NF-e e NFC-e
Rejeição 540: como corrigir o CPF do local de retirada
A rejeição 540, “CPF do Local de Retirada inválido”, pede uma conferência na identificação informada para o lugar de onde a mercadoria será retirada. O primeiro passo é localizar esse CPF no XML da tentativa rejeitada e compará-lo com o dado verdadeiro da pessoa identificada naquele local. Corrija a origem da…
A rejeição 540, “CPF do Local de Retirada inválido”, pede uma conferência na identificação informada para o lugar de onde a mercadoria será retirada. O primeiro passo é localizar esse CPF no XML da tentativa rejeitada e compará-lo com o dado verdadeiro da pessoa identificada naquele local. Corrija a origem da informação no emissor e gere novamente o documento.
Este guia trata do retorno de autorização de NF-e/NFC-e. Se o número veio de consulta pública, QR Code, evento ou outro serviço, confirme a mensagem e sua origem antes de aplicar o diagnóstico.
Uma revisão apenas no cadastro do cliente pode deixar o problema intacto. A nota tem grupos distintos para destinatário, retirada, entrega e transportador. Mesmo quando uma pessoa participa de mais de uma dessas etapas, cada informação precisa representar corretamente sua função na operação.
Qual CPF a regra verifica
A regra F02a-10 examina o campo CPF do grupo retirada, identificado como F02a no leiaute. O caminho de referência é NFe/infNFe/retirada/CPF. No MOC 7.0, a condição abrange CPF zerado, nulo, formado pela repetição de um mesmo algarismo ou com dígito de controle inválido. A regra está classificada como facultativa para os modelos 55 e 65. MOC 7.0, páginas 15 e 87.
“Facultativa” é uma característica da aplicação da validação pelo autorizador, não uma autorização para inventar ou omitir dados necessários. A SEFAZ-SP publica F02a-10 como ativa. Essa publicação estadual não comprova a mesma situação em todas as UFs e ambientes.
Há também uma regra sobre a presença do grupo: F01-10, na NT 2026.002 v1.11, prevê a rejeição 669 quando retirada é informada em NFC-e ou NF-e com DANFE Simplificado Tipo 2, identificada por tpImp igual a 6. O cronograma dessas adequações do Tipo 2 indica testes em 01/07/2026 e produção em 03/08/2026. A coluna de modelos da regra do CPF não autoriza o uso irrestrito do grupo. Confira modelo, formato, ambiente e versão antes de corrigir o conteúdo. NT 2026.002 v1.11, páginas 3 e 11.
Localize a informação realmente enviada
Separe o retorno da SEFAZ e o XML correspondente. Registre cStat, xMotivo, chave, modelo, ambiente e horário da tentativa. Uma tela corrigida depois da transmissão pode mostrar algo diferente do arquivo que foi rejeitado.
Na orientação da Dynamicca para a rejeição 540, o fornecedor mostra como localizar o CPF dentro de retirada no visualizador do Gestão DF-e. O procedimento ilustra a utilidade de verificar o arquivo; os nomes de telas pertencem àquele produto.
Ao encontrar o campo, confira:
se o documento pertence à pessoa corretamente identificada para o local de retirada;
se todos os algarismos foram preservados, inclusive um eventual zero inicial;
se o XML contém os 11 algarismos previstos para CPF, sem pontuação ou espaços;
se há preenchimento provisório com zeros ou algarismos repetidos;
se o validador do emissor aponta inconsistência nos dígitos verificadores.
Tamanho e formatação também dizem respeito à estrutura do XML. Um campo malformado pode produzir outro retorno antes da análise da regra 540. Por isso, leia sempre a mensagem recebida, sem atribuir toda falha de identificação ao mesmo código.
Corrija o cadastro que alimenta a retirada
Descubra de onde veio o valor: cadastro de endereço, pedido, importação de arquivo ou integração. Se estiver errado na origem, atualizar somente a nota pode resolver aquela tentativa e reproduzir o defeito na próxima venda.
A documentação do Berga descreve o preenchimento a partir de endereço cadastrado em seu sistema. Essa é uma pista prática para revisar os registros de retirada recorrentes. Não se deve, porém, apagar a identificação apenas porque o dado correto ainda não foi obtido.
O leiaute orienta informar retirada somente quando o endereço for diferente do remetente. Essa condição exige conhecer a operação. Se o grupo foi incluído indevidamente, a correção precisa ser fundamentada nessa análise; se ele é necessário e compatível com o documento, complete-o corretamente. Não mude o endereço real ou o formato da nota só para eliminar uma mensagem.
Exemplo de falha na integração
Imagine uma NF-e modelo 55, em formato compatível, cuja mercadoria sairá de outro endereço. O cadastro identifica corretamente uma pessoa física nesse local, mas a integração trata o CPF como número e perde um zero inicial.
A equipe consulta o documento de origem, confirma a identificação e compara o cadastro com o XML exportado. A correção consiste em preservar integralmente o identificador no caminho até retirada/CPF e gerar outro arquivo pelo emissor. Não basta acrescentar zeros por tentativa: o conteúdo deve coincidir com o CPF confirmado.
Outro cenário é o mapeamento de CNPJ para o campo CPF. A base da Brasil NFe identifica o dado em LocalRetirada e orienta usar a identificação correspondente. Os nomes da integração precisam ser associados ao grupo correto do XML. Trocar CPF por CNPJ só é adequado quando a pessoa realmente identificada é jurídica e o preenchimento representa a operação.
Dígito válido não comprova situação cadastral
Os dígitos verificadores permitem conferir a consistência formal do número. Passar nesse cálculo não comprova titularidade, existência ou regularidade cadastral. Da mesma forma, a rejeição 540, isoladamente, não demonstra suspensão do CPF ou uma irregularidade fiscal da pessoa.
Se o número divergir da documentação, confirme-o com o titular pelo canal apropriado. Quando for necessária uma consulta cadastral, trate-a como verificação complementar. Não use geradores de CPF, não escolha outro responsável para conseguir autorização e não exponha documentos pessoais em ferramentas públicas de teste.
Confira o resultado antes de encerrar
Depois da correção, gere o XML pelo emissor, confira novamente retirada/CPF e os demais dados daquele local. Deixe o próprio sistema validar a estrutura e assinar o documento. Não edite manualmente um arquivo assinado para tentar reaproveitá-lo.
Transmita e leia o novo retorno. O desaparecimento da rejeição 540 não prova que a nota foi autorizada: pode surgir outra inconsistência. Verifique o resultado final e o protocolo antes de considerar o processo concluído.
Se o CPF confirmado já estiver correto no arquivo efetivamente enviado, encaminhe ao suporte o retorno completo e as evidências daquela tentativa, por canal seguro. Informe a origem do cadastro e se existe integração. Isso ajuda a localizar uma transformação indevida sem alterar pessoas, endereços ou dados fiscais por suposição.
Referência de atualização: 09/10/2026. Consulta documental e fontes práticas citadas; aplicação deve considerar modelo, versão, UF e ambiente.