Rejeições fiscais
Rejeição 709: confira o formato de DANFE enviado na NFC-e
Quando aparecer 709, preserve o retorno e leia o XML transmitido. Confira mod e ide/tpImp, o campo que informa o formato de impressão do DANFE. O cupom mostrado na tela ou a impressora funcionando não demonstram qual indicação fiscal foi enviada.
Quando aparecer 709, preserve o retorno e leia o XML transmitido. Confira mod e ide/tpImp, o campo que informa o formato de impressão do DANFE. O cupom mostrado na tela ou a impressora funcionando não demonstram qual indicação fiscal foi enviada.
Este guia foi conferido em 15/10/2026 e trata da autorização de NFC-e modelo 65. O MOC foi confrontado com a NT 2026.002 v1.11 e com a legislação de disponibilização do DANFE. A análise documental não comprova a implantação em cada UF, autorizador e ambiente nem substitui a avaliação da operação real.
O critério registrado no MOC
A mensagem é “Rejeição: NFC-e com formato de DANFE inválido”. Na página 76, a B21-10 tem modelo 65 e rejeita tipo de impressão diferente de 4 e 5. A linha do MOC indica aplicação obrigatória e efeito de rejeição.
Ela não apresenta exceção própria, restrição regional ou distinção de ambiente. Isso descreve a linha do manual, sem comprovar execução atual uniforme. Identifique UF, autorizador e ambiente do envio antes de encaminhar o caso.
A regra não manda substituir a NFC-e por outro modelo nem escolher um número até o retorno desaparecer. O XML deve representar o documento adequado à operação e o processo efetivamente adotado.
O que significam os valores
Na página 9 do MOC, B21 identifica tpImp dentro de ide. O domínio geral inclui 0, sem DANFE; 1, retrato; 2, paisagem; 3, simplificado; 4, DANFE NFC-e; e 5, DANFE NFC-e em mensagem eletrônica.
A observação do valor 5 permite mensagem eletrônica simultânea à impressão, mas orienta usar esse valor quando ela for a única forma de disponibilização. A existência da opção não comprova que o estabelecimento tenha um processo adequado de entrega eletrônica.
O domínio geral também não significa que qualquer valor possa ser usado em qualquer modelo. Na mesma página 76, B21-20/710 trata da NF-e modelo 55 com formato 4 ou 5. É outra regra, com outro modelo e código.
Na página 8, mod distingue NF-e 55 e NFC-e 65, e A02 documenta leiaute 4.00. Na página 10, tpAmb identifica produção como 1 e homologação como 2. Preserve essas informações; um resultado de teste não comprova a operação de produção.
Separe impressão física e informação fiscal
A largura da bobina, a orientação do papel e a impressora padrão são configurações que não substituem a leitura de tpImp. Um programa pode desenhar um comprovante estreito enquanto o arquivo informa outro formato.
Compare o cadastro atual com o documento da tentativa. Uma mudança feita depois da preparação pode não estar no XML já gerado. Reinstalar um driver ou selecionar novamente a impressora não demonstra que a indicação fiscal foi corrigida.
Guarde XML, resposta integral, chave, número, série, modelo, ambiente e versão do emissor. Registre a estação e a integração utilizadas. Relacione cada tentativa ao seu arquivo para não investigar um retorno antigo.
Três cenários para investigar
Um parâmetro de outro fluxo foi reaproveitado. A empresa pode ter configuração distinta no faturamento e no caixa. Examine a origem da seleção e o valor transmitido. Se houver divergência comprovada, o suporte deve ajustar o parâmetro para o documento e a disponibilização definidos com a área fiscal.
Não mude mod apenas para combinar com uma configuração copiada. Quando o parâmetro é compartilhado, confira também seu efeito nos outros fluxos; corrigir um caixa não deve produzir informação inadequada em outro documento.
A tela indica uma opção, mas a integração envia outra. Compare cadastro, dados entregues à integração e XML final. Um valor fixo ou um mapeamento pode substituir a seleção. Identifique a etapa responsável antes de alterar repetidamente a mesma tela.
Depois de uma correção fundamentada, confira o arquivo produzido pelo emissor no fluxo que apresentou o problema. Um documento manual correto não comprova que a integração automática foi ajustada. Não edite diretamente um XML assinado; geração e assinatura devem acompanhar o conteúdo adequado.
A empresa pretende disponibilizar o DANFE eletronicamente. A cláusula décima, § 3º, do Ajuste SINIEF 19/16 condiciona essa alternativa à concordância do adquirente. Seu inciso I, alínea “a”, prevê envio eletrônico ou envio da chave de acesso. A consulta em plataformas administrativas é outra hipótese, na alínea “b”, com condições próprias. Antes de escolher 5, confira com a contabilidade a hipótese aplicável e com o suporte a disponibilização efetiva. Economizar papel não comprova entrega adequada.
A escolha do campo não configura sozinha acesso, documento auxiliar ou recursos da entrega. Este guia não apresenta botão, menu ou integração ALRA verificados. Não atribua ao sistema um procedimento encontrado em outro produto.
Onde entra o DANFE Simplificado Tipo 2
A NT 2026.002 v1.11, de setembro de 2026, apresenta tpImp=6 na página 7. A página 4 contextualiza DANFE Simplificado Tipo 2 para NF-e modelo 55 nas condições próprias referidas no documento.
Esse contexto não torna 6 uma terceira opção da NFC-e 65. O Ajuste SINIEF 13/26 e a cláusula nona, § 5º-D, do Ajuste 7/05 situam o Tipo 2 na hipótese de opção pela NF-e em operações previstas para NFC-e. A escolha real exige o enquadramento da operação e as definições do MOC; formato e modelo continuam distintos.
Na página 3, a NT registra atualização de domínios e regras iniciais com teste em 01/07/2026 e produção em 03/08/2026. A v1.11 adia somente I08-180, BA02-35 e VC02-40 para 14/12/2026. Esses calendários não comprovam implantação atual de 709 por UF ou ambiente.
A NT 2026.010 v1.00 atualiza informações tributárias na impressão do DANFE da NF-e modelo 55. Esse escopo não cria um novo valor permitido para a NFC-e na regra 709.
Exemplo fictício: formato reaproveitado após uma atualização
Uma papelaria analisa um XML fictício de NFC-e de R$ 246,80. Depois de uma atualização na integração, um parâmetro preparado para outro fluxo foi reutilizado. O arquivo contém mod=65 e tpImp=6; o retorno fictício é 709.
A equipe preserva o pacote e encontra o ponto de reaproveitamento. No exemplo, o processo documentado da loja é de DANFE NFC-e impresso. O suporte orienta a correção na origem, mantendo os fatos da venda e o modelo fiscal analisado.
A conferência de tpImp=4 no arquivo posteriormente preparado afasta a condição documentada de formato fora de 4/5. Ela não comprova autorização, entrega adequada numa operação real ou execução atual da regra. O exemplo não termina com protocolo presumido.
Confira o retorno e encaminhe as dúvidas
Verifique situação, resposta correspondente à chave e ao ambiente e eventual protocolo. O desaparecimento de 709 não equivale à autorização; outro código precisa ser analisado pelo próprio motivo.
Acione o suporte quando configuração e XML divergirem ou o ajuste afetar outros fluxos. Dúvidas sobre modelo, disponibilização eletrônica e condições legais pertencem à análise fiscal. Persistindo o retorno com valores conferidos, reúna o pacote para atendimento do autorizador por canal protegido.
Não crie outra numeração ou marque a venda como autorizada apenas para remover a mensagem. Preserve o vínculo entre operação, arquivo, retorno e documento disponibilizado.
Fontes
Documentação conferida em 15/10/2026.
MOC 7.0, Anexo I: páginas 8–10, 76 e 150.
NT 2026.002 v1.11, páginas 3, 4 e 7; NT 2026.010 v1.00, página 4.
Ajuste SINIEF 19/16, cláusula décima; Ajuste 7/05, cláusula nona; Ajuste 13/26, cláusulas primeira a terceira.
Apoios específicos confrontados: Oobj, TecnoSpeed e Berga. Menus e geração automática próprios desses produtos não foram atribuídos ao ALRA.