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Rejeições fiscais

Rejeição 711: confira quando a NF-e pode usar contingência off-line

Se uma NF-e recebeu a rejeição 711, confira como o emissor combinou o tipo de emissão com o formato do DANFE. A contingência off-line não está disponível para qualquer NF-e. A NT 2026.002 v1.11 consultada descreve esse caminho em contexto específico de DANFE Simplificado Tipo 2. A correção precisa respeitar os fatos…

Blog ALRA
Capa ilustrada da ALRA: Rejeição 711: confira quando a NF-e pode usar contingência off-line.

Se uma NF-e recebeu a rejeição 711, confira como o emissor combinou o tipo de emissão com o formato do DANFE. A contingência off-line não está disponível para qualquer NF-e. A NT 2026.002 v1.11 consultada descreve esse caminho em contexto específico de DANFE Simplificado Tipo 2. A correção precisa respeitar os fatos da operação e as condições aplicáveis na UF.

Antes de alterar a nota, descubra também se ela foi apenas preparada ou se já houve impressão, entrega ao cliente ou circulação de mercadoria. Essa diferença muda os cuidados necessários para regularizar o documento sem duplicar a operação.

Mensagem e condição no documento conferido

A NT 2026.002 v1.11, página 8, apresenta “Rejeição: NF-e com contingência off-line em operação não permitida”. A B22-10 pertence ao serviço NFeAutorizacao, modelo 55, e combina duas condições: tpEmis=9, emissão off-line, e tpImp diferente de 6, formato que não corresponde ao DANFE Simplificado Tipo 2.

Portanto, uma NF-e modelo 55 com tpEmis=9 e DANFE normal entra nesse impedimento. No predicado conferido, tpImp=6 afasta somente essa combinação específica; a NF-e continua sujeita às demais regras e às condições legais do Tipo 2. Não basta escolher 6 para liberar uma operação inadequada.

A página 7 amplia a descrição do tipo 9 para contemplar NFC-e e NF-e com DANFE Simplificado Tipo 2. O Tipo 2 continua sendo NF-e modelo 55, identificado pelo formato de impressão. A B22-10 não é a regra de contingência da NFC-e modelo 65; esse modelo possui validações próprias.

Diferença entre o MOC histórico e a NT posterior

O MOC 7.0, Anexo I, página 76, registra a mensagem histórica “Rejeição: NF-e com contingência off-line” e a condição de NF-e modelo 55 com tpEmis=9, sem o requisito adicional sobre o formato. A NT posterior acrescenta tpImp<>6.

O MOC descreve uma condição histórica; não basta para afirmar que toda NF-e permanece proibida de usar tipo 9. Tampouco autoriza escolher livremente uma alternativa antiga de contingência. A modalidade precisa corresponder ao documento, à situação e às condições do autorizador.

Na página 3, B22-10 aparece no conjunto previsto para testes em 01/07/2026 e produção em 03/08/2026. A v1.11 posterga I08-180, BA02-35 e VC02-40 para 14/12/2026; não inclui B22-10 nesse adiamento. Os prazos do PDF não demonstram implantação individual.

A conferência de 15/10/2026 utiliza a captura atual do índice SVRS que lista a v1.11, além do MOC novamente obtido. O índice ressalva que datas podem mudar. O texto e o PNG normativo existente da página 8 foram examinados nesta retomada. Esses atos confirmam o conteúdo documental consultado, sem testar implantação individual por UF, autorizador e ambiente.

UF, autorizador e ambiente

No documento conferido, B22-10 é marcada “Obrig” e não apresenta exceção escrita nessa linha. Isso não demonstra ativação atual em todas as UFs. Identifique o autorizador, a UF do emitente, a versão do emissor e tpAmb: 1 é produção e 2, homologação.

A possibilidade documental de Tipo 2 não dispensa o enquadramento da operação e a confirmação das condições aplicáveis na UF. Não ative contingência por conveniência ou para fugir de outra rejeição. Uma falha de internet local, uma indisponibilidade do autorizador e um erro fiscal no XML são situações diferentes e devem ser diagnosticadas separadamente.

O que reunir para o diagnóstico

Preserve o XML transmitido, a resposta completa, a chave, série, número, data e hora. No grupo de identificação, compare mod, tpEmis e tpImp. Confira também os registros da entrada em contingência e a justificativa, quando cabíveis, além do DANFE que foi impresso.

Peça ao suporte para identificar quem selecionou o modo: operador, configuração por terminal, integração ou acionamento automático após uma falha. A tela pode mostrar “contingência” sem distinguir seus tipos. O arquivo enviado é que demonstra se foi usado o valor 9.

Verifique os documentos da venda e o histórico de transmissão antes de criar outra nota. Se uma tentativa anterior teve resultado incerto, consulte sua situação. A rejeição da transmissão analisada não resolve, sozinha, o destino de todos os envios anteriores.

Como agir em cada cenário

Modo off-line selecionado por engano, antes de entregar o documento

Se era uma NF-e comum e o tipo 9 foi aplicado indevidamente, corrija a origem da configuração. Com o serviço disponível e sem uma emissão anterior a reconciliar, prepare a nota pelo fluxo normal apropriado. O emissor deve regenerar identificação, chave, assinatura e DANFE de forma coerente.

Não edite somente tpEmis em um XML assinado. Esse campo participa da identificação do documento. Confira também se outras notas pendentes receberam a mesma configuração e se o sistema deixou de acionar off-line automaticamente para operações fora do Tipo 2.

Há indisponibilidade real e a operação não admite Tipo 2

O código 711 não oferece uma autorização para transformar a nota em Tipo 2. O responsável técnico e fiscal precisa avaliar a modalidade de contingência cabível, sua disponibilidade e os procedimentos exigidos na UF. Não presuma que uma SVC está ativada só porque a emissão normal falhou.

Não copie listas antigas como um menu de alternativas sempre disponíveis. Cada fluxo pode exigir serviço, impressão ou evento próprios. A escolha deve ser apoiada pela orientação oficial vigente e pelo diagnóstico da indisponibilidade.

A operação foi preparada para Tipo 2, mas o XML levou outro formato

Confirme primeiro que a operação está enquadrada nas condições do Tipo 2. Depois compare a configuração pretendida, o XML e o DANFE. Se o sistema imprimiu um formato e informou outro, o suporte deve corrigir essa divergência no fluxo completo.

Não use tpImp=6 como remendo para entradas, operações interestaduais ou outras situações vedadas pelas regras desse contexto. A correção do formato não transforma esses fatos em operações permitidas.

A nota já foi impressa ou a mercadoria circulou

Preserve os arquivos e interrompa alterações improvisadas. Encaminhe o histórico ao suporte e ao responsável fiscal para definir a regularização e a reconciliação do documento. Trocar tipo de emissão, chave ou numeração sem examinar o que já ocorreu pode gerar duplicidade ou desconexão entre o papel entregue e o XML.

Exemplo hipotético

Uma empresa prepara uma NF-e normal para uma remessa. Após uma falha local de conexão, a integração aplica a configuração off-line do caixa. O XML fica com mod=55, tpEmis=9 e tpImp=1; a SEFAZ devolve 711.

O suporte confirma que o documento ainda não foi entregue e que não existe autorização anterior para a operação. Corrige o acionamento automático indevido e prepara a emissão pelo procedimento adequado. A empresa conserva a natureza real da remessa, em vez de mudar o formato para Tipo 2 só para afastar a regra.

Como confirmar o resultado

Examine o novo XML, a chave e a resposta completa. Confira a autorização correspondente e preserve arquivo e protocolo. Verifique se o DANFE entregue, o registro no emissor e a operação estão vinculados ao mesmo documento. Outra rejeição após a correção exige seu diagnóstico próprio.

Acione o suporte para divergências de formato, acionamento automático ou resultado incerto. Procure o responsável fiscal quando houver circulação, dúvida de enquadramento ou necessidade de contingência. Não trate impressão off-line como autorização já concedida pela SEFAZ.

Fontes

Conferência documental em 15/10/2026, XML 4.00. Sem emissão de teste ou validação operacional do ALRA.

  • NT 2026.002 v1.11, páginas 3, 7 e 8: calendário, leiaute e regra. PNG normativo existente da página 8 examinado nesta retomada. Índice SVRS, captura atual com ressalva sobre datas.

  • MOC 7.0, Anexo I, páginas 10 e 76. Esquemas XML do Portal Nacional, pacote 010f: tipos de emissão, impressão e finalidade.

  • Apoios específicos: InvoiSys, Veloce, Buscador NCM. InvoiSys e Veloce apresentam orientação histórica que não contempla a NF-e Tipo 2; a ficha do Buscador incorpora a condição de formato. Listas antigas não demonstram modalidades de contingência disponíveis atualmente.

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