NFC-e
Rejeição 462 da NFC-e e problemas com o identificador do CSC
A rejeição 462 na autorização de uma NFC-e indica que o identificador do Código de Segurança do Contribuinte, informado no QR Code, não foi encontrado no cadastro da SEFAZ. O primeiro passo é conferir o identificador efetivamente enviado, a empresa, a UF e o ambiente. Alterar impostos ou dados do consumidor não…
A rejeição 462 na autorização de uma NFC-e indica que o identificador do Código de Segurança do Contribuinte, informado no QR Code, não foi encontrado no cadastro da SEFAZ. O primeiro passo é conferir o identificador efetivamente enviado, a empresa, a UF e o ambiente. Alterar impostos ou dados do consumidor não resolve esse diagnóstico.
Este artigo também explica os códigos 101, 103 e 104 da consulta pública da NFC-e. Eles têm mensagens próprias e aparecem em outro serviço. A aproximação entre os assuntos ajuda a investigar o CSC, mas não transforma esses códigos em cStat 462.
Identificador e CSC são informações diferentes
O CSC é um segredo utilizado pelo emissor no cálculo de segurança do QR Code versão 2. Seu identificador é o número que permite à SEFAZ localizar o registro correspondente. A URL dessa versão contém o identificador e o resultado do cálculo, nunca o CSC em texto aberto.
O cadastro considera a empresa na UF. Por isso, uma configuração copiada de outro contribuinte ou estabelecimento em outro estado precisa ser conferida. Ambiente de produção e homologação também devem corresponder à configuração oficialmente fornecida. Não deduza essa correspondência somente pelo nome do arquivo ou pela aparência da tela. Manual DANFE NFC-e v6.0, páginas 21–24 e 31–32.
Qual regra produz a rejeição 462
Para QR versão 2, a regra ZX02-304 verifica o identificador não cadastrado. Ele ocupa a quarta posição dos parâmetros na emissão online e a sétima na contingência offline. O MOC também conserva a regra ZX02-104 para a versão histórica “100”; essa ocorrência documental não recomenda voltar ao leiaute antigo. As regras são do modelo 65, no serviço de autorização. MOC 7.0, páginas 130 e 132.
Guarde cStat e xMotivo, XML da tentativa, horário, UF, ambiente e versão do emissor. Confira o conteúdo de infNFeSupl/qrCode. A tela atual pode ter sido alterada depois do envio ou alimentar outro caixa.
O identificador na URL v2 tem de um a seis algarismos, sem zeros não significativos, conforme o manual. Um campo interno do programa pode usar outra apresentação. Quem faz a integração deve assegurar a conversão correta, sem copiar o segredo para o lugar do identificador.
Conferência em quatro passos
Identifique a versão real do QR e o modo online ou offline. A posição do identificador muda entre esses modos na v2.
Um responsável autorizado deve consultar o cadastro oficial do CSC da empresa, na UF e no ambiente pertinentes, verificando a correspondência entre identificador e segredo.
Compare a configuração central com aquela efetivamente utilizada pelo caixa ou serviço de emissão. Confira também fila, cache e arquivos gerados antes da alteração.
Corrija a origem comprovadamente errada, gere novamente o documento pelo fluxo do emissor e leia o novo resultado.
A TecnoSpeed orienta conferir o idToken. A TOTVS destaca divergências entre retaguarda, PDV e ambiente. A Alterdata apresenta a configuração vinculada ao cadastro do emitente. Esses procedimentos pertencem aos produtos citados; não pressupõem telas iguais em outros sistemas.
Se o cadastro e o arquivo coincidirem, documente a divergência e encaminhe-a ao suporte. Criar ou revogar CSC por tentativa pode afetar outros terminais. Primeiro localize a causa e avalie o impacto de qualquer substituição.
Exemplo de configuração que não chegou ao caixa
Uma loja fictícia atualizou a configuração central, mas um terminal continuou emitindo com um identificador antigo que não constava no cadastro consultado. Repetir a transmissão enviou exatamente o mesmo QR e manteve a rejeição.
A equipe comparou a configuração efetiva daquele terminal com o cadastro oficial e identificou a falta de sincronização. Depois de corrigir o fluxo, conferiu o novo QR e o retorno individual. O exemplo não pressupõe que todo identificador antigo esteja revogado: inexistência de cadastro e revogação têm diagnósticos distintos.
Consulta pública NFC-e: código 101, CSC inválido para o contribuinte
No portal de consulta, o código 101 aponta CSC inválido para o contribuinte. Confira a empresa associada à chave, UF, ambiente e a correspondência entre CSC e identificador na configuração v2. A mensagem não permite concluir, sozinha, que o identificador inexiste. Manual v6.0, item 5.3, páginas 38–39.
Consulta pública NFC-e: código 103, identificador de CSC inexistente
O código 103 desse portal informa inexistência do identificador. Compare o valor e sua posição na URL v2 com o cadastro correto. Preserve a URL capturada para verificar cortes ou troca de parâmetros. Isso é diferente do cStat 103 de recebimento de lote, que exige acompanhar o processamento.
Consulta pública NFC-e: código 104, identificador de CSC inválido
O código 104 informa invalidade do identificador. Verifique valor, posição, caracteres e tratamento de zeros conforme o leiaute. Formato é uma hipótese de investigação; a tabela oficial não define essa como causa exclusiva. Também não se deve transformar “inválido” em “inexistente” ou “revogado”. Já cStat 104 indica lote processado e exige leitura do resultado individual.
Nos três cenários de consulta, confirme separadamente a situação fiscal da nota. Uma falha ao abrir o QR não desfaz uma autorização já obtida.
Se o QR Code for versão 3
A v3 online tem chave, versão e ambiente. Na contingência, acrescenta os parâmetros próprios e assinatura; não recebe identificador de CSC, CSC, hash da v2 ou DigestValue como parâmetros avulsos. Se uma URL identificada como v3 devolver mensagem de CSC, confira geração, endereço, modo e implementação com o fornecedor, sem acrescentar campos da v2. NT 2025.001 v1.03, páginas 5 e 14.
Essa NT mantém a adoção exclusiva da v3 e a eliminação definitiva do CSC como futuras, sem data definida. A tabela de consulta não fornece uma matriz de cada código por versão. Não se presume implantação uniforme em todas as UFs.
Como encerrar a ocorrência
Em autorização, confira protocolo e situação da chave após o processamento. Em consulta, teste o documento auxiliar correto sem modificar XML autorizado. Para o atendimento, forneça mensagem, versão, ambiente e registros necessários por canal autorizado; nunca envie CSC, senha ou chave privada.
Referência documental: 09/10/2026. Conteúdo ALRA original; aplicação depende do serviço, versão, UF e ambiente.