Rejeições fiscais
Rejeição 706: confira a entrada e o documento fiscal escolhido
Se a emissão retornou 706, confira se a mercadoria está entrando ou saindo da empresa e qual documento foi preparado. A regra analisada impede operação de entrada na NFC-e e na NF-e com DANFE Simplificado Tipo 2. Uma venda cadastrada incorretamente e uma devolução realmente recebida exigem tratamentos diferentes.
Se a emissão retornou 706, confira se a mercadoria está entrando ou saindo da empresa e qual documento foi preparado. A regra analisada impede operação de entrada na NFC-e e na NF-e com DANFE Simplificado Tipo 2. Uma venda cadastrada incorretamente e uma devolução realmente recebida exigem tratamentos diferentes.
Preserve a resposta e o XML antes de corrigir. Não transforme entrada em saída, nem troque o modelo apenas para eliminar a mensagem. A informação fiscal precisa acompanhar o acontecimento real, com a orientação do responsável fiscal.
Mensagem, serviço e alcance documental
A NT 2026.002 v1.11, página 8, registra: “Rejeição: NFC-e ou NF-e com DANFE Simplificado Tipo 2 para operação de entrada”. É a B11-10, no conjunto de validações do serviço NFeAutorizacao, com código 706, efeito de rejeição e aplicação indicada como “Obrig.”.
A coluna de modelos é 55/65. O predicado alcança a NFC-e, modelo 65, ou a NF-e, modelo 55, com DANFE Simplificado Tipo 2, identificada por tpImp=6, quando existe operação de entrada, tpNF=0. A condição de formato identifica o Tipo 2 na NF-e; não é uma exigência de que toda NFC-e tenha tpImp=6 para ser abrangida pela proibição de entrada.
A página 7 distingue tpImp=3, DANFE Simplificado, de tpImp=6, DANFE Simplificado Tipo 2. Este último continua sendo formato da NF-e modelo 55. Portanto, “usar NF-e” não encerra o diagnóstico: se uma entrada permanece com modelo 55 e Tipo 2, ela continua dentro do cenário descrito pela B11-10.
O MOC 7.0, Anexo I, página 76, traz a redação histórica “Rejeição: NFC-e para operação de entrada”, restrita ao modelo 65. A ampliação documental para Tipo 2 está na NT posterior. Não aplique esta interpretação a um código 706 recebido em outro documento ou serviço.
Versão e calendário conferidos
A conferência documental de 15/10/2026 utiliza a NT v1.11 e o MOC novamente obtido. O texto e o PNG existente da página 8 foram examinados: a B11-10 não apresenta rasura nem exceção própria. Exceções de linhas próximas não devem ser transportadas para o 706.
Na página 3, o conjunto que inclui B11-10 prevê testes em 01/07/2026 e produção em 03/08/2026. A alteração da v1.11 para 14/12/2026 menciona somente I08-180, BA02-35 e VC02-40. Não apresenta adiamento da B11-10. O índice SVRS consultado lista a v1.11 e ressalva que datas podem mudar. Os prazos publicados não comprovam implantação individual por UF, autorizador e ambiente; confira a versão aplicada à tentativa concreta.
Confira o arquivo que realmente foi transmitido
Anote chave, modelo, série, número, estabelecimento, UF, horário e ambiente. Solicite código e mensagem completos, pois uma tela resumida pode esconder a origem do retorno. Confira tpAmb: produção e homologação são ambientes distintos; um teste não demonstra autorização válida de uma operação real.
No grupo de identificação do XML, compare mod, tpNF e tpImp com a operação escolhida no emissor. Veja também a finalidade e os documentos de origem. A tela atual pode estar correta enquanto uma versão anterior permanece na fila de transmissão.
Uma data de entrada ou saída preenchida indevidamente pertence a outra validação, a 705. Operação interestadual, contingência e finalidade também têm regras próprias. O 706 examina a entrada nesse contexto documental; não resolve todas essas condições nem autoriza modificar uma informação verdadeira para ajustar outra.
Era uma saída e o cadastro marcou entrada
Confirme nos documentos comerciais que a mercadoria saiu para o comprador. Se o emissor declarou entrada por erro de configuração, ajuste a operação para representar a saída verdadeira e confira os dados fiscais dependentes desse ajuste. Gere e assine novamente pelo fluxo do sistema; editar uma tag no arquivo já assinado não substitui esse procedimento.
Procure a origem do preenchimento incorreto: operação copiada, integração, terminal ou parâmetro da empresa. Confira outros documentos pendentes que usam a mesma configuração. A correção deve alcançar os registros errados, preservando entradas legítimas e o histórico da tentativa rejeitada.
A mercadoria realmente entrou
Se foi escolhida NFC-e para uma entrada verdadeira, leve o caso ao responsável fiscal. Reúna motivo, remetente, mercadoria, documento original e comprovantes. Ele deve definir a emissão cabível e seus requisitos. Quando houver emissão adequada de NF-e modelo 55, prepare-a no fluxo próprio, com conteúdo, finalidade e formato coerentes com essa entrada.
Se a tentativa já usa mod=55, tpNF=0 e tpImp=6, o impedimento documental permanece. Investigue por que o emissor selecionou Tipo 2. A definição de outro formato deve decorrer do documento fiscal adequado à operação, não de uma troca isolada para contornar a rejeição. Não altere comprador, natureza, valores ou movimentação de estoque para acomodar uma configuração inadequada.
Antes de preparar outro documento, confira se o movimento já possui emissão autorizada. Uma rejeição desta tentativa não informa, sozinha, o histórico completo da operação. Modelo, chave, série, numeração e assinatura devem ser tratados pelo emissor, preservando os vínculos necessários.
Exemplo de investigação
Uma loja fictícia recebe de volta duas luminárias vendidas anteriormente. O operador usa uma rotina de caixa e seleciona entrada. O XML contém modelo 65 e tpNF=0; o retorno recebido é 706.
A equipe confirma a devolução física e mantém o registro de entrada no estoque. Reúne a nota da venda, os produtos e os comprovantes para a contabilidade definir a documentação cabível. Se for preparada uma NF-e de entrada, o suporte confere que a configuração não mantém Tipo 2. A equipe corrige o documento escolhido, sem transformar a devolução em venda. O exemplo não determina finalidade, CFOP ou procedimento universal para todas as devoluções.
Como verificar o resultado e escalar
Compare o XML regenerado com a causa identificada e examine o retorno individual da nota. O desaparecimento do 706 pode revelar outra rejeição. Confirme a situação da chave correta e preserve o XML com o protocolo quando houver autorização. Recebimento de lote ou mudança na tela não bastam para concluir o processo.
Acione o suporte se tela e arquivo divergirem, se o formato voltar automaticamente ou se o retorno ocorrer fora do predicado descrito. Envie XML, resposta, UF, ambiente e versão do emissor. Procure o responsável fiscal para decidir sobre entrada, devolução, finalidade e documento cabível. A regularização depende de documentação coerente e resultado confirmado, sem promessa de autorização.
Fontes
Conferência documental em 15/10/2026, XML 4.00. Sem emissão de teste ou validação operacional do ALRA.
NT 2026.002 v1.11, páginas 3, 7 e 8: calendário, formatos e regra. PNG normativo existente da página 8 examinado nesta retomada. Índice SVRS, captura atual com ressalva sobre datas.
MOC 7.0, Anexo I, páginas 9 e 76. Esquemas XML do Portal Nacional, pacote 010f: tpNF, idDest e tpImp.
Apoios específicos: Oobj, TecnoSpeed, Webmania. Os três textos consultados descrevem o cenário de NFC-e anterior à ampliação para NF-e Tipo 2. A troca de campo ou de modelo depende dos fatos reais e da documentação adequada; menus e parâmetros desses produtos não comprovam procedimentos do ALRA.