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Rejeições fiscais

Rejeição 772: confira o destino e as UFs da NF-e antes de corrigir

Se a autorização retornou 772, a nota pode estar identificada como interestadual enquanto as UFs dos endereços enviados coincidem. Antes de mudar o cadastro ou o destino da operação, confira o XML, o tipo da nota e os locais reais de entrega e retirada. A documentação possui condições e exceções que tornam inadequada…

Blog ALRA
Capa ilustrada da ALRA: Rejeição 772: confira o destino e as UFs da NF-e antes de corrigir.

Se a autorização retornou 772, a nota pode estar identificada como interestadual enquanto as UFs dos endereços enviados coincidem. Antes de mudar o cadastro ou o destino da operação, confira o XML, o tipo da nota e os locais reais de entrega e retirada. A documentação possui condições e exceções que tornam inadequada uma correção automática baseada apenas no endereço do cliente.

Não altere uma UF verdadeira para fazer a nota passar. O ajuste deve corrigir uma informação errada ou a classificação da operação, com orientação fiscal quando houver dúvida.

O que significa o retorno

A mensagem literal é “Rejeição: Operação Interestadual e UF de destino igual à UF de origem”. No MOC 7.0, Anexo I, conferido nesta revisão, há dois ramos para a autorização da NF-e modelo 55:

  • E12-30, página 84: nota de saída, tpNF=1, identificada como interestadual, idDest=2.

  • E12-50, página 85: nota de entrada, tpNF=0, também com idDest=2.

Em ambos, a edição consultada compara a UF do destinatário/remetente, dest/enderDest/UF, com a do emitente, emit/enderEmit/UF, e inclui a condição de CNPJ do emissor diferente do CNPJ do destinatário. As regras estão marcadas como obrigatórias nessa edição.

Portanto, a coincidência das UFs isoladamente não descreve todo o predicado. A linha lida menciona CNPJ; não substitua essa comparação por uma suposição sobre CPF ou outro enquadramento de emissão sem conferir a documentação pertinente.

O modelo vem da regra detalhada, não do nome geral do serviço na pauta. Não estenda estas condições à NFC-e 65 pelo número 772. Confirme modelo, mensagem e serviço no retorno efetivo.

Campos que precisam ser comparados

Preserve XML transmitido, resposta completa com cStat e xMotivo, chave, horário, UF, autorizador e ambiente. Produção e homologação devem ser identificadas separadamente.

No mesmo arquivo que recebeu a rejeição, confira ide/tpNF, ide/idDest, identificação das partes, UFs dos dois endereços e os grupos entrega e retirada, quando informados. Se houver combustível com informação de consumo cabível, examine também prod/comb/UFCons nos itens.

Uma tela atualizada não garante que a nota pendente contém os mesmos dados. A UF pode ter sido copiada de outro cadastro, selecionada para estabelecimento diferente ou transformada pela integração. Compare o arquivo final com a documentação real da operação.

Entrega e retirada: a referência muda entre saída e entrada

As exceções abaixo pertencem às regras e à edição documental indicadas. Elas não autorizam inventar locais ou omitir informações verdadeiras.

Situação no XML

Saída: E12-30, tpNF=1

Entrada: E12-50, tpNF=0

UF de entrega informada, sem UF de retirada

Entrega diferente da UF do emitente

Entrega diferente da UF do destinatário/remetente

UF de retirada informada, sem UF de entrega

Retirada diferente da UF do destinatário/remetente

Retirada diferente da UF do emitente

UFs de entrega e retirada informadas

Diferentes entre si

Diferentes entre si

Na edição consultada, essas situações afastam a aplicação do respectivo ramo do 772. Observe a exigência de ausência da outra UF nas duas primeiras linhas; não simplifique a exceção para “qualquer entrega em outro estado”.

Para nota de entrada, use os grupos efetivamente enviados. Não inverta as comparações por intuição sobre quem compra ou vende: a E12-50 tem suas próprias referências, diferentes das duas primeiras exceções da saída.

A observação sobre UF de consumo

Os dois ramos documentam a não rejeição quando existir algum item com UFCons diferente da UF do emitente. No leiaute consultado, esse campo integra o grupo específico de combustíveis, descrito na página 24.

Isso não transforma UFCons em uma alternativa genérica ao endereço de destino. Seu preenchimento deve ser cabível e verdadeiro para o item e a operação. Não inclua um grupo de combustível em mercadoria comum, nem altere a UF de consumo apenas para provocar uma exceção.

As condições de consumidor final ou outras exceções existentes em regras vizinhas não devem ser importadas automaticamente para a E12-30/E12-50.

Como corrigir conforme o cenário

O endereço enviado contém uma UF errada

Se a operação é efetivamente interestadual e a documentação confirma outra UF para a parte ou local correspondente, corrija o cadastro ou o mapeamento que gerou o dado incorreto. Atualize a nota rejeitada pelo fluxo do emissor e confira o XML novamente.

Não troque a identificação da empresa nem escolha outro estabelecimento para acomodar a rejeição. Preserve a parte verdadeira e os endereços reais.

A operação interna foi marcada como interestadual

Confirme o enquadramento com o responsável fiscal. Se idDest=2 foi selecionado indevidamente, corrija a natureza de operação e revise os campos relacionados, inclusive CFOP e tributação quando necessário.

Não mude somente um indicador sem analisar seus efeitos. A empresa precisa documentar a movimentação real, não criar coerência artificial entre números.

Há entrega, retirada ou consumo que justificam exame da exceção

Compare os fatos com o ramo correto da tabela. Se um grupo cabível foi omitido ou gerado incorretamente, ajuste sua origem e os dados completos pelo emissor. Preserve os endereços cadastrais que já estejam verdadeiros.

Uma exceção documental não é uma garantia de autorização nem define, sozinha, o enquadramento tributário da operação. A contabilidade deve confirmar a classificação, e o suporte deve verificar como o sistema representa os locais.

Os dados parecem corretos e a mensagem persiste

Confira chave, ambiente, versão e resposta vinculada ao envio. Analise o XML final da integração, não apenas uma prévia. Se a situação descrita não corresponder ao arquivo ou se a exceção cabível não for reconhecida, encaminhe as evidências ao suporte e ao autorizador, sem editar manualmente o XML assinado.

Exemplo hipotético

Uma indústria em São Paulo prepara uma NF-e de saída para outra empresa, também cadastrada em São Paulo e com CNPJ diferente. A entrega real ocorre em Minas Gerais, e a classificação interestadual foi confirmada pelo responsável fiscal. A integração omite o local de entrega; não há local de retirada informado.

Na referência E12-30, a exceção exige UF de entrega diferente da UF do emitente e ausência de UF de retirada. O suporte identifica a omissão e corrige a geração do grupo de entrega com os dados reais. A UF cadastral do destinatário continua São Paulo. A empresa examina o novo arquivo e retorno, sem presumir autorização.

Como verificar e quando escalar

Compare o XML atualizado com os fatos, confira o ramo e as exceções e leia o resultado da chave correta. O desaparecimento do 772 pode ser seguido por outra validação. Quando houver autorização, preserve XML e protocolo; havendo perda de resposta, reconcilie a situação antes de repetir a emissão.

Acione o suporte para dados omitidos ou divergência entre tela e XML. Procure a contabilidade para classificar a operação e os locais envolvidos.

Conferência documental em 15/10/2026. O MOC e os complementos examinados não certificam a implantação em cada UF, autorizador ou ambiente. Regras de emissão por outros enquadramentos e a restrição de destino do DANFE Simplificado Tipo 2 exigem análise própria; não substituem as condições E12-30/E12-50 descritas aqui. O procedimento deve ser confrontado com o XML e o retorno efetivos.

Fontes

  • MOC 7.0, Anexo I, SVRS, p.84–85, E12-30/E12-50; p.9, tpNF/idDest; p.24, LA06/UFCons; p.151, mensagem. Captura oficial de 15/10/2026 reutilizada, com leitura visual das páginas 84 e 85.

  • Documentos técnicos SVRS, NT 2026.002 v1.11 e NT 2026.007 v1.10: contextos distintos de impressão e emissão. Trechos examinados e limites em fontes.v3.json.

  • TecnoSpeed: rejeição 772, Oobj: rejeição 772 e Beevix: rejeição 772: três corpos específicos lidos em 15/10/2026. As simplificações divergentes foram afastadas pelo MOC; menus e XMLs externos não foram adotados como instruções do ALRA.

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