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NF-e e NFC-e

Rejeição 717: escolha o indicador de presença conforme a venda real

A rejeição 717 indica que o tipo de presença informado não é permitido para o documento enviado. Para corrigir, confira como a venda aconteceu, qual modelo foi escolhido e qual valor o emissor colocou em indPres. Marcar “presencial” apenas para a emissão continuar pode deixar a nota diferente da operação.

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Capa ilustrada da ALRA: Rejeição 717: escolha o indicador de presença conforme a venda real.

A rejeição 717 indica que o tipo de presença informado não é permitido para o documento enviado. Para corrigir, confira como a venda aconteceu, qual modelo foi escolhido e qual valor o emissor colocou em indPres. Marcar “presencial” apenas para a emissão continuar pode deixar a nota diferente da operação.

A mensagem tradicional é “Rejeição: NFC-e em operação não presencial”. Ela aparece na autorização da NFC-e, modelo 65, pela regra B25b-20. A redação antiga, ainda encontrada em páginas de ajuda, limita as opções a presença no estabelecimento ou entrega a domicílio. A documentação posterior passou a incluir também a operação presencial fora do estabelecimento. Por isso, um procedimento antigo não deve ser aplicado sem conferir a versão.

O que a regra atual documenta

A NT 2025.002-RTC v1.52, página 32, registra a rejeição quando o indPres da NFC-e difere de 1, 4 e 5. Esses valores distinguem operação presencial, o contexto não presencial próprio desses documentos e presença fora do estabelecimento. A correção da B25b-20 aparece no histórico da versão 1.32, com produção prevista em 04/12/2025. O MOC 7.0, que usava apenas 1 e 4, é uma base histórica; não encerra a pesquisa atual. NT RTC v1.52, p.5 e 32.

Há outra extensão importante: na NF-e 55 com DANFE Simplificado Tipo 2, tpImp=6, a NT 2026.002 v1.11 também aplica B25b-20. A mensagem desse ramo é “Rejeição: NFC-e ou NF-e com DANFE Simplificado Tipo 2 em operação não permitida”. A página 9 mantém os valores 1, 4 e 5; a descrição de 4 passa a abranger operações não presenciais com NFC-e e NF-e com esse formato. Isso não torna qualquer venda pela internet automaticamente enquadrada nessa opção. NT 2026.002 v1.11, p.9.

Este diagnóstico se refere ao serviço de autorização NFeAutorizacao, leiaute 4.00. Não aplique a mesma interpretação ao número 717 recebido de outro documento ou serviço. Tampouco estenda a restrição do Tipo 2 a toda NF-e 55 em outros formatos.

Primeiro, identifique o fato e o arquivo enviado

Guarde a resposta completa e o XML rejeitado. Confira modelo, tpImp, indPres, UF, autorizador e ambiente. Anote a versão do emissor e o fluxo de origem: caixa, pedido, aplicativo, integração ou importação. Se a tela diz “presencial”, mas o XML leva outro valor, o problema pode estar no mapeamento ou em uma configuração que prevalece durante a geração.

Depois, descreva a venda em linguagem comum: o cliente esteve no estabelecimento? O atendimento ocorreu presencialmente em outro local? Houve pedido remoto? A mercadoria foi retirada ou entregue? Essas respostas ajudam a contabilidade a confirmar o enquadramento. O canal que recebeu o pedido, sozinho, não substitui a análise do que o documento deve representar.

Confira ainda finalidade, consumidor final, destino e dados de entrega. São informações relacionadas à operação, embora cada inconsistência possa ter rejeição própria. O 717 não exige alterar produtos, preços ou tributação apenas porque o indicador de presença está errado.

Cenário 1: venda presencial no estabelecimento

Se o cliente foi atendido no balcão e a operação é realmente presencial, confira se indPres=1 foi gerado. Um pedido criado em um módulo de comércio eletrônico pode carregar indPres=2 mesmo depois de ser convertido para emissão no caixa.

Nesse caso, corrija o enquadramento do pedido ou o mapeamento da integração e gere novamente o documento. Confira o novo XML, pois mudar a seleção na tela não resolve quando uma rotina posterior a sobrescreve. A equipe do caixa deve receber uma orientação clara sobre qual fluxo usar para essa venda.

Cenário 2: operação não presencial

Valores como 2, usado para operação não presencial pela internet, ou 3, por teleatendimento, não constam do conjunto aceito pela B25b-20 para NFC-e e NF-e Tipo 2. Antes de substituí-los por 4, confirme com o responsável fiscal se a operação se enquadra na modalidade permitida pelo documento e na disciplina da UF.

Se o documento escolhido não serve ao fato realizado, a solução é definir a emissão apropriada. Não declare que o comprador esteve presente quando ele não esteve. A escolha de outro modelo ou formato também exige revisar o conjunto da nota, em vez de trocar um campo isolado.

A seleção de 4 não dispensa dados de destinatário, entrega e demais requisitos aplicáveis. Uma nova rejeição relacionada ao endereço ou à modalidade de entrega deve ser tratada por sua regra, sem voltar automaticamente para “presencial”.

Cenário 3: presença fora do estabelecimento

Uma venda atendida presencialmente em local externo pode corresponder a indPres=5, quando o enquadramento fiscal permitir. Essa situação não deve ser confundida com uma encomenda remota entregue depois.

A NT RTC também relaciona esse indicador a regras do município do fato gerador do IBS. Quando houver aplicação dessas validações, o suporte precisa conferir o campo próprio, cMunFGIBS, e sua coerência com o local da operação. Não copie o município da loja apenas para preencher o arquivo. Um eventual retorno 1005 ou 1000 exige diagnóstico próprio; corrigir o 717 não resolve todas as informações do local.

Exemplo de diagnóstico

Uma loja recebe 717 em uma venda de balcão convertida de um pedido online. O atendente confirma a presença do cliente, e o suporte encontra mod=65 e indPres=2 no XML. A equipe corrige a origem do pedido para o contexto presencial real, gera indPres=1 e compara os arquivos antes da nova transmissão.

Se a mesma compra tivesse ocorrido remotamente, a confirmação seria diferente: o contador avaliaria o documento adequado e os requisitos da modalidade não presencial. O código rejeitado seria igual, mas a decisão não poderia ser copiada do primeiro caso.

Conferência de versão e resultado

A consulta de 10/10/2026 encontrou a NT 2026.002 v1.11 publicada em 01/10/2026. Seu cronograma inclui B25b-20 no conjunto do Tipo 2 previsto para produção em 03/08/2026. O adiamento a 14/12/2026 alcança três regras expressamente identificadas, não toda a NT nem automaticamente o 717. O aviso RTC de 05/10 também não cancela a correção histórica de B25b-20. Esses registros documentais não comprovam teste operacional em cada UF. Cronograma v1.11, p.3; avisos oficiais.

Reenvie pelo emissor e confira situação e protocolo. Se o erro persistir com os valores documentados, envie XML, retorno, UF, ambiente e versão ao suporte. Acione a contabilidade quando a dúvida for o enquadramento da venda. Não faça uma sequência de tentativas mudando indicadores ao acaso: o desaparecimento da rejeição não comprova que o fato foi representado corretamente.

Fontes consultadas em 10/10/2026

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