Rejeições fiscais
Rejeição 681: confira refNF e diferencie as mensagens
Se sua NF-e voltou com o código 681, confira primeiro a frase completa recebida da Sefaz. Uma pesquisa antiga pode recomendar apenas excluir uma referência repetida. A NT 2026.002 v1.11 consultada na conferência de 15/10/2026 apresenta a vedação de determinados documentos antigos no grupo de referências. Nesse…
Se sua NF-e voltou com o código 681, confira primeiro a frase completa recebida da Sefaz. Uma pesquisa antiga pode recomendar apenas excluir uma referência repetida. A NT 2026.002 v1.11 consultada na conferência de 15/10/2026 apresenta a vedação de determinados documentos antigos no grupo de referências. Nesse contexto documental, manter uma única ocorrência não afasta a proibição. Antes de corrigir o arquivo, confirme a versão aplicável e a situação real da operação.
Na NT 2026.002 v1.11, página 9, a BA03-10 apresenta “Rejeição: Proibido informar NF referenciada [nOcor: nnn]”. Ela trata da NF-e modelo 55 enviada ao serviço de autorização, quando existe o grupo refNF, usado para informar nota modelo 1/1A ou 2 por seus dados cadastrais. Não significa que toda referência de documento fiscal foi proibida: referência por chave eletrônica é outra estrutura e tem suas próprias regras.
Qual versão explica o retorno
O MOC 7.0, Anexo I, páginas 79 e 149, registrava na BA03-10 a mensagem “Rejeição: Duplicidade de NF Modelo 1 referenciada (CNPJ, Modelo, Série e Número) [nOcor: nnn]”. Nesse contexto histórico, a validação comparava ocorrências do mesmo documento e era facultativa. A página 3 da NT 2026.002 v1.11 descreve a mudança para vedação de refNF; a página 9 mostra a duplicidade antiga riscada e apresenta a proibição. A linha tem modelo 55 e aplicação obrigatória, sem condição própria de DANFE Simplificado Tipo 2.
O cronograma da página 3 registra a alteração da BA03-10 na versão 1.10, com teste em 01/09/2026 e produção em 05/10/2026. A versão 1.11 adia para 14/12/2026 somente I08-180, BA02-35 e VC02-40; esse adiamento não inclui BA03-10. Na conferência de 15/10/2026, o índice oficial SVRS apresenta a v1.11. Esses são os prazos publicados para os ambientes; a conferência documental não substitui teste de implantação individual por UF e autorizador nem define o procedimento fiscal de uma operação concreta.
O que olhar antes de corrigir
Guarde o XML enviado e o retorno correspondente. Anote código, mensagem, ambiente de produção ou homologação, UF do emitente e versão do emissor. O trecho [nOcor: nnn] ajuda a localizar a ocorrência apontada; ele não é o número do produto nem uma instrução para renumerar a nota.
Peça ao suporte para verificar em ide/NFref qual grupo foi gerado. Em refNF, o documento é representado por dados como CNPJ, modelo, série e número. Em refNFe, a referência usa a chave de acesso de um documento eletrônico. A tela pode chamar ambos de “nota referenciada”, embora os arquivos enviados sejam diferentes. No esquema XML 010f consultado, as duas estruturas ainda aparecem como alternativas; a presença de refNF no XSD não libera seu envio contra a regra de autorização. Validar a estrutura do XML não equivale a obter autorização. Por isso, ter digitado uma chave na observação ou anexado um PDF não demonstra que o grupo correto foi montado.
Confira também o documento de origem. Ele é realmente uma nota em papel? É uma NF-e eletrônica cujo cadastro foi importado sem a chave? É uma nota própria ou de terceiro? A resposta precisa vir do documento e dos registros da operação. Não crie uma chave para transformar uma nota antiga em documento eletrônico.
Correção conforme a origem do problema
Documento eletrônico cadastrado de forma incompleta. Se existe uma NF-e verdadeira, obtenha seu XML e confirme sua chave e situação. O cadastro pode estar fazendo o emissor tratar esse documento como nota em papel. Corrija a identificação com os dados reais e, se a operação admite aquela referência, peça que o sistema gere o grupo eletrônico adequado. Não basta trocar o rótulo “modelo 1” por “modelo 55” mantendo a mesma estrutura. A BA01-10, código 708, também limita referências na NFC-e e na NF-e com DANFE Simplificado Tipo 2. Trocar o grupo não dispensa conferir as demais condições da operação; elas não são filtros da 681.
Operação ligada a uma nota efetivamente em papel. Na regra da NT consultada, a vedação de refNF não oferece uma chave alternativa para esse documento. Envolva o responsável fiscal para definir o procedimento aplicável à operação, à época e à UF. Apagar a referência obrigatória e transmitir uma descrição incompleta também não é solução fiscal. O suporte deve explicar a limitação técnica; o responsável fiscal decide o tratamento documental correto.
Referência herdada de uma cópia. Uma nota nova pode carregar dados da nota usada como modelo. Compare o pedido, os documentos de origem e as referências. Remova somente o vínculo indevido, quando estiver comprovado que ele não corresponde à operação atual. Depois corrija a rotina de cópia para não repetir o problema.
Análise de retorno antigo. Se você está investigando um XML e um retorno anteriores à mudança documental, a mensagem de duplicidade pode ser pertinente à versão então utilizada. Compare CNPJ, modelo, série e número nas ocorrências de refNF. Essa análise explica o contexto daquele arquivo; não afasta a vedação descrita na NT posterior nem comprova que um envio de hoje será aceito.
Exemplo fictício: cadastro sem a chave eletrônica
Uma distribuidora fictícia prepara uma devolução ligada a uma NF-e eletrônica de seu fornecedor. Na migração do cadastro, foram preservados número e série, mas a chave não foi importada. No exemplo, o emissor monta um único refNF e recebe 681 com a mensagem de proibição. Como há apenas uma referência, procurar duplicidades não explica esse retorno.
A equipe recupera o XML real do fornecedor, confere a chave e a situação do documento e corrige seu cadastro de origem. O responsável fiscal confirma que a devolução deve referenciar aquela NF-e. O suporte verifica então se o novo XML usa a estrutura eletrônica correta e preserva os demais dados reais. Esse procedimento depende de existir o documento eletrônico: uma nota de papel não pode receber uma chave inventada para repetir a mesma correção.
Como conferir o resultado e quando escalar
Depois do ajuste, gere novamente pelo emissor, com assinatura e validações normais. Compare o XML novo com o anterior para identificar a mudança. Consulte o resultado do processamento e guarde o protocolo da nota quando houver autorização. Um lote recebido ou a ausência de 681 na tela, isoladamente, não prova que o documento foi autorizado.
Se outra rejeição aparecer, analise sua mensagem: corrigir refNF não elimina as condições de finalidade, chave, modelo ou situação do documento referenciado. Escale ao suporte quando a tela estiver correta e o XML continuar contendo refNF; encaminhe versão, UF, ambiente e arquivos de evidência por canal apropriado. Escale ao responsável fiscal quando o documento de origem for em papel, estiver indisponível ou a referência fizer parte de uma obrigação da operação. Preserve o histórico para que a solução não seja escolhida apenas pelo número do erro.
Fontes
Conferência documental em 15/10/2026, XML 4.00. Sem emissão de teste ou validação operacional do ALRA.
NT 2026.002 v1.11: páginas 3 e 9, alteração, cronograma, regra e rasuras conferidas em capturas documentais existentes. Índice oficial SVRS, consultado nesta pesquisa.
MOC 7.0, Anexo I: páginas 11–12, estrutura; 79 e 149, contexto histórico da duplicidade. Esquemas XML, pacote 010f: declaração de
NFrefe alternativas.Apoios específicos: ABC71, proibição, Oobj, duplicidade histórica e NS7, duplicidade histórica. Corpos textuais lidos e confrontados; excluir duplicidades não resolve a proibição nova. Menus e imagens de outros produtos não comprovam procedimento do ALRA.