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Rejeições fiscais

Rejeição 756: retire o veículo indevido da NFC-e ou confira o DANFE Tipo 2

Quando a nota volta com a rejeição 756, confira os dados do veículo transportador no arquivo enviado. A regra X18-10 da NT 2026.002 v1.11 aponta a presença do grupo em NFC-e, modelo 65, ou NF-e, modelo 55, com DANFE Simplificado Tipo 2. A correção depende de descobrir por que o emissor incluiu o veículo e se o…

Blog ALRA
Capa ilustrada da ALRA: Rejeição 756: retire o veículo indevido da NFC-e ou confira o DANFE Tipo 2.

Quando a nota volta com a rejeição 756, confira os dados do veículo transportador no arquivo enviado. A regra X18-10 da NT 2026.002 v1.11 aponta a presença do grupo em NFC-e, modelo 65, ou NF-e, modelo 55, com DANFE Simplificado Tipo 2. A correção depende de descobrir por que o emissor incluiu o veículo e se o documento escolhido corresponde à operação.

Não se trata, nessa regra, de placa com formato errado. Trocar a placa, a UF ou um registro do transportador conserva o grupo proibido e não resolve a incompatibilidade apontada. Preserve o retorno e investigue o preenchimento antes de retransmitir.

A mensagem e o alcance da regra

Na NT 2026.002 v1.11, página 19, a X18-10 apresenta o retorno exato: “Rejeição: NFC-e ou NF-e com DANFE Simplificado Tipo 2 com dados do veículo de Transporte”. Ela verifica a presença de veicTransp, no grupo de transporte. Na NF-e, o formato Tipo 2 é identificado por ide/tpImp=6; a nota continua sendo modelo 55.

O MOC 7.0, Anexo I, já registrava a mensagem “Rejeição: NFC-e com dados do veículo de Transporte”, vinculada ao modelo 65. Se o retorno recebido trouxer a redação mais curta, confira o XML e a resposta completa. O texto histórico não permite excluir a NF-e Tipo 2 do alcance da NT atual. Não se está afirmando como um emissor específico exibe a mensagem.

Este diagnóstico é do serviço de autorização de NF-e/NFC-e. Um número 756 em outro documento fiscal ou serviço precisa de sua própria mensagem e documentação. A regra também não proíbe indistintamente veicTransp em toda NF-e 55: o ramo aqui tratado exige o DANFE Tipo 2.

Cronograma e ambiente

O índice oficial SVRS consultado em 15/10/2026 apresenta a NT 2026.002 v1.11 e ressalva possíveis alterações de datas. Na página 19, a X18-10 está íntegra e classificada como obrigatória para NFC-e ou NF-e Tipo 2. A página 3 inclui essa regra no conjunto com testes em 01/07/2026 e produção em 03/08/2026. O adiamento para 14/12/2026 menciona somente I08-180, BA02-35 e VC02-40; não abrange X18-10.

Essas referências documentais não certificam implantação individual no autorizador da empresa. Registre UF, serviço e ambiente: tpAmb=1 para produção e tpAmb=2 para homologação. Não houve emissão de teste nesta pesquisa. A linha X18-10 não apresenta exceção estadual própria nem exceção para entrega a domicílio; confirme as condições aplicáveis ao caso com o responsável fiscal e o autorizador.

Onde procurar a causa

Compare a tela com o XML efetivamente transmitido. Dentro de transp, procure veicTransp e seus dados, como placa e UF. O grupo pode ter sido montado a partir do cadastro de uma frota, do pedido de venda ou de uma integração. Mesmo que o operador não veja uma placa na tela da nota, uma configuração compartilhada pode adicioná-la durante a geração.

Investigue também uma nota copiada de outro modelo e um rascunho criado antes da mudança de parâmetros. Atualizar o cadastro não garante que o documento já preparado perdeu o conteúdo antigo. Peça ao suporte para rastrear a origem do grupo, sem editar manualmente um XML assinado.

Não confunda três informações: transporta identifica o transportador, modFrete indica a modalidade de frete e veicTransp descreve o veículo. A rejeição 756 aponta o terceiro grupo. Apagar indiscriminadamente toda a seção de transporte pode retirar informações que precisam de análise por regras próprias.

O veículo usado no transporte também é diferente do veículo vendido como mercadoria. O grupo det/prod/veicProd detalha veículos novos; transp/veicTransp descreve o transporte. Não altere produtos, classificação fiscal ou tributação por confundir esses nomes. Cada grupo possui suas próprias regras.

Como agir em cada cenário

NFC-e recebeu dados da frota por padrão

Uma venda de balcão foi emitida como NFC-e, mas o sistema acrescentou a placa cadastrada como veículo padrão da empresa. Se o documento e a operação estão corretos, remova a associação indevida na origem e gere novamente a nota rejeitada pelo emissor. Confira que o XML novo não contém veicTransp.

A correção deve alcançar a configuração que provocou o preenchimento, quando ela estiver errada. Limpar somente a primeira nota e manter a mesma automação pode fazer a rejeição voltar nas próximas vendas.

Há entrega a domicílio

A existência de entrega não cria uma exceção ao X18-10. Modalidade de frete e identificação do transportador têm validações próprias; não transferem permissão para informar o veículo. Mantenha os registros logísticos necessários no controle da empresa e confira com o responsável fiscal quais dados cabem no documento escolhido.

Não marque entrega a domicílio se o cliente retirou a mercadoria. Essa alteração não elimina a vedação do veículo e ainda distorce a operação.

NF-e foi configurada com DANFE Tipo 2

Confirme se mod=55 e tpImp=6 refletem o enquadramento adotado. Se o veículo foi incluído por reaproveitamento de um cadastro, corrija essa geração indevida. Se a operação exige informações incompatíveis com o formato escolhido, peça ao responsável fiscal que avalie o documento e a representação aplicáveis antes de mudar o parâmetro.

Alterar tpImp apenas para escapar da regra não demonstra que a operação passou a atender aos requisitos de outro formato. A conclusão precisa vir da situação real e das normas aplicáveis.

Exemplo de investigação

Uma loja fictícia vende um conjunto de utensílios para retirada no caixa. O pedido foi criado com um modelo de entrega que guardava uma placa da frota. A tela de fechamento mostra venda presencial, mas a NFC-e gerada contém transp/veicTransp; o retorno é 756.

A equipe compara pedido, configuração e XML. Identifica o modelo de entrega indevidamente reutilizado, retira a associação e regenera a nota rejeitada. Produtos, valores e destinatário permanecem conforme a venda real. O arquivo seguinte não contém o grupo do veículo; a equipe então faz uma transmissão controlada e lê o novo resultado. A retirada do grupo trata o 756, mas não garante que nenhuma outra validação ocorrerá.

Verifique o resultado e saiba quando escalar

Antes do reenvio, preserve o XML rejeitado e compare a nova versão. Confirme que o grupo removido era o indevido, que o conteúdo fiscal continua correto e que o emissor gerou a assinatura correspondente ao arquivo alterado. Evite ciclos automáticos de repetição da mesma rejeição.

Depois, examine a resposta associada à chave e ao ambiente corretos. O desaparecimento do 756 não equivale, sozinho, a autorização. Quando houver autorização, guarde XML e protocolo e confira o documento representativo. Se aparecer outro retorno, trate sua causa específica.

Acione o suporte se o grupo reaparecer, se a tela divergir do arquivo ou se o retorno parecer incompatível com modelo e tpImp. Encaminhe XML, resposta completa, horário, UF e versão do emissor. Procure o responsável fiscal quando houver dúvida sobre a adequação da NFC-e ou do DANFE Tipo 2 à operação. Não substitua dados verdadeiros por valores fictícios.

Fontes

Referências conferidas em 15/10/2026, horário de Brasília. A orientação é documental; não certifica autorização, implantação individual por UF/ambiente ou adequação de uma operação particular.

  • NT 2026.002 v1.11, páginas 3 e 19: cronograma e regra X18-10. A linha de transporte permanece íntegra; as exclusões das regras de identificação acima não se transferem a ela.

  • MOC 7.0, Anexo I, páginas 60, 61 e 124: campos de transporte e contexto histórico do modelo 65. Página22: veicProd, detalhamento de veículos novos.

  • Documentos da SVRS, disponibilidade da v1.11 e ressalva de datas.

  • Esquemas XML oficiais, pacote010f: veicTransp, reboque e tipo TVeiculo. O esquema descreve estrutura; as regras fiscais delimitam o uso.

Apoios práticos: Oobj, TecnoSpeed e Buscador NCM. São dois guias e uma ficha específica com perguntas frequentes. O primeiro par se concentra na NFC-e; a NT governa a extensão ao Tipo2. A abertura do guia TecnoSpeed cita755 por engano, embora desenvolva veicTransp/756; não adotamos esse número nem seus dados fictícios. A ficha não comprova execução individual nem autoriza reaproveitar numeração sem conferir a situação do documento. Nenhuma tela desses produtos representa um menu do ALRA.

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