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NF-e e NFC-e

Rejeição 544: como corrigir a inscrição estadual do transportador

A rejeição 544, “IE do Transportador inválida”, pede a conferência da inscrição estadual informada para o transportador e da UF associada a ela. Confira os dados do estabelecimento correto, ajuste sua origem no emissor e verifique o XML regenerado antes de reenviar.

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Capa ilustrada da ALRA: Rejeição 544: como corrigir a inscrição estadual do transportador.

A rejeição 544, “IE do Transportador inválida”, pede a conferência da inscrição estadual informada para o transportador e da UF associada a ela. Confira os dados do estabelecimento correto, ajuste sua origem no emissor e verifique o XML regenerado antes de reenviar.

Não troque a informação por “ISENTO” apenas para fazer a nota passar. A inscrição, a isenção e a condição de não contribuinte têm tratamentos diferentes. O preenchimento deve representar a situação efetiva de quem realiza o transporte.

O que a SEFAZ está verificando

A regra X07-20 alcança a IE informada e diferente da expressão “ISENTO”. Nessa situação, a inscrição é validada conforme a UF do transportador. A regra consta como obrigatória para NF-e, modelo 55, e NFC-e, modelo 65. Os caminhos relevantes são infNFe/transp/transporta/IE, campo X07, e infNFe/transp/transporta/UF, campo X10. MOC 7.0, páginas 60 e 124.

A conferência exige o par IE e UF. Uma inscrição de determinada unidade federativa pode não atender às regras de formação de outra. Isso não autoriza escolher um estado diferente até encontrar aceitação: a UF deve ser a verdadeira.

A rejeição 544 também não permite concluir, isoladamente, que a transportadora está suspensa ou sem autorização para trabalhar. Validade formal, vínculo com o estabelecimento e situação cadastral precisam ser conferidos sem transformar essa regra em prova de regularidade completa.

Este diagnóstico vale para o retorno do serviço de autorização. Se o número apareceu em uma consulta por QR Code, em um evento ou em outro sistema fiscal, confirme o serviço e a mensagem antes de aplicar os mesmos passos.

Inscrição, isenção e não contribuinte

O leiaute do campo X07 distingue três situações:

  • transportador contribuinte do ICMS: informar a inscrição estadual correspondente, sem caracteres de formatação;

  • transportador isento de inscrição no cadastro de contribuintes do ICMS: utilizar a expressão “ISENTO”;

  • transportador não contribuinte do ICMS: não informar a tag de IE.

O MOC também determina a informação da UF quando uma IE é informada. Essas orientações estão na descrição do campo, não significam que o operador possa escolher livremente entre as três opções. MOC 7.0, página 60.

Assim, “não sei a inscrição” não equivale a “isento”. Uma inscrição ausente na ficha comercial também não comprova condição de não contribuinte. Se o cadastro recebido estiver incompleto, obtenha a informação e confirme o tratamento com a área fiscal antes de alterar a nota.

Confira o estabelecimento correto

Comece pelo transportador identificado no documento comercial ou na contratação. Uma empresa pode ter matriz, filiais ou estabelecimentos em UFs diferentes. O nome semelhante não garante que a inscrição escolhida pertença ao estabelecimento informado no XML.

Consulte a base oficial da UF ou os canais oficiais de consulta cadastral aplicáveis. Compare identificação, inscrição e estado. Uma busca apenas pelo nome pode trazer outra empresa; um comprovante antigo pode refletir uma situação que mudou.

A orientação da Omie recomenda conferência cadastral e atualização da ficha usada no transporte. Para a rejeição 544, mantenha o foco no transportador: corrigir a inscrição do cliente, quando são pessoas diferentes, não modifica X07.

Exemplo de UF herdada de outro cadastro

Imagine que a transportadora utilizada na nota está estabelecida no Paraná. A inscrição foi copiada do documento correto, mas a integração preservou “SP” de uma ficha anterior. O XML passa a combinar a inscrição de um estabelecimento paranaense com a UF de São Paulo.

Nesse caso, antes de trocar a inscrição, descubra por que o estado foi herdado. Confirme os dois dados e corrija a origem da mistura. Se o estabelecimento realmente mudou, valide a documentação correspondente; não presuma que a antiga inscrição continua adequada.

O mesmo cuidado vale para zeros iniciais. Se uma importação transforma a IE em valor numérico, o conteúdo pode perder posições. Recupere a inscrição confirmada e preserve-a como identificador. Não existe uma quantidade única de algarismos que possa ser imposta a todas as UFs para resolver a rejeição.

Procedimento de correção

  1. Guarde o retorno completo, com código, motivo, modelo, UF autorizadora, ambiente e identificação da nota.

  2. Abra o XML da tentativa rejeitada e confira IE e UF dentro de transp/transporta.

  3. Verifique se a inscrição pertence ao transportador e ao estabelecimento efetivamente informados.

  4. Corrija digitação, máscara indevida, perda de zeros ou mistura de cadastros na origem do dado.

  5. Atualize também a nota rejeitada, se ela armazenou uma cópia do cadastro antigo.

  6. Gere novamente o XML pelo emissor, confira os campos e faça o reenvio.

A TecnoSpeed destaca a validação conforme a UF. A TotalERP documenta a atualização do cadastro e da informação carregada na nota. São dois pontos úteis: o dado precisa estar correto na origem e chegar corrigido ao XML. Os comandos de tela dependem de cada produto.

Como diferenciar rejeições próximas

Se a IE está informada e falta a UF do transportador, a regra X07-10 trata do código 559. Já os códigos 542 e 543 se referem, respectivamente, à validade do CNPJ e do CPF do transportador. Corrigir uma dessas informações não garante que todas as demais estejam certas.

Há ainda regras sobre quando o transporte pode ser informado. A NT 2026.002 v1.11 contempla a NFC-e e a NF-e com DANFE Simplificado Tipo 2, tpImp igual a 6, na restrição de frete X02-10. Não altere a modalidade ou o indicador de presença só para escapar de uma validação. NT 2026.002 v1.11, páginas 3 e 19.

Na NFC-e modelo 65, o MOC também distingue a presença do grupo transporta: X03-10 o rejeita quando indPres é diferente de 4; X03-20 exige o grupo quando indPres é 4, entrega a domicílio. Essas linhas estão classificadas para o modelo 65 e não devem ser estendidas automaticamente ao 55. MOC 7.0, página 124.

Quando pedir análise do suporte

Se o cadastro oficial, a UF e o XML conferem, envie ao suporte o retorno integral e o arquivo da mesma tentativa, por canal adequado. Informe a versão do emissor e onde os dados foram verificados. A análise deve considerar a regra estadual de formação e possíveis transformações na integração.

Após qualquer correção, confirme o resultado do novo processamento. A ausência do código 544 não é autorização por si só: outra validação pode exigir ajuste. Evite criar outra nota sem verificar o estado das tentativas anteriores e deixe o emissor realizar a geração e assinatura do documento corrigido.

Referência de atualização: 09/10/2026. Consulta documental do MOC, Notas Técnicas e fontes práticas; sem certificação operacional de todos os autorizadores.

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