 e apresenta o código 794.
O suporte identifica que o bloqueio ocorreu localmente, compara a regra com a NT e atualiza o componente responsável. A equipe conserva a informação verdadeira da operação, gera o arquivo pelo emissor e acompanha a resposta da transmissão. O exemplo não pressupõe que qualquer venda possa usar esse formato.
Quando encerrar o caso
Confirme o resultado final na chave correta e preserve XML, retorno e protocolo quando houver autorização. O desaparecimento do 794 não basta: outras regras podem apontar dados que ainda precisam de correção.
Registre a causa encontrada, a versão ajustada e quais integrações utilizavam o parâmetro antigo. Faça alterações pelo emissor, com nova geração e assinatura quando cabíveis, sem editar manualmente um XML assinado. Se a nota já estava autorizada, preserve o documento e trate a regularização conforme a situação fiscal real.
Fontes
Pesquisa documental por IA em 15/10/2026, sem teste de emissão por UF ou ambiente.
MOC 7.0, Anexo I, página 77: origem histórica da B25b-10/794.
NT 2026.002 v1.10a, página 9, e v1.11, páginas 7 e 9: retirada da linha antiga e contexto atual dos campos.
Tutoriais anteriores comparados: TecnoSpeed, NDD e Bling. Restrições antigas e valores sugeridos não foram adotados como solução geral; os caminhos desses produtos não representam funções do ALRA.