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NF-e

Rejeição 518: CFOP de entrada em uma NF-e marcada como saída

A rejeição 518 aponta uma contradição no documento: a NF-e foi informada como saída, mas pelo menos um item recebeu CFOP de entrada. Para resolver, primeiro confirme o que a empresa está documentando. O campo errado pode estar no item, no tipo da nota ou na configuração que alimenta os dois. Trocar um número até a…

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Capa ilustrada da ALRA: Rejeição 518: CFOP de entrada em uma NF-e marcada como saída.

A rejeição 518 aponta uma contradição no documento: a NF-e foi informada como saída, mas pelo menos um item recebeu CFOP de entrada. Para resolver, primeiro confirme o que a empresa está documentando. O campo errado pode estar no item, no tipo da nota ou na configuração que alimenta os dois. Trocar um número até a transmissão passar pode transformar uma venda, devolução ou remessa em uma operação fiscal diferente da realizada.

O que a autorização está comparando

Na regra I08-10 do MOC 7.0, o campo tpNF vale 1, indicando saída, enquanto o CFOP começa por 1, 2 ou 3, famílias de entrada. A linha está identificada para NF-e modelo 55. Esse é o contexto deste diagnóstico: autorização de NF-e, e não cancelamento, manifestação, consulta pública ou NFS-e. O número isolado em outro documento fiscal não basta para aplicar a mesma solução.

O tpNF pertence à identificação geral da nota. Já o CFOP aparece em cada item. Portanto, um único produto configurado incorretamente pode impedir a autorização de um documento com vários itens corretos. Também não confunda tpNF com finNFe: o primeiro informa entrada ou saída; o segundo informa a finalidade da emissão. Escolher uma finalidade de devolução não corrige, sozinho, a direção da operação.

O MOC, página 91, registra aplicação facultativa da validação. Isso é uma característica de implementação pelo autorizador, não uma escolha do contribuinte para preencher dados incoerentes. Nas fontes estaduais examinadas em 10/10/2026, São Paulo apresenta I08-10 como ativa e Minas Gerais informa SIM para modelo 55. Essas evidências não certificam todos os estados nem substituem a conferência do ambiente utilizado.

Comece pelo fato, depois examine o cadastro

Reúna o pedido, o documento de origem quando houver e a orientação fiscal aplicável. Pergunte: esta emissão registra uma saída realizada pela minha empresa ou uma entrada que ela deve documentar? A perspectiva é a do emitente. O fato de o cliente receber a mercadoria não transforma a nota de venda do fornecedor em uma nota de entrada.

Há duas decisões possíveis, e cada uma exige fundamento:

  • Se a operação realmente é de saída, preserve essa direção e revise os CFOPs dos itens, escolhendo os códigos completos correspondentes ao negócio

  • Se a emissão deveria documentar entrada, corrija o tipo de operação e confira se os CFOPs já preenchidos representam essa entrada específica

O primeiro dígito apenas separa grandes grupos. Ele não define se o item é produção própria, mercadoria adquirida de terceiros, devolução, retorno ou outra movimentação. Tampouco é seguro conservar os três últimos dígitos e mudar apenas o primeiro. A classificação completa deve ser validada pela área fiscal.

Roteiro para localizar a origem do erro

  1. Abra o retorno da tentativa correta. Registre cStat, xMotivo, modelo, ambiente, data e identificação da nota. Diferencie rejeição recebida do autorizador de uma advertência criada pelo próprio ERP.

  2. Confira o XML efetivamente transmitido. Localize tpNF no cabeçalho e compare com o tipo exibido na tela. Uma tela corrigida não prova que o integrador enviou o mesmo valor.

  3. Liste os CFOPs de todos os itens. Não pare no primeiro produto visível nem apenas naquele citado pelo sistema. Verifique também itens acrescentados por importação, duplicação de pedido ou integração.

  4. Identifique quem definiu cada informação. Pode ser a natureza de operação, uma regra tributária do produto, uma configuração de filial ou um mapeamento da integração. Corrigir somente o cadastro geral pode não atualizar a nota já preparada.

  5. Faça a correção justificada, gere novamente o XML pelo emissor e compare os campos antes de transmitir. A assinatura deve ser produzida pelo fluxo normal do sistema; editar manualmente um XML já assinado não é uma correção segura.

As instruções da Omie ajudam a localizar o CFOP no item do pedido. A TecnoSpeed identifica os campos de integração relacionados. A documentação TOTVS CMNET orienta conferir tipo e item. Os caminhos de tela dependem do produto e da versão; nenhum exemplo substitui a classificação da operação real.

Situações que merecem atenção

Em uma venda, o item pode ter herdado a configuração usada anteriormente para registrar compras. Nesse caso, a investigação começa na origem do CFOP, sem presumir que toda a nota esteja errada. Em uma devolução recebida, pode ocorrer o inverso: a empresa pretende documentar uma entrada, mas iniciou o documento com um modelo interno de saída. Ajustar o cabeçalho só faz sentido depois de confirmar a responsabilidade pela emissão e a finalidade correta.

Se o erro aparece somente em uma filial ou canal de venda, compare as configurações específicas desse fluxo. Um produto compartilhado entre estabelecimentos pode receber tratamentos diferentes. Não substitua indiscriminadamente o CFOP em todo o cadastro para resolver uma nota: a mesma mercadoria pode participar de operações distintas.

Se o XML já apresenta tpNF e CFOP coerentes com a regra, não invente uma terceira combinação. Confirme se está olhando o arquivo daquela tentativa, se a fila reenviou uma versão antiga e se o retorno corresponde ao mesmo documento. Entregue ao suporte a comparação objetiva entre entrada da integração e XML gerado.

Reenvio e prevenção

Depois de corrigir, acompanhe a resposta final. A rejeição 518 não equivale à autorização, mas a empresa pode ter outras tentativas para a mesma operação. Havendo dúvida sobre processamento anterior, consulte a situação antes de criar uma segunda emissão. Não cancele documentos autorizados nem abandone numeração por automatismo apenas porque uma tentativa recebeu esse código.

Para prevenir, mantenha tipos de operação separados e teste a combinação cabeçalho–itens antes da transmissão. Inclua no teste produtos novos, pedidos importados e devoluções. Registre a causa encontrada e qual configuração foi corrigida: isso evita que o próximo usuário repita a falha.

Este guia não estende automaticamente I08-10 à NFC-e modelo 65. Uma lista genérica de rejeições não supera a coluna de modelo da regra aplicável. A base documental foi conferida em 10/10/2026, com o MOC oficial preservado de 09/10/2026; o comportamento de uma UF e ambiente deve ser confirmado no atendimento concreto.

Fontes consultadas

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