Rejeições fiscais
Rejeição 714: confira a contingência declarada na NFC-e
Quando a NFC-e recebe a rejeição 714, confira a modalidade de emissão no XML transmitido e a orientação da UF do estabelecimento. Uma configuração herdada de outro fluxo fiscal pode produzir um arquivo diferente do esperado pelo operador. Corrigir essa origem exige preservar os documentos já utilizados, além de…
Quando a NFC-e recebe a rejeição 714, confira a modalidade de emissão no XML transmitido e a orientação da UF do estabelecimento. Uma configuração herdada de outro fluxo fiscal pode produzir um arquivo diferente do esperado pelo operador. Corrigir essa origem exige preservar os documentos já utilizados, além de ajustar a geração dos próximos.
Este guia foi conferido em 15/10/2026 para a NFC-e, modelo 65, no serviço de autorização. A mensagem é “Rejeição: NFC-e com contingência inválida (tpEmis=2, 4 (a critério da UF) ou 5)”. Confirme o texto completo do retorno, pois o número isolado não identifica todos os contextos possíveis de documentos fiscais.
O que a regra compara
A B22-34, na página 77 do MOC 7.0, Anexo I, trata da autorização pela Sefaz e relaciona os valores tpEmis=2, 4 e 5. A observação permite que EPEC, valor 4, seja aceito a critério da UF. A coluna de aplicação está marcada como facultativa; isso não permite ao contribuinte escolher uma modalidade incompatível com o documento ou ignorar a resposta recebida.
No campo ide/tpEmis, os valores têm significados diferentes:
1: emissão normal, sem contingência;
2: FS-IA, com formulário de segurança para impressor autônomo;
4: EPEC, Evento Prévio de Emissão em Contingência;
5: FS-DA, com formulário de segurança para documento auxiliar;
9: contingência off-line.
A observação específica para NFC-e admite off-line e, a critério da UF, EPEC. Não apresenta FS-IA ou FS-DA como alternativas para esse modelo. Emissão normal não se torna inválida apenas porque seu valor é diferente de 9. Tampouco a linha da 714 deve ser reescrita como uma rejeição automática para qualquer valor diferente de 9.
EPEC depende das condições estaduais
O domínio de um campo não comprova que o serviço esteja disponível para o estabelecimento naquele momento. Separe a previsão técnica, a orientação estadual e a situação concreta do ambiente. Uma falha de internet no caixa, por si só, não demonstra ativação de EPEC pela Sefaz.
São Paulo oferece um exemplo documentado. A página estadual de contingência, consultada nesta revisão, informa que EPEC em produção é ativado pela Sefaz nas situações de indisponibilidade do ambiente normal; para homologação, informa operação permanente. A RC 34105/2026, publicada em 04/09/2026, reafirma no item 7 a ativação paulista quando o ambiente normal fica indisponível por problema técnico ou manutenção programada.
No item 6.2, a resposta também distingue a regular recepção do evento da simples impressão de um DANFE com menção a EPEC. A consulta aproveita ao consulente nos termos da legislação; sua publicação e a página estadual não comprovam que o serviço estivesse ativado durante uma venda específica. Não transfira essa condição paulista para outras UFs.
O que verificar no documento rejeitado
Preserve XML enviado, resposta completa, chave, série, número e horários. Identifique mod=65, tpEmis, tpAmb, UF e autorizador. O ambiente de produção ou homologação é informado em tpAmb; ele não se confunde com a modalidade declarada em tpEmis.
Registre também se o DANFE já foi entregue ao consumidor, se houve tentativa anterior de transmissão e se existe evento relacionado. Um documento ainda em preparação e outro já utilizado em contingência podem exigir tratamentos diferentes. Antes de repetir a emissão, esclareça a situação do documento existente.
Depois, localize de onde veio o valor. Compare cadastro, perfil do caixa, dados recebidos da integração e arquivo da fila. Alterar uma preferência hoje não demonstra que documentos gerados antes tenham mudado. O diagnóstico deve acompanhar o XML efetivamente enviado, não apenas a tela atual.
Encaminhamento por cenário
O caixa herdou uma modalidade de formulário de segurança. Se o modelo 65 foi gerado com 2 ou 5, investigue o perfil usado pela integração. Corrija a origem para os documentos futuros conforme a modalidade realmente cabível. Para os existentes, preserve o histórico e solicite o procedimento fiscal aplicável; não recrie a venda para esconder o modo utilizado.
O sistema selecionou EPEC sem demonstrar seu cabimento. Confira a orientação estadual, o ambiente e a condição de ativação. Quando o fluxo exigir evento, verifique sua recepção efetiva. Não simule evento, indisponibilidade ou horário, nem troque automaticamente para off-line sem analisar o ocorrido.
A tela mostra uma modalidade, mas o XML contém outra. Encaminhe os dois registros ao suporte para investigar integração, fila e parâmetros. Este guia não apresenta menu ou configuração ALRA verificados. O ponto em que o dado foi transformado precisa ser identificado antes de orientar uma alteração.
Os documentos parecem coerentes, mas o retorno persiste. Confira novamente modelo, mensagem e serviço. A rejeição 712 examina off-line não aceito pela UF; 713 trata do tipo de emissão na SVC acessada; 783 trata da NFC-e na SVC. São verificações distintas. Não encaminhe o cupom à SVC como atalho para a 714.
Como considerar as mudanças de 2026
A NT 2026.002 v1.11, página 7, amplia a descrição do valor 9 para abranger também NF-e com DANFE Simplificado Tipo 2. A observação da NFC-e continua indicando 9 e, a critério da UF, 4. Essa alteração não libera FS-IA ou FS-DA para o modelo 65.
Na página 8, a B22-10 trata da NF-e modelo 55 com off-line e impressão diferente de tpImp=6, vinculada à rejeição 711. Não é o predicado da 714. Também não se deve transportar para ela o adiamento de 14/12/2026: o cronograma identifica apenas I08-180, BA02-35 e VC02-40 nesse ajuste. Documento e calendário não demonstram implantação operacional uniforme.
Exemplo fictício de diagnóstico
Uma loja instala um caixa e reaproveita um perfil de uma integração de NF-e. Ao perder comunicação, ele prepara uma NFC-e com tpEmis=5. Na transmissão posterior, o retorno informa 714. A tela mostrava somente a palavra “contingência”.
O suporte identifica o valor no XML e sua origem no perfil. A empresa verifica a alternativa estadual e separa documentos apenas preparados daqueles já entregues ao consumidor. A correção dos próximos arquivos e o tratamento dos existentes seguem análises próprias. O exemplo não autoriza mudar modelo, UF ou data, nem pressupõe que reenviar sempre com 9 resolva o caso.
Verificação antes de encerrar
Acione a contabilidade quando houver documento utilizado, dúvida de cabimento ou necessidade de regularização. Acione o suporte quando cadastro, integração e XML divergirem. Encaminhe as evidências por canal protegido.
Depois da orientação, confira o arquivo gerado pelo emissor, com assinatura correspondente, sem editar manualmente XML assinado. Examine a resposta por chave e eventual protocolo. O desaparecimento da 714 não comprova autorização. Reconcilie o resultado com a venda e a fila, mantendo os registros necessários para explicar o que ocorreu.
Fontes
Documentação conferida em 15/10/2026, sem teste de emissão ou comprovação de ativação de serviço para uma operação específica.
MOC 7.0, Anexo I: páginas 10, domínio B22; 76–77, regras de contingência; 150, mensagem.
NT 2026.002 v1.11: páginas 3, 7 e 8. A alteração da NF-e com DANFE Simplificado Tipo 2 foi separada do contexto da NFC-e.
Sefaz-SP, contingência da NFC-e e RC 34105/2026, especialmente itens 6.2 e 7 e ressalva final: exemplo estadual, sem extensão automática a outras UFs.
Apoios específicos confrontados: Oobj, TecnoSpeed e Berga. Generalizações sobre obrigatoriedade, troca automática para 9 e disponibilidade de formulários foram descartadas conforme a documentação oficial.