Voltar para o blog

Rejeições fiscais

Rejeição 715: confira a finalidade da NFC-e ou da NF-e com DANFE Tipo 2

Quando a venda para no código 715, confira se o documento foi preparado como uma emissão normal ou recebeu a finalidade de outra operação. A rejeição aponta uma incompatibilidade entre a finalidade informada e o documento enviado. Antes de trocar uma opção no sistema, confirme o que a empresa precisa documentar: uma…

Blog ALRA
Capa ilustrada da ALRA: Rejeição 715: confira a finalidade da NFC-e ou da NF-e com DANFE Tipo 2.

Quando a venda para no código 715, confira se o documento foi preparado como uma emissão normal ou recebeu a finalidade de outra operação. A rejeição aponta uma incompatibilidade entre a finalidade informada e o documento enviado. Antes de trocar uma opção no sistema, confirme o que a empresa precisa documentar: uma venda normal, uma devolução, um complemento ou um ajuste exigem análises diferentes.

O problema pode estar em uma configuração copiada de outra nota. Também pode revelar que foi escolhido um documento inadequado para a operação. O diagnóstico correto separa essas duas situações e evita transformar uma devolução verdadeira em venda apenas para eliminar a mensagem.

Qual mensagem e qual documento estão envolvidos

Na NT 2026.002 v1.11, página 8, a mensagem da B25-20 é: “Rejeição: NFC-e ou NF-e com DANFE Simplificado Tipo 2 com finalidade inválida”. O contexto é a autorização pelo serviço NFeAutorizacao. A regra alcança a NFC-e, modelo 65, e a NF-e, modelo 55, quando utiliza DANFE Simplificado Tipo 2, identificado por ide/tpImp=6. Nesses documentos, a finalidade deve ser normal; a condição de rejeição é ide/finNFe diferente de 1.

No MOC 7.0, página 77, o código aparece historicamente como “Rejeição: NFC-e com finalidade inválida”, limitado ao modelo 65. Uma tela ainda pode mostrar esse texto mais curto. Isso não permite concluir o modelo apenas pelo número 715: confira o XML e o retorno completo. Este artigo não interpreta códigos de outros documentos fiscais ou mensagens internas do programa.

O Tipo 2 continua sendo uma modalidade da NF-e 55. Não é modelo 65 nem equivale ao DANFE Simplificado de valor tpImp=3. O modelo fiscal e o formato de impressão precisam ser lidos separadamente.

O que a finalidade informa

O campo finNFe descreve a finalidade fiscal da emissão. No MOC 7.0, página 10, o domínio histórico é: 1 normal, 2 complementar, 3 ajuste e 4 devolução. O esquema 010f consultado também declara 5, nota de crédito, e 6, nota de débito. Essa ampliação estrutural não afasta a condição de finalidade normal da B25-20. Para resolver a 715, a pergunta útil é se a operação é de fato normal. Pagar à vista, usar cartão ou entregar depois não define esse campo. A forma de pagamento, o tipo de emissão e a finalidade são informações diferentes.

Uma descrição de natureza da operação aparentemente correta também não basta. A tela pode dizer “venda”, enquanto uma integração envia finNFe=2. Guarde o arquivo que foi realmente transmitido e compare-o com os dados exibidos. O XML rejeitado é a evidência da informação recebida pelo autorizador.

Onde procurar a causa

Reúna resposta completa, horário, modelo, série, número, chave, UF do emitente, autorizador, ambiente e versão do emissor. Em seguida, peça ao suporte ou ao responsável pela emissão para conferir ide/mod, ide/tpImp e ide/finNFe no mesmo XML. Homologação e produção devem ser identificadas; uma alteração testada em um ambiente não comprova seu comportamento no outro.

Procure a origem da finalidade: natureza de operação, perfil de emissão, cópia de nota antiga, pedido importado ou parâmetro de integração. Se a nota foi criada antes da correção do cadastro, ela pode conservar o valor anterior. Atualizar a configuração sem atualizar o documento pendente deixa a causa intacta.

Não edite o XML assinado manualmente. Corrija os dados ou a geração no emissor, que deverá produzir e assinar o arquivo atualizado pelo fluxo apropriado.

Como corrigir por cenário

A operação é uma venda normal, mas a finalidade foi copiada errada

Confirme a venda com o pedido e os documentos comerciais. Corrija a configuração que inseriu a finalidade inadequada e atualize a nota rejeitada para a finalidade normal. Confira o novo XML antes de transmitir. A comparação deve mostrar a correção comprovada, preservando destinatário, itens, valores e demais fatos da venda.

Se outras notas pendentes usam o mesmo perfil, revise sua origem antes de liberá-las. Não aplique a alteração em massa a devoluções ou complementos legítimos. Um perfil utilizado em operações diferentes precisa permitir a distinção correta.

A empresa precisa documentar uma devolução, um complemento ou um ajuste

Mantenha a finalidade verdadeira. A NFC-e e a NF-e com Tipo 2 não são adequadas a uma finalidade diferente de normal nessa regra. Peça à contabilidade que defina o documento e o procedimento fiscal aplicáveis. Quando couber NF-e 55 com outro formato admitido, o emissor deverá prepará-la para esse fluxo, com conteúdo, referências e validações pertinentes.

Escolher modelo 55, por si só, não resolve: se a nota continuar com tpImp=6, a B25-20 continuará relevante. Também não basta mudar o formato de impressão sem verificar se a operação atende às condições do fluxo escolhido. A correção deve adequar a emissão à operação, sem modificar a operação para satisfazer a validação.

O modelo e o formato foram selecionados por engano

Confira a operação com o responsável fiscal e revise a configuração do emissor. Uma NF-e comum não deve assumir o Tipo 2 apenas porque a impressora usa papel estreito. Resolva a escolha do documento e do formato no sistema; não altere somente a aparência do PDF ou do papel, pois a regra examina o XML.

Exemplo hipotético

Uma loja de utilidades vende uma cafeteira por R$ 240 para uso do comprador. O operador duplica um perfil criado para uma nota complementar. A NFC-e sai com mod=65 e finNFe=2, recebendo 715. Pedido, pagamento e entrega confirmam uma venda normal. A equipe corrige o perfil, atualiza o documento pendente e confere finNFe=1 no novo arquivo.

Se a mesma tela fosse usada para registrar a devolução real de uma cafeteira vendida antes, o caminho seria outro: preservar o fato da devolução e definir a emissão apropriada com a contabilidade. O código de rejeição não autoriza reclassificar esse fato como venda.

Cronograma e limites da orientação

Na conferência de 15/10/2026, o índice SVRS consultado apresenta a v1.11 e ressalva que datas podem mudar. A página 3 da NT inclui B25-20 no conjunto previsto para testes em 01/07/2026 e produção em 03/08/2026. O adiamento para 14/12/2026 menciona somente I08-180, BA02-35 e VC02-40, sem incluir B25-20.

A regra é obrigatória e não apresenta exceção própria na página 8, cujo texto e PNG existente foram examinados nesta retomada. Os prazos documentais não comprovam implantação individual por UF, autorizador e ambiente. Preserve o retorno concreto e confira a versão aplicada quando houver divergência.

Como confirmar o resultado e quando escalar

Confira se o novo XML corresponde à finalidade verdadeira e se o retorno pertence à chave e ao ambiente esperados. O desaparecimento da 715 não garante autorização: leia a resposta final e preserve o XML autorizado com seu protocolo quando houver autorização. Verifique o vínculo da venda com o documento fiscal, evitando nova emissão desnecessária.

Acione o suporte quando a tela e o XML divergem, a integração repõe o valor ou o retorno persiste com dados conferidos. Envolva a contabilidade diante de dúvida sobre finalidade ou documento. Envie as evidências do caso e a regra B25-20; não trate uma tentativa bem-sucedida de outra empresa como comprovação do seu cenário.

Fontes

Conferência documental em 15/10/2026, XML 4.00. Sem emissão de teste ou validação operacional do ALRA.

  • NT 2026.002 v1.11, páginas 3, 7 e 8: calendário, leiaute e regra. PNG normativo existente da página 8 examinado nesta retomada. Índice SVRS, captura atual com ressalva sobre datas.

  • MOC 7.0, Anexo I, páginas 10 e 77. Esquemas XML do Portal Nacional, pacote 010f: tipos de emissão, impressão e finalidade.

  • Apoios específicos: Oobj, TecnoSpeed, Webmania. Os três textos tratam de NFC-e antes da ampliação para NF-e Tipo 2; trocar a finalidade para normal só cabe quando esse for o fato real. Menus e parâmetros desses produtos não comprovam procedimentos do ALRA.

Pronto para dar o próximo passo?

Pronto para organizar sua empresa e ganhar mais tempo?

Teste grátis por 15 dias e descubra como a Alra pode transformar a gestão do seu negócio.