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NF-e e NFC-e

Rejeição 611: como conferir o GTIN comercial informado na nota

A rejeição 611 indica que o GTIN enviado no campo cEAN falhou na conferência do dígito de controle. Antes de mexer no cadastro, localize o item apontado no retorno da SEFAZ e compare o código transmitido com o identificador verdadeiro daquela apresentação do produto. Trocar apenas o último número até o sistema…

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Capa ilustrada da ALRA: Rejeição 611: como conferir o GTIN comercial informado na nota.

A rejeição 611 indica que o GTIN enviado no campo cEAN falhou na conferência do dígito de controle. Antes de mexer no cadastro, localize o item apontado no retorno da SEFAZ e compare o código transmitido com o identificador verdadeiro daquela apresentação do produto. Trocar apenas o último número até o sistema aceitar pode transformar um erro de digitação em identificação incorreta da mercadoria.

Esta orientação trata da autorização de NF-e, modelo 55, e NFC-e, modelo 65. A regra I03-10 aparece como obrigatória para ambos na documentação oficial. O número 611 isolado não identifica todo serviço fiscal: confirme a mensagem completa, o modelo, a UF autorizadora e o ambiente. NFS-e fica fora deste diagnóstico.

Há uma colisão em documentação antiga: o MOC 5.0, de 2012, p. 40 associou 611 à regra GW16a, sobre limite do valor total da nota. Esse registro histórico não comprova um segundo uso atual. Se a mensagem mencionar limite de valor, interrompa este roteiro de GTIN e confira a versão e a orientação do autorizador.

O que exatamente está sendo conferido

O último algarismo de um GTIN é um dígito de controle calculado a partir dos anteriores. Se a sequência transmitida não satisfizer essa relação, a regra I03-10 retorna 611. A inconsistência pode estar em qualquer posição: o último algarismo pode estar correto na embalagem e outro ter sido digitado errado no sistema.

Separe quatro perguntas. O campo tem formato e comprimento admitidos? O dígito de controle confere? O prefixo é permitido? O identificador corresponde ao produto e ao cadastro aplicável? Os formatos numéricos previstos são GTIN-8, GTIN-12, GTIN-13 e GTIN-14. Entretanto, um comprimento errado pode ser barrado pelo schema antes da regra do dígito; não se deve atribuir qualquer falha de formato automaticamente à 611.

Prefixo inválido possui a rejeição 882. Falta de informação em cEAN é tratada pela 883, nas condições da regra própria. A inexistência no Cadastro Centralizado de GTIN, o CCG, tem outro diagnóstico, como a 890. Um número passar no cálculo matemático não prova que foi licenciado, que pertence à marca indicada ou que identifica aquela mercadoria.

Comece pelo XML que realmente saiu

Abra a resposta do envio e anote o nItem. Esse número indica a posição do produto no documento, não necessariamente seu código interno de estoque. No XML enviado, encontre o mesmo item e confira cProd, descrição, cEAN e unidade comercial. Compare também pedido, embalagem e documentação confiável do fornecedor.

Se a tela exibir um valor e o XML contiver outro, investigue o mapeamento da integração. Uma importação pode ter eliminado um zero inicial, truncado o campo ou aproveitado um identificador interno. Esses são pontos de investigação, não causas comprovadas de toda rejeição. Trate o GTIN como identificador: não o converta em valor numérico para cálculos nem complete posições por tentativa.

Também não basta ler qualquer código de barras da caixa. Uma embalagem pode trazer referências logísticas, lote e códigos internos. O cEAN deve representar o GTIN da apresentação comercial correspondente ao item. A NT 2020.005 distingue os campos de GTIN dos campos cBarra e cBarraTrib, destinados a códigos de barras de outro padrão; a existência destes não autoriza deslocar um GTIN obrigatório para contornar sua validação.

Corrija com base na identidade do produto

Suponha que uma distribuidora importe o cadastro de um fabricante. O produto e sua embalagem estão corretos, mas uma posição do GTIN comercial foi alterada no arquivo de importação. A equipe confronta a etiqueta com a informação confirmada pelo fornecedor, encontra a divergência e restaura a sequência completa documentada. Só depois regenera a nota e confere o XML.

O exemplo não exige inventar um código nem recalcular um novo identificador. A calculadora indicada pela GS1 serve para diagnosticar a relação entre os algarismos. Se o resultado não coincidir, investigue a origem da sequência. Quando a etiqueta e o cadastro do fornecedor também divergem, peça a confirmação ao responsável pelo produto antes de emitir com uma hipótese.

Se o problema estiver no cadastro administrado pelo dono da marca, a correção pode precisar ocorrer no Cadastro Nacional de Produtos da GS1 e no fluxo de integração com o CCG. Alterar apenas o ERP do revendedor não regulariza essa base. Da mesma forma, um retorno limitado da consulta pública não demonstra, sozinho, que o produto nunca teve GTIN: a documentação prevê restrições de publicação de informações.

Quando usar SEM GTIN

Para produto que efetivamente não possui código de barras com GTIN, o leiaute orienta o literal SEM GTIN. Isso exige conhecer a situação do produto. Um código que a empresa ainda não encontrou, ou que está divergente no cadastro, não vira produto sem GTIN por conveniência.

Campo vazio e SEM GTIN também não são escolhas intercambiáveis. Embora a regra do dígito não examine um conteúdo nulo como se fosse número, há validações específicas de ausência. A NT 2024.001 v1.20 prevê exceção para CRT 4, MEI, nas regras I03-30 e I12-60. Essa exceção não foi estendida à I03-10: um GTIN numérico informado continua precisando ser válido.

Quando houver item com grupo ISSQN em documento abrangido pela regra U01-30, cEAN e cEANTrib devem trazer SEM GTIN. Isso não permite acrescentar ISSQN a uma mercadoria nem transforma esta orientação em procedimento de NFS-e. Respeite a natureza do item e as operações admitidas para cada modelo.

Confira o par comercial e tributável sem igualá-lo automaticamente

O cEANTrib identifica a unidade tributável segundo o leiaute, vinculada à menor unidade comercializável identificada por GTIN. Ele pode diferir legitimamente do cEAN quando existem apresentações distintas, como embalagem agrupadora e unidade contida. Igualar os dois para eliminar uma mensagem pode cadastrar o produto errado.

Se o retorno for 612, a conferência do dígito recai sobre cEANTrib. Se um campo trouxer GTIN e o outro ficar nulo ou SEM GTIN, podem aparecer as regras 885 ou 886. Revise o par conforme o produto real, sem fabricar identificador para a embalagem e sem modificar quantidade, NCM ou tributação apenas para obter autorização.

Feche a correção e previna a repetição

Atualize a origem do cadastro e a nota pendente conforme o emissor. O documento pode guardar dados copiados antes da alteração. Gere novamente pelo sistema, confira o conteúdo resultante e transmita pelo fluxo normal, preservando a evidência da rejeição. Não edite manualmente um XML já assinado. Confirme o resultado final da autorização; outra rejeição exige diagnóstico próprio.

A NT 2021.003 v1.50 programa a ampliação do Grupo V para testes em 01/04/2027 e produção em 01/09/2027. Essas datas não adiam a 611: a própria NT registra I03-10 como já implantada. Também não se devem estender as condições de consulta ao CCG a toda NFC-e. Para o caso concreto, confira versão, ambiente e orientações do autorizador da UF.

Fontes e alcance da orientação

Base oficial: MOC 7.0, p. 89, NT 2021.003 v1.50, pp. 3 e 6–13, NT 2024.001 v1.20, pp. 9 e 11 e NT 2020.005 v1.21, p. 6. A GS1 distingue estrutura, licença e dados do produto. Referências práticas lidas e confrontadas: TecnoSpeed, ABC71 e TOTVS. Conferência em 10/10/2026 com corpus oficial preservado em 09/10/2026; sem certificação de funcionamento atual de todos os autorizadores.

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