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Rejeições fiscais

Rejeição 757: encontre o reboque indevido no XML da NFC-e ou da NF-e Tipo 2

A regra X22-10 da NT 2026.002 v1.11 identifica dados de reboque em um documento que não admite esse grupo. Para o empresário, a primeira providência é conferir o modelo da nota e a origem desses dados. Pode haver um cadastro de transporte sendo reaproveitado na NFC-e ou na NF-e com DANFE Simplificado Tipo 2, mesmo…

Blog ALRA
Capa ilustrada da ALRA: Rejeição 757: encontre o reboque indevido no XML da NFC-e ou da NF-e Tipo 2.

A regra X22-10 da NT 2026.002 v1.11 identifica dados de reboque em um documento que não admite esse grupo. Para o empresário, a primeira providência é conferir o modelo da nota e a origem desses dados. Pode haver um cadastro de transporte sendo reaproveitado na NFC-e ou na NF-e com DANFE Simplificado Tipo 2, mesmo sem o operador ter escolhido um reboque na tela.

A mensagem não pede trocar a placa da carreta. Ela aponta a presença do grupo de reboque. Corrija o preenchimento indevido ou reveja, com o responsável fiscal, o enquadramento do documento escolhido, preservando os fatos da venda e da entrega.

Qual é a mensagem oficial

A X22-10, página 19 da NT 2026.002 v1.11, documenta “Rejeição: NFC-e ou NF-e com DANFE Simplificado Tipo 2 com dados de Reboque do veículo de Transporte”. A condição é informar transp/reboque em NFC-e modelo 65 ou em NF-e modelo 55 com ide/tpImp=6. O MOC, página 61, identifica reboque como grupo X22, com até cinco ocorrências. Seus dados incluem placa, UF e registro de transportador.

O Tipo 2 é uma representação da NF-e, não um novo modelo fiscal. Por isso, não deduza pelo nome da impressão que o arquivo é NFC-e. Confira ide/mod e ide/tpImp no XML transmitido.

No MOC 7.0, Anexo I, a mesma X22-10 tratava apenas do modelo 65 e trazia “Rejeição: NFC-e com dados de Reboque do veículo de Transporte”. Essa é a redação do documento histórico, sem afirmar como um emissor específico apresenta o retorno hoje. A NT atual documenta a ampliação do cenário; não transforme uma orientação antiga exclusiva da NFC-e em permissão de reboque na NF-e Tipo 2.

O artigo trata da autorização de NF-e/NFC-e, nas validações do serviço NFeAutorizacao. O retorno identifica a rejeição por cStat e xMotivo. Um retorno numérico igual em outro documento ou serviço exige sua mensagem e regra próprias; não aplique esta solução somente pelo número.

Referência documental, UF e ambiente

O índice oficial SVRS consultado em 15/10/2026 apresenta a v1.11 e ressalva possíveis alterações de datas. A página 19 mantém a X22-10 íntegra para NFC-e ou NF-e Tipo 2, com aplicação obrigatória. O cronograma da página 3 inclui X22-10 no conjunto com testes em 01/07/2026 e produção em 03/08/2026. O adiamento para 14/12/2026 enumera I08-180, BA02-35 e VC02-40, sem incluir X22-10.

Consulta documental e calendário não comprovam implantação individual no autorizador da empresa. Identifique o estabelecimento, a UF, o serviço e o ambiente: tpAmb=1 é produção e tpAmb=2 é homologação. Não houve emissão de teste nesta pesquisa. Confirme as condições aplicáveis ao caso antes de decidir por outro documento ou formato.

A linha X22-10 não contém exceção própria por UF ou por entrega a domicílio. Informar indPres=4 não permite incluir reboque. A exceção relacionada aos indicadores da rejeição 753 não se transfere à 757: são verificações diferentes.

Reboque não é o produto vendido

O caminho a investigar é transp/reboque, ligado ao veículo utilizado no transporte. Uma mercadoria chamada “engate”, “carretinha” ou “peça de reboque” na descrição do produto não é, por esse nome, o grupo proibido. Não apague produtos reais nem altere sua classificação para resolver uma divergência no transporte.

Também separe o reboque do veículo principal. veicTransp é outro grupo, associado à rejeição 756 nesse mesmo recorte. Se os dois apareceram, resolver o 757 não demonstra que o conjunto ficou adequado. O suporte deve conferir todos os dados gerados, sem presumir que a primeira rejeição mostra cada incompatibilidade. A estrutura geral do XML admite até cinco reboques, mas essa capacidade não é permissão de preenchimento em NFC-e ou NF-e Tipo 2. Uma única ocorrência já atende ao predicado da 757.

Diagnóstico em três situações

Copiaram uma configuração de transporte

Uma NFC-e foi preparada a partir de um pedido cujo cadastro guardava placa, UF e registro do reboque. Compare o pedido, a tela fiscal e o XML. Se esses dados foram incluídos indevidamente no modelo 65, retire a associação na origem e regenere a nota rejeitada.

Quando a configuração for compartilhada, avalie seu uso nos outros documentos antes de alterá-la globalmente. Um dado válido em outra operação não deve desaparecer apenas porque foi encaminhado ao documento errado. A correção pode estar na seleção dos campos pelo emissor, em vez de apagar o cadastro da frota inteira.

A NF-e utiliza DANFE Simplificado Tipo 2

Verifique se a operação foi corretamente enquadrada nesse formato. Se tpImp=6 é adequado e o grupo veio de uma importação indevida, corrija a importação. Se a operação demanda dados incompatíveis com o formato, a decisão sobre documento e representação cabe ao responsável fiscal.

Não altere tpImp isoladamente para escapar da validação. Tampouco mude o modelo no arquivo assinado: essas decisões podem exigir reconstrução do documento e outras verificações. A empresa precisa demonstrar o enquadramento, não apenas obter um retorno diferente.

O grupo volta após a limpeza na tela

É um sinal para investigar a geração. Um serviço automático pode buscar o reboque em outro cadastro ou reaplicar dados do pedido ao transmitir. Registre a versão do emissor, o momento da alteração e os dois XMLs para localizar a etapa que repõe o grupo.

Não mande o operador repetir indefinidamente o envio. Quando a causa está na integração, a correção precisa alcançar o mapeamento utilizado na transmissão e passar por uma verificação controlada.

Exemplo original

Uma loja fictícia vende acessórios para um consumidor que fará a retirada. O pedido foi duplicado de uma venda antiga e manteve o registro de um semirreboque. Ao gerar a NFC-e, a integração carregou transp/reboque, embora o fechamento não previsse entrega. A autorização retornou 757.

A equipe confirmou a retirada real e encontrou a associação herdada. Removeu esse dado do pedido, corrigiu o reaproveitamento e regenerou a nota rejeitada pelo emissor. No novo XML, conferiu a ausência de todas as ocorrências de reboque, mantendo mercadorias, quantidades e valores da operação. Em seguida fez um único reenvio acompanhado do retorno. O exemplo ilustra a correção da causa, sem garantir autorização nem dispensar outras validações.

Como confirmar o encerramento

Guarde o retorno original e o arquivo enviado. Após corrigir, confira o XML novo, a assinatura gerada pelo emissor e o modelo escolhido. Não basta esconder o reboque na impressão: a regra examina a informação transmitida.

Leia a resposta correspondente à chave e ao ambiente certos. Se houver autorização, arquive XML e protocolo e concilie a nota com a venda. Se surgir outra rejeição, identifique sua regra antes de continuar. Uma falha de comunicação exige consulta da situação anterior, para não duplicar a operação por falta de resposta.

Acione o suporte quando não encontrar reboque no arquivo examinado, quando ele reaparecer ou quando tela e XML divergirem. Envie retorno completo, horário, UF/autorizador, ambiente e versão do sistema. Procure o responsável fiscal quando houver transporte real que peça revisão do documento. Nunca troque dados por registros fictícios, esconda uma operação necessária ou altere a realidade da entrega para superar a regra.

Fontes

Referências conferidas em 15/10/2026, horário de Brasília. A orientação é documental; não certifica autorização, implantação individual por UF/ambiente ou adequação de uma operação particular.

  • NT 2026.002 v1.11, páginas 3 e 19: cronograma e regra X22-10. A linha de transporte permanece íntegra; as exclusões das regras de identificação acima não se transferem a ela.

  • MOC 7.0, Anexo I, páginas 60, 61 e 124: campos de transporte e contexto histórico do modelo 65.

  • Documentos da SVRS, disponibilidade da v1.11 e ressalva de datas.

  • Esquemas XML oficiais, pacote010f: veicTransp, reboque e tipo TVeiculo. O esquema descreve estrutura; as regras fiscais delimitam o uso.

Apoios práticos: Oobj, TecnoSpeed e NS7. Os três tratam do modelo65; a NT atual define a extensão ao Tipo2. Suas sugestões de remoção dependem de o documento ser adequado à operação. A generalização da NS7 sobre informações de transporte não substitui as regras de cada grupo. Campos de integração, menus e dados fictícios dos exemplos não foram transportados para o ALRA.

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