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NF-e

Rejeição 522: como conferir a UF da chave referenciada

A rejeição 522, com a mensagem “Chave de Acesso referenciada com UF inválida”, pede uma conferência do documento usado como referência na NF-e. O primeiro passo é recuperar a chave correta desse documento e conferir como ela foi levada ao emissor. Trocar o estado do cliente ou o CFOP por tentativa pode criar um…

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Capa ilustrada da ALRA: Rejeição 522: como conferir a UF da chave referenciada.

A rejeição 522, com a mensagem “Chave de Acesso referenciada com UF inválida”, pede uma conferência do documento usado como referência na NF-e. O primeiro passo é recuperar a chave correta desse documento e conferir como ela foi levada ao emissor. Trocar o estado do cliente ou o CFOP por tentativa pode criar um segundo problema sem resolver o primeiro.

No contexto aqui tratado, a falha está em uma referência informada durante a autorização de uma NF-e modelo 55. Ela não equivale a dizer que a empresa está impedida de emitir, nem que a nota referenciada foi cancelada. Antes de agir, confirme o texto completo do retorno, o serviço utilizado e, quando informado, o número da ocorrência, indicado por nOcor.

Qual UF está sendo verificada?

A chave de acesso tem 44 posições. As duas primeiras identificam a UF do emitente do documento referenciado, segundo a codificação do IBGE. Por exemplo, 35 representa São Paulo e 41 representa Paraná. O valor 54 não corresponde a uma UF nessa tabela.

O ponto decisivo é a origem da referência. Uma empresa paulista pode estar relacionando um documento paranaense: a chave desse documento continua começando pelo código do Paraná. A rejeição 522 verifica um código de UF inválido; não cria, por si só, a obrigação de igualar a UF da referência à da empresa que está emitindo a nova nota.

O MOC 7.0, Anexo I, páginas 78 e 80 documenta duas verificações: BA02-14 para refNFe e BA19-14 para refCTe. O fato de o segundo campo conter um CT-e não transforma a operação em autorização de CT-e: continua sendo uma NF-e que referencia outro documento.

Existem três caminhos de referência

Para o responsável pelo faturamento, os nomes técnicos ajudam a conversar com o suporte:

  • refNFe: referência pela chave completa, no grupo de documentos relacionados à NF-e

  • refCTe: chave de um CT-e relacionado à NF-e; confira o documento de transporte correto

  • refNFeSig: referência à NF-e modelo 55 com código numérico zerado, dentro das condições específicas dessa modalidade

O terceiro caminho foi documentado pela NT 2022.003 v1.11, páginas 5, 7 e 9. Sua regra BA02a-20 também retorna 522. O uso de refNFeSig não dispensa a UF correta e não é um atalho para qualquer operação. A nota técnica mantém a referência completa nas devoluções, complementares e situações em que a legislação a exige.

As três regras estão marcadas como facultativas na documentação. Isso requer conferir a aplicação pelo autorizador e pelo ambiente, sem presumir que todo estado fará exatamente a mesma validação. Uma aceitação em homologação ou em outra UF tampouco transforma uma chave incorreta em referência confiável.

Como resolver sem alterar o documento original

  1. Guarde o retorno da tentativa. Registre cStat, xMotivo, ambiente, horário e versão do emissor. Havendo várias referências, use nOcor para localizar a ocorrência apontada, confirmando com o suporte a correspondência na tela.

  2. Localize o documento de origem. Prefira o XML preservado com seu protocolo. Se só houver DANFE, confira a chave impressa e procure o arquivo eletrônico no recebimento ou com o emitente.

  3. Compare a referência inteira. Verifique os 44 caracteres, a identificação do fornecedor, o modelo, a série e o número. Um início aparentemente válido não prova que foi selecionada a nota certa.

  4. Corrija o vínculo na NF-e ainda rejeitada. Substitua o valor digitado pela referência autêntica no campo apropriado do emissor. Se o sistema montar refNFeSig, peça que ele faça a representação prevista para essa finalidade.

  5. Gere e transmita novamente pelo sistema. A aplicação deve cuidar da geração e da assinatura da nova tentativa. Aguarde o resultado final, pois outra inconsistência pode aparecer depois.

  6. Arquive a autorização efetivamente obtida. O desaparecimento da mensagem 522, isoladamente, não comprova que a NF-e foi autorizada.

Não edite os primeiros dígitos de uma chave autorizada, nem altere o XML de origem para fazê-lo combinar com o cadastro. A chave identifica um documento determinado. Ajustar um trecho por conta própria pode produzir outra chave, afetar o dígito verificador e desfazer a rastreabilidade.

Um exemplo de diagnóstico seguro

Uma devolução referencia uma compra cuja chave foi copiada de uma planilha. O emissor mostra 522 e a referência começa por 54. O XML da compra, porém, pertence a um fornecedor do Paraná.

A solução segura é comparar a nota da compra com a referência cadastrada e recuperar a chave completa original. Não basta substituir 54 por 41 e manter os demais caracteres sem conferência. Também não se deve mudar a UF da empresa que devolve a mercadoria. É possível que a planilha tenha perdido caracteres ou que outra linha inteira tenha sido copiada.

Se a referência já coincide integralmente com o XML autêntico, preserve essa evidência e peça ao fornecedor do sistema que confira o XML realmente enviado, a família do campo e o retorno do autorizador. Não insista em sucessivas alterações cadastrais.

Quando o modelo ou a mensagem muda

Não confunda emitir uma NFC-e modelo 65 com referenciar uma NFC-e em uma NF-e. As regras 522 examinadas são de autorização do modelo 55. A restrição de documentos referenciados para NFC-e é tratada pela regra 708. Na documentação da NT 2026.002 v1.11 preservada para esta análise, essa restrição também abrange NF-e com DANFE Simplificado Tipo 2, tpImp=6. Portanto, mudar o tipo de documento não é solução automática.

Na consulta de situação, UF inválida da chave consultada tem validação própria, como o código 614. Nos eventos, o serviço e suas regras também devem ser identificados antes de reaproveitar uma orientação de autorização.

Há ainda tabelas históricas nas quais 522 descrevia uma incompatibilidade entre CFOP e UF do remetente. Esse ramo I08-80 aparece riscado na NT 2015.002 v1.41, página 20. Ele não deve orientar a correção da mensagem atual sobre chave referenciada.

Para prevenir recorrências, importe as referências a partir dos documentos recebidos, mantenha a ligação entre pedido, nota original e nova emissão e peça validação de formato ao sistema. O objetivo é preservar a referência correta desde a entrada, sem depender de digitação e memória.

Fontes e escopo

Base oficial: MOC 7.0 Anexo I; MOC Visão Geral, páginas 19 e 129; NT 2022.003 v1.11; NT 2015.002 v1.41, páginas 15, 16 e 20; NT 2026.002 v1.11, página 9. Leitura do acervo oficial preservado, com revisão em 10/10/2026; não representa teste de ativação em todas as UFs.

Apoio prático efetivamente lido: Oobj, Webmania e NS7. As orientações de conferir o campo foram aproveitadas com a ressalva de recuperar a referência autêntica, sem modificar manualmente chave ou XML autorizado.

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