Voltar para o blog

Rejeições fiscais

Rejeição 707: confira o destino da operação e o documento escolhido

Quando a emissão retorna 707, confira o destino fiscal da operação e o documento preparado. Na NT 2026.002 v1.11 analisada, a regra impede declarar operação interestadual ou com o exterior em NFC-e ou em NF-e com DANFE Simplificado Tipo 2. A causa pode ser um preenchimento incorreto ou a escolha de um documento…

Blog ALRA
Capa ilustrada da ALRA: Rejeição 707: confira o destino da operação e o documento escolhido.

Quando a emissão retorna 707, confira o destino fiscal da operação e o documento preparado. Na NT 2026.002 v1.11 analisada, a regra impede declarar operação interestadual ou com o exterior em NFC-e ou em NF-e com DANFE Simplificado Tipo 2. A causa pode ser um preenchimento incorreto ou a escolha de um documento inadequado para os fatos da venda.

Não mude o destino para “interno” apenas para eliminar a rejeição. Preserve o XML e a resposta antes de corrigir. Venda, entrega, comprador e enquadramento fiscal precisam continuar representando o que realmente aconteceu.

Mensagem e alcance no documento conferido

A página 8 registra “Rejeição: NFC-e ou NF-e com DANFE Simplificado Tipo 2 para operação interestadual ou com o exterior”. É a B11a-10, código 707, no serviço NFeAutorizacao, com efeito de rejeição e aplicação indicada como “Obrig.”.

A coluna de modelos é 55/65. O predicado alcança a NFC-e, modelo 65, ou a NF-e, modelo 55, com DANFE Simplificado Tipo 2, tpImp=6, quando idDest difere de 1. A condição de formato identifica o Tipo 2 no ramo da NF-e; não exige que toda NFC-e use tpImp=6 para estar abrangida por essa restrição.

No MOC 7.0, Anexo I, página 9, idDest significa local de destino da operação: 1 identifica operação interna, 2 interestadual e 3 com o exterior. Não é indicador de presença do comprador nem tipo de emissão. Comprar pela internet, por exemplo, não define sozinho se a operação é interestadual.

O Tipo 2 continua sendo um formato da NF-e modelo 55. A página 7 da NT distingue tpImp=3, DANFE Simplificado, de tpImp=6, Tipo 2. Passar de NFC-e para NF-e mantendo Tipo 2 não afasta o predicado se o destino permanece interestadual ou exterior.

Versão, cronograma e limites desta elaboração

A capa do PDF informa versão 1.11, setembro de 2026. A leitura do corpo e do PNG normativo original da página 8 confirmou a B11a-10 sem rasura aparente e sem exceção escrita nessa linha. Isso não autoriza usar exceções de outras regras para modificar o destino declarado.

O MOC 7.0, página 76, contém a mensagem histórica “Rejeição: NFC-e para operação interestadual ou com o exterior”, com modelo 65. A NT posterior inclui o cenário de NF-e Tipo 2. O diagnóstico deve considerar a versão documental, sem transportar esta interpretação para outro documento ou serviço que também apresente o número 707.

A página 3 da NT inclui B11A-10 no conjunto previsto para testes em 01/07/2026 e produção em 03/08/2026. O adiamento da v1.11 para 14/12/2026 menciona I08-180, BA02-35 e VC02-40, não B11a-10. Esses são prazos documentais; não demonstram comportamento de cada autorizador.

Na conferência de 15/10/2026, o índice SVRS consultado apresenta a v1.11 e ressalva que datas podem mudar. O texto e o PNG existente da página 8 foram examinados nesta retomada. O MOC foi novamente obtido; sua regra histórica não supera a NT posterior. Os prazos publicados não comprovam implantação individual por UF, autorizador e ambiente. Confira a versão aplicada à tentativa concreta quando houver divergência.

Diagnóstico antes de alterar a nota

Guarde resposta completa, arquivo transmitido, chave, modelo, série, número, horário e versão do emissor. Identifique UF, autorizador e ambiente: tpAmb=1 é produção e tpAmb=2, homologação. Um teste não comprova documentação fiscal válida de uma venda real.

Compare mod, tpImp e idDest no grupo de identificação com pedido, destinatário, entrega e transporte. Uma UF no cadastro, isoladamente, não substitui a análise fiscal da operação. Não decida apenas pelo CEP, nacionalidade do comprador ou canal de venda.

Se tela e XML discordarem, investigue integração, natureza de operação, cadastro e configuração do terminal. Uma nota preparada antes de um ajuste pode conservar dados antigos na fila. Confira a versão efetivamente enviada, sem editar manualmente um XML já assinado.

Operação interna com destino preenchido incorretamente

Comprove o enquadramento interno pelos documentos da venda e pela orientação fiscal. Se idDest=2 ou 3 foi gerado indevidamente, corrija a origem da parametrização e os dados fiscais dependentes dela. A alteração para 1 deve representar o fato correto, não ser uma tentativa de contornar a B11a-10.

Gere e assine novamente pelo emissor e compare o resultado. Confira quais documentos compartilham a configuração: pedidos realmente destinados a outra UF não podem receber o mesmo ajuste automático. Preserve o histórico da tentativa rejeitada.

Operação interestadual verdadeira

No contexto da regra documentada, a NFC-e não comporta o destino interestadual. Leve a operação ao responsável fiscal para definir a documentação cabível e seus requisitos. Se houver preparação de NF-e, confira destinatário, tributação, CFOP, transporte e formato adequados, sem tratar a troca de modelo como solução automática.

Uma NF-e com mod=55, tpImp=6 e idDest=2 continua dentro da B11a-10. O suporte deve investigar a seleção do Tipo 2 e ajustar o fluxo depois da definição fiscal. Não escolha outra aparência apenas na impressão enquanto o XML conserva esse formato. XML, assinatura e DANFE precisam corresponder entre si.

Antes de preparar outro documento, confira se a venda já possui emissão autorizada. Série, numeração, chave e vínculos precisam ser gerados e controlados pelo sistema, evitando duplicidade. A retirada do 707 não dispensa outras validações.

Operação com o exterior

Se idDest=3 representa a operação verdadeira, a mesma restrição documental alcança NFC-e e NF-e Tipo 2. O documento adequado e os dados de comércio exterior exigem análise própria. Não use endereço brasileiro fictício, país incorreto ou destino interno para conseguir transmitir.

Mantenha os dados reais e encaminhe as dúvidas à contabilidade antes do reenvio. A rejeição não determina, sozinha, CFOP, tributos ou procedimento de exportação.

Exemplo de investigação

Uma loja fictícia vende ferramentas com entrega em outra UF. A integração gera NF-e modelo 55, mas reutiliza o Tipo 2 configurado para outra rotina. O XML contém idDest=2 e tpImp=6; o retorno recebido é 707.

A equipe confirma o destino interestadual e mantém o endereço verdadeiro. A contabilidade define a documentação e os dados fiscais pertinentes; o suporte corrige a seleção do formato nesse fluxo. A empresa gera novamente o documento e acompanha o retorno individual. O exemplo conserva os fatos da venda e não prescreve enquadramento tributário universal.

Como confirmar e quando escalar

Confira o XML regenerado, a situação da chave correta e o retorno completo. Preserve XML e protocolo quando houver autorização. Verifique o vínculo da venda com o documento válido e a correspondência do DANFE com o formato informado.

Acione o suporte se destino ou Tipo 2 reaparecerem, se tela e arquivo divergirem ou se o retorno ocorrer fora do predicado descrito. Envie arquivos, UF, ambiente e versão. Procure o responsável fiscal para definir destino, documentação e tributos. Um aviso que desaparece da tela não comprova autorização nem encerra a regularização.

Fontes

Conferência documental em 15/10/2026, XML 4.00. Sem emissão de teste ou validação operacional do ALRA.

  • NT 2026.002 v1.11, páginas 3, 7 e 8: calendário, formatos e regra. PNG normativo existente da página 8 examinado nesta retomada. Índice SVRS, captura atual com ressalva sobre datas.

  • MOC 7.0, Anexo I, páginas 9 e 76. Esquemas XML do Portal Nacional, pacote 010f: tpNF, idDest e tpImp.

  • Apoios específicos: Oobj, TecnoSpeed, Webmania. Os três textos consultados descrevem o cenário de NFC-e anterior à ampliação para NF-e Tipo 2. A troca de campo ou de modelo depende dos fatos reais e da documentação adequada; menus e parâmetros desses produtos não comprovam procedimentos do ALRA.

Pronto para dar o próximo passo?

Pronto para organizar sua empresa e ganhar mais tempo?

Teste grátis por 15 dias e descubra como a Alra pode transformar a gestão do seu negócio.