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Rejeição 487: confira o cadastro contábil indicado na primeira ocorrência de autXML

Na autorização da NF-e modelo 55, a rejeição 487 aponta uma verificação cadastral do escritório de contabilidade identificado no XML. A regra 7GA01-20 manda examinar o CNPJ ou CPF informado na primeira ocorrência do grupo autXML e verificar se corresponde a escritório cadastrado na Sefaz, conforme a legislação…

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Capa ilustrada da ALRA: Rejeição 487: confira o cadastro contábil indicado na primeira ocorrência de autXML.

Na autorização da NF-e modelo 55, a rejeição 487 aponta uma verificação cadastral do escritório de contabilidade identificado no XML. A regra 7GA01-20 manda examinar o CNPJ ou CPF informado na primeira ocorrência do grupo autXML e verificar se corresponde a escritório cadastrado na Sefaz, conforme a legislação estadual. Corrigir apenas a aparência do número na tela pode não resolver o problema.

Essa validação é facultativa por UF. São Paulo a publica como inativa e Minas Gerais informa que não a valida no documento estadual consultado. O guia, portanto, serve para interpretar um retorno efetivo nesse contexto e organizar a conferência. Ele não presume cadastro contábil obrigatório para todas as empresas, nem aplicação nacional uniforme da rejeição.

A diferença entre ausência e cadastro

A rejeição 486 trata da falta do grupo exigido para identificação contábil. A 487 corresponde à consulta cadastral descrita na regra seguinte. Uma nota pode deixar de apresentar a primeira pendência depois de um ajuste e passar a revelar a segunda. Isso não demonstra que o sistema criou um erro novo: são verificações distintas.

Também é importante separar validade formal de existência cadastral. Um número pode ter formato válido e pertencer ao prestador correto, mas a administração estadual ainda precisar de um procedimento cadastral específico. Inversamente, o escritório pode ter cadastro regular e o emissor enviar outro identificador. Cada hipótese exige uma conferência diferente.

A 487 não é uma instrução para substituir o escritório pelo fornecedor do software. O grupo infRespTec identifica o responsável técnico do sistema emissor, enquanto autXML trata de pessoas autorizadas a acessar o documento. O número da rejeição não permite trocar essas funções.

A primeira ocorrência faz diferença

O detalhe mais fácil de perder é a ordem dos registros. Segundo o MOC, a verificação de 487 recai sobre a primeira ocorrência do grupo de autorização. Não é suficiente constatar que o contador aparece em algum lugar do XML.

Imagine que a empresa autorize também um prestador logístico a acessar a nota. Após uma alteração do sistema, esse prestador passa a aparecer antes da identificação contábil. Se a UF aplicar a regra nos termos documentados, a primeira identificação será a relevante para essa conferência, mesmo que o contador esteja listado depois.

Esse exemplo é uma hipótese de diagnóstico, não autorização para manipular destinatários de acesso. Confira com o suporte a ordem produzida pelo emissor e com a contabilidade o identificador efetivamente exigido. Qualquer ajuste deve manter pessoas reais e permissões justificadas. Não acrescente terceiros apenas para procurar um número aceito.

Como conduzir a verificação

  1. Separe o retorno original da Sefaz e o XML rejeitado. Registre UF, modelo, ambiente, data, número e série. Assim, o atendimento consegue trabalhar sobre a mesma transmissão que apresentou a mensagem.

  2. Identifique o primeiro autXML no arquivo enviado. Confira o documento com o escritório atual, sem tomar como referência única um cadastro antigo do ERP.

  3. Peça à contabilidade que verifique a exigência e o cadastro perante a UF competente. Ter registro profissional ou cadastro em outro órgão não prova, sozinho, o atendimento à validação estadual específica.

  4. Compare a informação confirmada com o cadastro usado pelo emissor. Verifique se houve troca de escritório, seleção de outra empresa do mesmo grupo ou configuração distinta entre estabelecimentos.

  5. Se houver pendência cadastral, conclua o procedimento aplicável e obtenha evidência da regularização. Se houver erro de geração, corrija o cadastro ou o mapeamento e gere novamente o documento pelo sistema.

  6. Após a correção pertinente, retransmita e confira o resultado. Se continuar rejeitado, envie o caso ao suporte oficial com a confirmação cadastral e a evidência do primeiro registro transmitido.

Não há prazo nacional de atualização cadastral que possa ser prometido a partir dessa regra. O acompanhamento deve considerar a resposta efetiva do órgão e os procedimentos da UF, sem sucessivas tentativas baseadas apenas na expectativa de que o cadastro já tenha sido atualizado.

O que o empresário precisa pedir ao contador

Uma solicitação objetiva evita várias rodadas de mensagens: qual é a identificação correta para essa finalidade, qual cadastro estadual é exigido, qual é sua situação e se existe procedimento pendente. Se a UF exigir algum vínculo específico com o contribuinte, peça a indicação da norma e a comprovação pertinente. A linha nacional da rejeição, isoladamente, não permite inventar essa exigência para todos os estados.

O problema não precisa representar falta de habilitação profissional. Pode haver divergência entre o titular enviado e o titular cadastrado, informação antiga no emissor ou uma pendência administrativa. Por isso, atribuir a culpa ao contador antes de examinar o XML costuma desviar a investigação.

Na ausência de serviço contábil, não use documentos de terceiros ou um identificador encontrado na internet. Eventuais alternativas previstas pela legislação estadual precisam ser verificadas especificamente. Uma solução documentada para uma UF não pode ser aplicada automaticamente em outra.

Acesso ao XML não é procuração fiscal

O preenchimento de autXML autoriza acesso ao XML nos termos dos serviços e mecanismos aplicáveis. Não deve ser interpretado como concessão ilimitada de poderes fiscais, acesso a todas as informações da empresa ou autorização para transmitir qualquer evento em seu nome.

Na troca de contabilidade, confira quais pessoas precisam constar nas próximas notas e como o sistema está configurado. Essa revisão é diferente de supor que a alteração do cadastro atual modifica documentos já autorizados. Para cada documento, preserve o arquivo e seu histórico; não prometa retirar retroativamente acessos apenas mudando um parâmetro do ERP.

Estado, versão e mensagem fecham o diagnóstico

O MOC 7.0 e a NT 2015.002, versão 1.41, documentam a regra para modelo 55, sem qualificá-la como implementação futura. Isso não equivale a comprovação de ativação em todas as UFs. A tabela mineira versão 2.00, de 13 de março de 2026, e a página paulista consultada mostram precisamente por que a localização importa.

Há ainda uma colisão histórica: o manual de contingência de 2009 usava 487 para uma DPEC não localizada pela chave de acesso. Essa mensagem pertence à consulta antiga, não à verificação contábil aqui tratada. Se o texto recebido divergir, identifique primeiro o serviço; não altere o contador para corrigir uma consulta de outro contexto.

A solução está demonstrada quando a identificação correta é transmitida na posição exigida, a situação estadual pertinente foi esclarecida e o retorno final da emissão foi conferido. Esse conjunto distingue uma correção efetiva de uma mudança de cadastro feita por tentativa.

Fontes consultadas

Base documental consultada em 10 de outubro de 2026, com versões nacionais preservadas. A situação operacional precisa ser confirmada para a UF e o ambiente envolvidos.

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