Rejeições fiscais
Rejeição 773: confira a operação interna e as UFs enviadas na NF-e
Ao receber a rejeição 773, confira se a nota foi marcada como operação interna, qual é a finalidade da compra e quais UFs chegaram ao autorizador. Um cadastro errado, uma natureza de operação copiada ou um local de entrega omitido podem exigir ajustes diferentes. A mensagem, sozinha, não determina qual informação…
Ao receber a rejeição 773, confira se a nota foi marcada como operação interna, qual é a finalidade da compra e quais UFs chegaram ao autorizador. Um cadastro errado, uma natureza de operação copiada ou um local de entrega omitido podem exigir ajustes diferentes. A mensagem, sozinha, não determina qual informação está incorreta.
Preserve os dados verdadeiros. Alterar o endereço, o indicador de consumidor final ou um local de movimentação apenas para afastar a rejeição pode descaracterizar a operação.
O que a documentação descreve
A mensagem literal do MOC é “Rejeição: Operação Interna e UF de destino difere da UF de origem”. No MOC 7.0, Anexo I, obtido da SVRS em 15/10/2026, existem dois ramos para autorização da NF-e modelo 55:
E12-40, página 84: nota de saída,
tpNF=1, operação interna,idDest=1, e operação não destinada a consumidor final.E12-60, página 85: nota de entrada,
tpNF=0, com essas mesmas condições de destino e consumidor final.
Ambos comparam a UF do destinatário/remetente, dest/enderDest/UF, com a UF do emitente, emit/enderEmit/UF. A divergência é examinada dentro dessas condições e das exceções documentadas. As linhas estão marcadas como obrigatórias nessa referência.
O indicador ide/indFinal descreve a operação com consumidor final; no leiaute lido, 0 significa normal e 1, consumidor final. Confirme seu preenchimento com o responsável fiscal, considerando a destinação efetiva da operação.
O nome geral “Autorização de NF-e/NFC-e” da pauta não amplia estas regras para a NFC-e 65. Identifique o modelo, o serviço e a mensagem efetivamente recebidos.
Monte o diagnóstico pelo XML rejeitado
Guarde o XML transmitido, a resposta completa, cStat, xMotivo, chave e horário. Registre UF do emitente, autorizador e tpAmb: produção e homologação precisam ser analisadas separadamente.
Confira ide/tpNF, ide/idDest, ide/indFinal, os endereços das partes e os grupos entrega e retirada, quando informados. Compare o arquivo com os locais reais e com a classificação fiscal da movimentação. A tela pode mostrar um cadastro corrigido enquanto a nota pendente ainda conserva valores anteriores.
Se indFinal=1 já estiver correto no arquivo enviado, a condição histórica descrita acima exige investigação do retorno, do arquivo e da versão aplicada. Não altere uma finalidade verdadeira para tentar reproduzir a regra.
Também examine se a integração usa o estabelecimento e os endereços certos. Corrigir o cadastro errado sem regenerar os dados da nota pode deixar a divergência no próximo envio.
Exceções de entrega, retirada e consumo
As referências de comparação diferem entre saída e entrada. Na edição consultada, cada ramo possui estas exceções:
Informação no XML | Saída: E12-40 | Entrada: E12-60 |
|---|---|---|
UF de entrega informada, sem UF de retirada | Entrega igual à UF do emitente | Entrega igual à UF do destinatário/remetente |
UF de retirada informada, sem UF de entrega | Retirada igual à UF do destinatário/remetente | Retirada igual à UF do emitente |
UFs de entrega e retirada informadas | Iguais entre si | Iguais entre si |
Observe a ausência da outra UF nas duas primeiras linhas. A informação de entrega não deve ser analisada isoladamente quando também existe retirada. Use os grupos enviados, inclusive nas notas de entrada, sem inverter as referências por intuição sobre comprador e vendedor.
Há ainda uma exceção em cada ramo relativa a UFCons: a regra não se aplica quando a tag foi informada com a mesma UF do emitente. Esse campo pertence ao grupo específico de combustíveis, prod/comb, no leiaute.
Preencha o consumo apenas quando cabível e verdadeiro. Não crie um grupo de combustível para mercadoria comum, nem omita um local real para encaixar o XML em uma exceção. Essas condições documentais não definem, sozinhas, a tributação da operação.
Corrija conforme a causa confirmada
A UF foi gerada incorretamente
Confronte o endereço transmitido com a documentação da parte e do estabelecimento. Se a UF está errada, ajuste sua origem no cadastro ou na integração, atualize a nota rejeitada pelo fluxo do emissor e confira o XML resultante.
Mantenha a identificação verdadeira da empresa. Trocar o destinatário ou selecionar outra filial só para igualar UFs não corrige a movimentação registrada.
A classificação interna foi copiada indevidamente
Peça ao responsável fiscal que confirme o enquadramento. Se a movimentação deve ser interestadual e idDest=1 veio de uma configuração inadequada, corrija a natureza de operação e os campos relacionados, inclusive CFOP e tributação quando necessário.
Não escolha um CFOP genérico nem mude apenas um indicador sem examinar os efeitos. O conjunto de informações precisa representar a mesma operação real.
Um local verdadeiro não chegou ao XML
Quando a classificação estiver confirmada e houver entrega ou retirada relevante, compare os fatos com o ramo aplicável da tabela. O suporte deve investigar grupos omitidos, preenchimento incompleto ou mapeamento incorreto e corrigir sua geração.
Preserve os endereços cadastrais corretos. A exceção documentada orienta o cotejo documental; ela não promete autorização nem autoriza informar um local fictício.
O indicador de consumidor final está em dúvida
Solicite a análise fiscal da finalidade efetiva. Corrija indFinal somente se o valor enviado estiver incorreto. A condição de uma regra não permite transformar uma compra em consumo final por conveniência, e o enquadramento deve ser coerente com os demais campos.
Exemplo hipotético
Uma distribuidora do Paraná prepara uma NF-e de saída para um revendedor em Santa Catarina. A documentação identifica os estabelecimentos e seus endereços corretamente. O responsável fiscal confirma a operação interestadual e a destinação para revenda, mas a nota foi criada a partir de uma configuração interna, com idDest=1 e indFinal=0.
Na referência E12-40, as UFs diferentes entram no predicado descrito. A equipe corrige a configuração da operação e revisa CFOP e tributação conforme a orientação fiscal, mantendo Paraná e Santa Catarina nos endereços reais. Antes do novo envio, confere o arquivo gerado; depois, verifica o retorno sem presumir autorização.
Verifique o resultado e encaminhe as evidências
Leia a resposta correspondente à mesma chave e ao ambiente correto. Outra validação pode aparecer depois do ajuste. Se houver autorização, preserve XML e protocolo; se a resposta se perder, reconcilie a situação antes de repetir a emissão.
Acione o suporte para divergências entre tela e XML, grupos omitidos ou retorno incompatível com o arquivo. Encaminhe classificação, consumidor final e tributação à contabilidade. Não edite manualmente o XML assinado.
Este guia foi conferido em 15/10/2026 para o leiaute 4.00, com o MOC obtido nesta data, busca delimitada em notas técnicas de 2026 e três apoios específicos. Não houve teste de emissão, validação da integração ALRA ou comprovação de processamento uniforme por UF, autorizador e ambiente.
Fontes
Conferência documental em 15/10/2026, sem enquadramento de operação individual.
MOC 7.0, Anexo I: páginas 84–85, E12-40 e E12-60, modelo 55, condições e quatro exceções por ramo; campos de identificação, endereços, retirada, entrega e UFCons nas páginas 8–10, 13–16 e 24; mensagem na página 151. As páginas 84–85 foram examinadas visualmente.
Apoios confrontados: Oobj, Bling e Berga. Generalizações sobre entrega sempre determinar destino, igualdade de UFs sem exceções, CFOP sempre iniciado por 6 e troca automática de endereço não foram adotadas. Menus, estornos e fragmentos dos outros emissores não constituem fluxo ALRA.