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Rejeições fiscais

Rejeição 702: confira o modelo e a UF do estabelecimento emitente

Quando a resposta indicar que a NFC-e não é aceita pela UF do emitente, comece pelo documento enviado. Confira o modelo, o estabelecimento que aparece no XML e o ambiente utilizado. O nome da rotina de caixa ou o formato do comprovante impresso não demonstram, sozinhos, qual modelo fiscal foi transmitido.

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Capa ilustrada da ALRA: Rejeição 702: confira o modelo e a UF do estabelecimento emitente.

Quando a resposta indicar que a NFC-e não é aceita pela UF do emitente, comece pelo documento enviado. Confira o modelo, o estabelecimento que aparece no XML e o ambiente utilizado. O nome da rotina de caixa ou o formato do comprovante impresso não demonstram, sozinhos, qual modelo fiscal foi transmitido.

Este guia foi conferido em 15/10/2026 e trata da NFC-e modelo 65. O MOC foi confrontado com publicações atuais das Fazendas de São Paulo e Santa Catarina. Essas fontes afastam explicações antigas sobre ausência de adesão, mas não demonstram a autorização de uma nota ou o atendimento dos requisitos de um estabelecimento específico.

O que a mensagem significa nesse contexto

A mensagem registrada é “Rejeição: NFC-e não é aceita pela UF do Emitente”. Na página 75, a B06-10 tem modelo 65 e esse mesmo critério de aceitação pela UF do emitente. A linha do MOC tem aplicação marcada como obrigatória e efeito de rejeição.

Ela não apresenta uma lista de estados, exceção própria ou calendário de aceitação. Também não acrescenta condição de CFOP, finalidade, valor da venda ou cadastro de um cliente ao predicado. A marca de aplicação obrigatória não confirma sua execução atual por todos os autorizadores.

A mensagem se refere à UF do estabelecimento emitente. Não é uma instrução para trocar a UF do consumidor nem para escolher outro endereço até o documento passar. O dado fiscal deve representar o estabelecimento que realmente realiza a operação.

O que as publicações atuais mostram

Em São Paulo, o portal oficial apresenta ambiente autorizador de NFC-e e orienta obter o CSC após o credenciamento. Em Santa Catarina, a página oficial descreve o credenciamento para emissão ligado à autorização de uso do PAF-NFC-e. O Ato DIAT 54/2026 disciplina o credenciamento das desenvolvedoras e o registro dessa autorização para seus usuários.

Por isso, a afirmação antiga de que Santa Catarina ainda não aderiu à NFC-e está desatualizada diante dessas publicações. Aceitação do modelo pela UF, credenciamento do estabelecimento, requisitos do software e disponibilidade momentânea do serviço são verificações diferentes. Uma regra genérica não comprova que todos estejam atendidos.

Encontre o modelo no XML

Na página 8 do MOC, o campo mod, dentro de ide, identifica o modelo: 55 corresponde à NF-e e 65 à NFC-e. O campo cUF identifica a UF do emitente. Compare essas informações com os documentos cadastrais do estabelecimento.

Na página 10, tpAmb identifica o ambiente: 1 para produção e 2 para homologação. Preserve esse valor junto com a resposta e a versão do emissor. Um resultado em ambiente de teste não comprova a aceitação de uma emissão de produção.

Confira também CNPJ, inscrição estadual e endereço do emitente no arquivo. A matriz e cada filial podem ter configurações distintas. Não deduza a UF de uma filial apenas pela localização da sede da empresa.

A diferença entre aceitação e encaminhamento

Na mesma página 75, a B02-10/226 trata da divergência entre a UF do emitente e a UF do Web Service. As linhas B06-30/450 e B06-40/775 tratam de documentos enviados a ambientes de autorização separados por modelo, quando a SEFAZ opta por essa separação.

Essas condições pertencem a regras adjacentes. Elas ajudam a classificar uma divergência de encaminhamento, mas não acrescentam exceções à B06-10 nem demonstram que mudar o serviço resolve qualquer retorno 702.

Por isso, leia a resposta integral. Uma mensagem resumida pelo emissor pode esconder o código efetivamente devolvido ou manter um retorno de tentativa anterior. Relacione resposta, horário e arquivo transmitido antes de orientar uma mudança.

Evidências que ajudam na investigação

Guarde o XML enviado, a resposta completa, a chave, o horário e a identificação do estabelecimento. Registre modelo, cUF, ambiente, endereço do serviço utilizado e versão do emissor ou integração.

Reúna documentos cadastrais e a orientação fiscal disponível sobre o modelo utilizado. Se houver comprovação oficial de aceitação na UF e no ambiente em questão, preserve a fonte e sua data. Informação de outra filial ou de um tutorial antigo não comprova o requisito do estabelecimento analisado.

Encaminhamento por cenário

O perfil de caixa selecionou modelo 65. Uma configuração reaproveitada pode ter escolhido NFC-e automaticamente. Confira o mod do arquivo, a operação real e o documento fiscal definido para ela. A área fiscal precisa orientar o enquadramento antes de a equipe técnica ajustar a seleção.

O estabelecimento selecionado está incorreto. Compare pedido, CNPJ, inscrição e dados da filial. Se o cadastro divergir dos documentos, corrija o dado verdadeiro e investigue sua origem. Não troque UF ou CNPJ apenas para utilizar uma configuração de emissão que funcionou em outra unidade.

Os dados parecem corretos, mas a resposta continua sendo 702. Encaminhe as evidências à contabilidade e ao suporte. O critério atual de aceitação precisa ser confrontado com fonte oficial da UF, autorizador e ambiente. Os exemplos oficiais de SP e SC não equivalem a uma lista nacional de requisitos nem comprovam o credenciamento do seu estabelecimento. Preserve a orientação atual da UF correspondente ao caso.

A resposta e o arquivo não parecem corresponder. Relacione cada tentativa ao XML e ao horário. Peça ao suporte que confira o serviço utilizado e a transformação dos parâmetros em tags. Este guia não apresenta menu, parâmetro ou fluxo ALRA verificado para essa correção.

Por que o formato da impressão não basta

A página 7 da NT 2026.002 v1.11 diferencia formatos no campo tpImp, incluindo DANFE NFC-e e DANFE Simplificado Tipo 2. A NT 2026.010 v1.00 trata da representação dos tributos da reforma na impressão do DANFE da NF-e modelo 55.

Formato de impressão e modelo são informações diferentes. Um comprovante com aparência de cupom não determina mod=65, nem autoriza mudar automaticamente a operação para modelo 55 ou voltar ao ECF. As regras do documento admissível precisam ser verificadas antes de qualquer substituição.

Exemplo fictício: configuração copiada entre filiais

Uma rede varejista examina um XML fictício preparado para a filial B. O operador usou um perfil de caixa copiado da filial A. O arquivo identifica o estabelecimento B, contém mod=65 e recebe, no exemplo, o retorno 702.

A equipe preserva o pacote e confere os documentos da filial B, sua UF, o ambiente e o modelo escolhido. O fato de a configuração ter sido utilizada na filial A não demonstra aceitação no contexto da filial B.

A análise é encaminhada antes de qualquer alteração real. O exemplo não afirma que uma UF concreta rejeite NFC-e hoje, não determina um modelo substituto e não termina com autorização presumida. Mudar somente o campo de modelo não equivale a preparar corretamente outro documento fiscal.

Quando escalar e verificar o encaminhamento

Acione a contabilidade para dúvidas sobre documento admissível e requisitos da UF ou estabelecimento. Acione o suporte quando parâmetros, cadastro, serviço e XML divergem. Se for necessário atendimento fiscal do autorizador, reúna a resposta e os dados da tentativa por canal protegido.

Depois de uma orientação definida, confira o documento produzido pelo emissor, preservando os fatos da operação e sem editar manualmente XML assinado. Verifique a situação e eventual protocolo correspondente à chave. O desaparecimento de 702 não comprova autorização; um novo retorno precisa de análise da sua própria mensagem.

Fontes

Documentação conferida em 15/10/2026.

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