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Rejeições fiscais

Rejeição 737: confira a integração do pagamento e a regra da sua UF

A rejeição 737 exige conferir como o pagamento chegou ao emissor e o que foi declarado no XML. O indicador de pagamento não integrado foi informado em uma situação na qual a UF não aceita essa integração. Trocar apenas um número no cadastro não cria comunicação entre a maquininha e o sistema: a correção precisa…

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Capa ilustrada da ALRA: Rejeição 737: confira a integração do pagamento e a regra da sua UF.

A rejeição 737 exige conferir como o pagamento chegou ao emissor e o que foi declarado no XML. O indicador de pagamento não integrado foi informado em uma situação na qual a UF não aceita essa integração. Trocar apenas um número no cadastro não cria comunicação entre a maquininha e o sistema: a correção precisa corresponder à transação realizada.

A mensagem é “Pagamento com cartão de crédito em sistema de automação não integrado”, no serviço de autorização de NF-e, modelo 55, ou NFC-e, modelo 65. Guarde a resposta completa. O número 737 também pode aparecer em outros documentos fiscais, com significado diferente, e não deve ser interpretado isoladamente.

O que provoca esse retorno

A regra YA04a-20 relaciona a rejeição à presença de tpIntegra=2 para UF que não aceita pagamento não integrado. O MOC classifica sua aplicação como facultativa, a critério da UF. A linha não estabelece uma proibição nacional de todo equipamento de pagamento independente. MOC 7.0, página 126.

O campo fica dentro do grupo card, no detalhamento de pagamento: pag/detPag/card/tpIntegra. O valor 1 representa integração com a automação; o valor 2 representa pagamento não integrado. A NT 2023.004 cita TEF, comércio eletrônico e POS integrado como exemplos do primeiro caso, e POS simples como exemplo do segundo. Por isso, identificar o equipamento apenas como “POS” não basta para escolher o valor. NT 2023.004 v1.20, página 12.

Embora a mensagem mencione cartão de crédito, o diagnóstico deve partir do indicador e do retorno efetivo. Ausência de informações do pagamento e dados incompletos da transação têm outras validações. Não conclua que todo erro envolvendo cartão é a 737, nem que corrigir esse indicador garante a autorização da nota.

Confira a orientação estadual

Na consulta de 15/10/2026, a página de regras facultativas da Sefaz-SP apresenta YA04a-20/737 como inativa. Essa informação publicada não constitui teste de emissão e não comprova o comportamento de todos os modelos, estabelecimentos ou ambientes. Se houver retorno incompatível com ela, confirme UF, autorizador, ambiente e horário antes de encaminhar a divergência ao atendimento fiscal. Sefaz-SP, regras facultativas.

No RS, uma orientação de 18/08/2026 sobre integração dos meios de pagamento com a NFC-e determina que os equipamentos estejam integrados e que sejam informados os dados correspondentes, incluindo tpIntegra=1 e a identificação da operação. Essa orientação trata da obrigação estadual descrita no próprio serviço; não é prova de que a rejeição 737 esteja ativada em toda situação. Receita Estadual do RS.

Antes de alterar o fluxo da empresa, confirme a exigência aplicável à sua operação. Datas de implantação de outras regras de pagamento, QR Code ou documentos fiscais não devem ser transferidas para a 737. Homologação e produção também precisam ser identificadas separadamente.

Separe os dados antes de corrigir

Reúna o XML efetivamente transmitido, a resposta de rejeição, o comprovante do pagamento e os registros disponíveis da integração. Anote o modelo, a UF, o ambiente, a versão do emissor e quando o problema começou. Uma tela mostrando “integrado” não comprova que o arquivo enviado contém esse valor.

Se houver mais de uma forma de pagamento, confira cada detalhamento. Localize onde aparece tpIntegra=2 e relacione esse grupo ao recebimento correspondente. Compare meio de pagamento, valor e identificação da transação. Evite modificar todos os pagamentos porque apenas um deles foi preenchido incorretamente.

No ALRA, encaminhe ao suporte o cadastro envolvido e os arquivos da ocorrência. A correção precisa alcançar a informação usada para gerar a nota. Se o documento foi montado antes da alteração cadastral, confira o XML novamente; salvar o cadastro não demonstra que o arquivo anterior foi atualizado.

Como tratar cada cenário

A transação foi integrada, mas o XML declarou o contrário. Confira os registros que mostram a comunicação entre o pagamento e a automação. Com essa confirmação, corrija o mapeamento que produziu o indicador errado e recupere os dados reais exigidos para aquela transação. Não preencha autorização ou identificação da instituição com valores de exemplos encontrados na internet.

O pagamento ocorreu em equipamento realmente não integrado. Mantenha essa realidade no diagnóstico. Se a operação estiver sujeita à integração obrigatória, envolva o responsável fiscal e o fornecedor da solução para definir a regularização cabível. Marcar como integrado sem que a integração tenha ocorrido não resolve a causa. Também não refaça a cobrança do cliente apenas para conseguir novos dados para a nota.

O meio de pagamento foi registrado incorretamente. Confira o comprovante e a conciliação financeira. Se houve erro de cadastro, ajuste o meio para representar o recebimento verdadeiro. Uma venda paga com cartão não pode ser declarada como dinheiro somente para evitar a validação. Preserve o vínculo entre a nota, o recebimento e a transação.

O retorno começou após atualização ou mudança no caixa. Compare uma ocorrência anterior documentada com a atual, verificando diferenças de configuração, equipamento e arquivo gerado. Essa comparação ajuda a localizar uma mudança; não autoriza copiar dados de outra venda nem garante que a configuração antiga continue adequada às exigências estaduais.

Exemplo e conferência final

Imagine uma venda de R$ 348,00 processada por uma integração que registrou o pagamento e sua autorização. Após uma atualização cadastral, o XML passou a indicar tpIntegra=2. Confirmados os registros da transação e o erro de mapeamento, o suporte corrige a origem da informação e gera novamente o arquivo com os dados correspondentes. O exemplo não se aplica a uma cobrança feita separadamente em equipamento sem integração.

Depois da correção, confira o XML, transmita pelo fluxo normal e examine a nova resposta. Se houver dúvida sobre uma tentativa anterior, consulte sua situação antes de emitir outro documento. Ausência da 737 não equivale a autorização: confirme o resultado e o protocolo aplicável, preservando os arquivos.

Persistindo a rejeição, envie ao suporte os documentos da ocorrência por canal adequado e descreva a integração efetivamente utilizada. Para divergência de exigência estadual, inclua a orientação oficial consultada. Assim, a análise consegue separar erro de preenchimento, problema de integração e necessidade de esclarecimento junto ao autorizador.

Fontes

Pesquisa documental em 15/10/2026. As orientações estaduais têm escopo próprio e não substituem a confirmação da situação concreta.

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