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NF-e

Rejeição 547: como conferir o DV da chave referenciada

A rejeição 547 aponta um problema no dígito verificador da chave de um documento referenciado pela NF-e. O primeiro passo é recuperar a identificação correta do documento de origem, preferencialmente em seu XML autorizado. Não tente descobrir um último dígito que faça a referência passar: o restante da chave também…

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Capa ilustrada da ALRA: Rejeição 547: como conferir o DV da chave referenciada.

A rejeição 547 aponta um problema no dígito verificador da chave de um documento referenciado pela NF-e. O primeiro passo é recuperar a identificação correta do documento de origem, preferencialmente em seu XML autorizado. Não tente descobrir um último dígito que faça a referência passar: o restante da chave também pode ter sido informado incorretamente.

Aqui, o documento em análise é a NF-e modelo 55 que contém a referência. No MOC 7.0, Anexo I, a regra BA02-10 trata de refNFe, na página 78, e a BA19-10 trata de refCTe, na página 80. Ambas associam o DV inválido da chave referenciada ao código 547 e constam como facultativas.

Descubra qual referência foi recusada

Leia o texto completo do retorno. A indicação nOcor, quando apresentada, ajuda a localizar a ocorrência de referência que deve ser examinada. Se a nota contém vários documentos relacionados, conferir apenas o primeiro pode deixar o problema intacto.

No XML, procure o grupo ide/NFref. Em refNFe fica a chave da nota eletrônica relacionada. Em refCTe fica a chave do conhecimento de transporte referenciado. A existência desse segundo cenário não transforma o diagnóstico em uma orientação para emitir CT-e: a rejeição está sendo analisada dentro da autorização da NF-e.

Também é importante distinguir a chave da nota atual da chave de origem. Se o problema estiver no DV da chave formada para a própria NF-e, o código relacionado é 253. A rejeição 547 pede a conferência do documento apontado na referência.

A origem costuma estar antes da emissão

Um recebimento cadastrado manualmente pode carregar uma chave digitada de forma incorreta. Quando essa informação é aproveitada em outra operação, o erro reaparece no XML. Outra hipótese é a cópia de um PDF com quebra de linha ou de uma planilha que tenha modificado a sequência original.

Imagine, de forma apenas hipotética, que o cadastro de entrada contenha uma chave com dois caracteres transpostos. O sistema pode copiá-la perfeitamente para a referência e ainda assim receber 547, porque a informação de origem já estava errada. Corrigir apenas a tela da nota de saída deixa o cadastro pronto para repetir o problema no próximo documento.

O material da CIGAM mostra esse vínculo com a nota de entrada. A Vinhasoft também recomenda aproveitar a leitura do XML para reduzir erros manuais. Esses exemplos ajudam a localizar a origem; não comprovam a causa de toda rejeição.

Recupere a chave, em vez de inventá-la

  1. Localize o XML autorizado do documento que a operação efetivamente exige referenciar. Confira emitente, modelo, série e número para não escolher outra nota parecida.

  2. Compare a chave completa com a referência que saiu no XML rejeitado. Verifique a ocorrência indicada e o cadastro que alimentou esse campo.

  3. Corrija a referência com a chave verdadeira, preservando todas as suas posições. Não substitua somente o DV nem altere a identificação do fornecedor.

  4. Se houver divergência entre XML, DANFE e cadastro, interrompa a retransmissão e esclareça qual documento é o correto. O fornecedor pode ajudar a recuperar o arquivo correspondente.

  5. Gere e assine novamente a NF-e rejeitada pelo emissor, valide e acompanhe o novo retorno. O fim do código 547 não garante que as demais regras serão atendidas.

A DBCORP orienta conferir o documento de origem e a informação armazenada no recebimento. Os menus dependem do ERP; a medida geral é corrigir a fonte da referência e regenerar o arquivo necessário, sem duplicar a operação comercial.

CNPJ com letras exige validação atualizada

A chave tem 44 posições, mas não deve ser tratada obrigatoriamente como uma sequência só de números. A NT Conjunta 2025.001 adapta a formação e o cálculo às letras admitidas no CNPJ. A NT 2026.004 v1.01 prevê refNFe e refCTe como campos de caracteres com 44 posições.

Se a referência correta contém letras legítimas e o programa as apaga, o defeito está na interpretação do dado. Não remova essas letras, não converta a chave em número de planilha e não ajuste o CNPJ para contornar um software desatualizado. O fornecedor deve verificar a preservação da chave e a rotina vigente de DV.

Referência em sigilo é outro campo

refNFeSig representa uma forma específica de referência com código numérico zerado. A NT 2022.003 v1.11 estabelece regras próprias para ela. Não se deve transportar automaticamente a BA02-10 de refNFe para esse campo, nem substituir uma referência comum por refNFeSig apenas para afastar a rejeição.

Zerar cNF de uma chave comum, recalcular o DV ou trocar a tag sem verificar a finalidade e as condições fiscais pode criar outra inconsistência. A escolha do tipo de referência precisa corresponder ao enquadramento real da operação.

Modelo e data também mudam o diagnóstico

As regras 547 citadas pertencem à NF-e modelo 55. Não se deve generalizá-las como procedimento para uma NFC-e emitente referenciar outros documentos. O grupo de referências tem restrições próprias, inclusive para NF-e com DANFE Simplificado Tipo 2.

Na devolução, há ainda uma transição relevante: a regra VC02-14 da NT 2025.002 v1.52 prevê referência por item, com implantação em produção indicada para 3 de novembro de 2026. Um tutorial antigo que sempre manda preencher refNFe não deve ser aplicado sem conferir a data e o leiaute utilizado.

Conferência documental: 9 de outubro de 2026. A classificação facultativa das regras e os cronogramas exigem atenção à UF e ao ambiente. Resolva a divergência identificada e confirme a autorização efetiva, sem presumir que uma instrução de outro sistema vale integralmente para seu caso.

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