Rejeições fiscais
Rejeição 742: descubra por que o grupo de IPI entrou na nota
Quando a emissão retorna 742, procure o grupo de IPI no XML antes de alterar o imposto. O documento enviado contém uma informação que a validação não admite naquele modelo ou formato. A empresa precisa descobrir se houve configuração indevida no produto, reaproveitamento de dados de outra operação ou escolha…
Quando a emissão retorna 742, procure o grupo de IPI no XML antes de alterar o imposto. O documento enviado contém uma informação que a validação não admite naquele modelo ou formato. A empresa precisa descobrir se houve configuração indevida no produto, reaproveitamento de dados de outra operação ou escolha incorreta da emissão.
Na NT 2026.002 v1.11, página 17, a mensagem é “Rejeição: NFC-e ou NF-e com DANFE Simplificado Tipo 2 com grupo do IPI”. No MOC 7.0, o texto histórico é “Rejeição: NFC-e com grupo do IPI”. O número não informa, sozinho, que o produto deixou de ter IPI ou que a empresa está dispensada de uma obrigação tributária.
A regra atinge o grupo, não apenas seu valor
A O01-10 da NT 2026.002 v1.11, página 17, verifica o grupo de tributação pelo IPI no item. Seu predicado abrange NFC-e, modelo 65, e NF-e, modelo 55, com DANFE Simplificado Tipo 2, identificado por tpImp=6. A linha indica rejeição e aplicação obrigatória, sem exceção própria. A regra não restringe sua verificação ao subgrupo de IPI tributado: informar outro enquadramento dentro de IPI mantém o grupo presente. NT 2026.002 v1.11.
Por isso, simplesmente zerar uma alíquota ou o valor do imposto não demonstra correção: o grupo IPI pode continuar presente. A verificação deve alcançar a estrutura efetivamente transmitida. Essa conclusão decorre da condição documental, que trata da existência do grupo, sem exigir um valor positivo.
Não confunda IPI com II, o Imposto de Importação: a presença do grupo II nessa família de documentos tem regra P01-10 e código 743. Também não siga um tutorial pelo número isolado, sem conferir sua mensagem e o serviço. Este artigo trata da autorização de NF-e/NFC-e, leiaute 4.00.
Qual cronograma consultar
O MOC 7.0 é a base histórica da O01-10 para NFC-e. Na NT 2026.002, a extensão ao DANFE Tipo 2 integra o conjunto previsto para testes em 01/07/2026 e produção em 03/08/2026. A v1.11 desloca para 14/12/2026 I08-180, BA02-35 e VC02-40, sem incluir O01-10. Esse adiamento não deve ser transportado para a rejeição 742.
Na documentação oficial consultada em 15/10/2026, a lista SVRS apresenta a v1.11 e ressalva que datas podem mudar. O cronograma publicado não equivale a teste no ambiente da empresa. Identifique UF, endereço do serviço, data do retorno e tpAmb, e confirme a versão aplicada com o suporte quando houver divergência. Uma resposta de homologação não comprova autorização em produção.
Onde pode estar a origem do IPI
Guarde o XML rejeitado, a resposta completa e os dados da emissão. No XML, confira ide/mod, ide/tpImp e o grupo imposto/IPI de cada item. Mesmo quando a mensagem não indica um item, a equipe pode localizar quais produtos geraram o conteúdo incompatível.
Depois compare três pontos: cadastro do produto, regra fiscal escolhida na operação e arquivo final. Uma importação da nota de compra pode trazer informações do fornecedor; isso não decide automaticamente o tratamento da venda da empresa. Uma integração também pode usar uma configuração diferente daquela exibida na tela.
Examine a amplitude do problema. Se todos os itens incluem IPI, investigue primeiro uma regra compartilhada. Se apenas um produto o inclui, confira seu cadastro e o histórico de alterações. Essas pistas orientam o diagnóstico, sem substituir a análise fiscal de cada operação.
Como agir conforme a causa
O grupo foi gerado indevidamente na venda
O responsável fiscal deve confirmar que aquela emissão não precisa levar as informações encontradas. Com essa definição, o suporte ajusta a parametrização que gerou o grupo e atualiza a nota rejeitada pelo emissor.
A correção precisa eliminar a inclusão indevida na origem. Apagar o texto do XML assinado não é um procedimento de emissão. Também não basta corrigir o cadastro e reenviar um arquivo antigo: gere novamente e compare o resultado. Os totais devem ser recalculados conforme o tratamento validado.
A rotina usa a mesma configuração para documentos diferentes
Uma empresa pode preparar diferentes operações com o mesmo produto. Se a integração transmite o conteúdo de IPI para qualquer saída, a escolha do documento deixa de orientar a geração adequadamente.
O fornecedor deve revisar a seleção da regra por operação, modelo e formato. Evite uma mudança global que retire IPI de documentos em que ele é devido. O ajuste deve ter alcance identificado e preservar os demais fluxos. A validação do 742 não autoriza simplificar indiscriminadamente o cadastro fiscal da empresa.
O IPI precisa constar, mas a emissão selecionada não o comporta
Antes de retirar o grupo, defina com o fiscal o documento adequado. Escolher NF-e 55, isoladamente, não afasta o predicado da regra: a NF-e com DANFE Tipo 2 também está abrangida pela O01-10 dessa versão. A escolha precisa distinguir modelo e formato, além de atender à operação real.
Não troque apenas mod ou tpImp para conseguir transmitir. A seleção precisa refletir a operação real e atender às condições do documento escolhido. Confirme ainda o histórico de tentativas para não criar uma segunda emissão sobre uma operação cuja situação não foi conciliada.
Exemplo hipotético
Uma loja de ferramentas vende dois itens por R$ 312. O cadastro de um produto foi criado a partir do arquivo do fornecedor e conservou uma configuração de IPI. A rotina do caixa envia esse grupo na NFC-e e recebe 742.
A conferência fiscal identifica a informação herdada como inadequada para aquela venda. O suporte corrige a regra que a incluiu, atualiza o item da nota rejeitada e gera novo XML. A equipe compara os produtos e valores comerciais com o registro original e confere os totais tributários recalculados. Nenhuma alíquota ou CST do exemplo funciona como receita para outra empresa.
Se a mesma ferramenta for vendida em uma operação que demande tratamento diferente, essa emissão deverá ser analisada separadamente. A correção do caixa não prova que todas as saídas daquele produto podem ter as mesmas informações.
Como verificar e quando escalar
Antes de transmitir, confira todos os itens do novo XML, o modelo, o formato e os totais. Verifique se a configuração corrigida realmente foi aplicada ao documento, e não apenas ao cadastro para emissões futuras.
Depois faça uma tentativa controlada e leia a resposta completa. A ausência do 742 não é prova de autorização; outra validação pode impedir o documento. Preserve o XML selecionado e o protocolo quando a autorização efetiva estiver confirmada.
Acione o contador quando houver dúvida sobre incidência, enquadramento ou documento apropriado. Acione o fornecedor quando a tela e o XML divergirem, o grupo reaparecer ou o ajuste afetar outras operações. Se o arquivo efetivamente enviado não contém IPI e o retorno continuar apontando 742, reúna chave, ambiente, horários e evidências para o suporte e o autorizador. Não exponha certificado ou credenciais no atendimento.
Fontes consultadas
NT 2026.002 v1.11 — SVRS: páginas 3, 7 e 17; O01-10/742, formato Tipo 2 e distinção de P01-10/743.
MOC 7.0, Anexo I — CONFAZ: páginas 50–51, estrutura do IPI e do II; página 118, regra histórica para NFC-e.
Documentos da NF-e — SVRS: índice consultado em 15/10/2026.
Oobj, TecnoSpeed e Webmania: apoios específicos para a NFC-e. Seus exemplos de preenchimento e instruções dos próprios emissores não são receitas universais; a NT atual é necessária para distinguir a NF-e com DANFE Tipo 2.