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NF-e e NFC-e

Rejeição 395: como conferir o endereço de consulta do QR Code

A rejeição 395 aponta divergência no endereço do site da UF informado para consulta via QR Code. Comece comparando a URL gravada no campo qrCode do XML com a publicação oficial do estado para aquele ambiente e versão. Refazer a impressão ou trocar o CSC sem essa conferência pode deixar o problema exatamente onde…

Blog ALRA
Capa ilustrada da ALRA: Rejeição 395: como conferir o endereço de consulta do QR Code.

A rejeição 395 aponta divergência no endereço do site da UF informado para consulta via QR Code. Comece comparando a URL gravada no campo qrCode do XML com a publicação oficial do estado para aquele ambiente e versão. Refazer a impressão ou trocar o CSC sem essa conferência pode deixar o problema exatamente onde estava.

Esse diagnóstico é do serviço de autorização. O identificador da regra é ZX02-20, enquanto 395 é o código de resultado. Uma mensagem vista na página pública de consulta precisa ser analisada no contexto daquele serviço; a numeração de suas validações não deve ser tratada automaticamente como cStat da autorização.

Qual endereço está sendo validado

O campo qrCode fica dentro de infNFeSupl. Seu conteúdo combina o endereço do serviço público de consulta com os parâmetros do documento. A regra ZX02-20 confere se o endereço corresponde ao previsto para a UF. Não é o endereço usado pelo emissor para transmitir o lote à SEFAZ.

Também existe urlChave, dedicado à consulta por chave de acesso. O fato de os dois campos aparecerem no mesmo grupo não torna seus endereços intercambiáveis. A divergência de urlChave é tratada em outra regra, associada a 878. Antes de alterar uma configuração com nome genérico, identifique qual desses campos ela realmente alimenta. MOC 7.0, grupo ZX

A regra determina que diferenças entre maiúsculas e minúsculas não sejam consideradas nessa validação do endereço. Isso não autoriza modificar livremente os parâmetros, o conteúdo de uma assinatura ou outros componentes do QR.

Confira modelo, UF e ambiente juntos

A NT 2026.002 v1.11 apresenta ZX02-20 para modelos 55/65, quando qrCode estiver informado. Para a NF-e com DANFE Simplificado Tipo 2, tpImp=6, a URL de consulta QR é a mesma da NFC-e modelo 65 da respectiva UF. O QR da NF-e Tipo 2 deve ser versão 3. Essa equivalência não cria uma URL nacional única e não permite usar o endereço de outra filial em outro estado. NT 2026.002 v1.11, página 20

Separe homologação de produção. tpAmb=1 identifica produção e tpAmb=2, homologação. Compare o ambiente configurado, o informado no XML e o presente nos parâmetros do QR. A URL deve vir da tabela oficial aplicável; não deduza um endereço de homologação acrescentando palavras ou subdomínios ao de produção. A UF pode utilizar a mesma URL nos dois ambientes e diferenciá-los pelo parâmetro de ambiente, como prevê o Manual do QR Code, página 28.

Nem toda inconsistência de ambiente resulta em 395. Se o endereço estiver correto, mas o parâmetro de ambiente do QR divergir do XML, existe validação específica de parâmetro. Leia o retorno completo para não transformar um código em explicação genérica para qualquer defeito de configuração.

Como corrigir com segurança

  1. Preserve o XML rejeitado e seu retorno. Anote estabelecimento, UF, ambiente, versão do emissor e forma de emissão

  2. Extraia o conteúdo de qrCode do arquivo realmente transmitido. Compare com o que o sistema exibe no cadastro; pode haver configuração antiga em um caixa ou serviço intermediário

  3. Consulte a tabela oficial da própria UF e os avisos de mudança de URL. Confirme protocolo, domínio, caminho, ambiente e versão aplicável

  4. Atualize a origem do endereço no emissor ou componente, seguindo o procedimento compatível com sua versão. Se vários caixas utilizam cópias locais, confira cada ponto afetado

  5. Gere novamente o conteúdo correto, valide o XML e retransmita pelo fluxo do sistema. Depois, confira a autorização e a consulta do documento correspondente

Não use encurtador, página inicial da secretaria ou URL retirada de um exemplo antigo como substituto do serviço indicado. Um endereço abrir no navegador não comprova que seja o endereço previsto na validação.

A documentação técnica remete ao diretório de URLs do ENCAT. A tabela completa não pôde ser relida nesta consulta; por isso, este artigo não apresenta endpoints estaduais como se tivessem sido atualizados individualmente. Se a página estiver indisponível, obtenha a confirmação na documentação oficial da sua SEFAZ antes de mudar o endereço.

Por que o erro pode surgir depois de uma atualização

Considere uma situação hipotética: a retaguarda recebe a nova tabela de URLs, mas um caixa continua usando a cópia antiga. O estabelecimento passa a ter emissões com resultados diferentes, embora a venda e o cadastro fiscal estejam corretos. Nesse caso, é importante comparar as versões e a configuração efetiva de cada instalação.

A TOTVS documenta atualização de arquivo de URLs em um cenário Protheus e diferencia procedimentos de retaguarda e PDV. A Oobj orienta confrontar o endereço com o da SEFAZ. A Tecnospeed também direciona à correção do link. Esses materiais ajudam a localizar a configuração, mas seus exemplos de URL e menus não devem ser generalizados a outro estado ou produto.

Há ainda uma diferença documental: materiais antigos chamam a validação de facultativa. A NT 2026.002 a apresenta como obrigatória e conserva a observação histórica de opcionalidade até 01/11/2016. Essa data passada não é uma dispensa atual de conferir a URL.

Versão do QR não se corrige apenas trocando o endereço

A NFC-e possui leiautes v2 e v3 documentados na NT 2025.001 v1.03. A adoção exclusiva de v3 permanece anunciada para o futuro, sem data definida. Já a NF-e Tipo 2 tem exigência específica de v3. Não basta mudar o número da versão e conservar os parâmetros anteriores.

Na v3 normal, usam-se chave, versão e ambiente. Dia e valor total entram no fluxo offline, com os dados de identificação aplicáveis e assinatura. CSC, hash e DigestValue não viram parâmetros v3 por aparecerem em tabelas de mensagens ou exemplos de v2. A geração deve respeitar o leiaute completo. NT 2025.001 v1.03, seção 04

Para prevenir reincidência, registre a origem e a data da tabela utilizada, mantenha as instalações sincronizadas e teste cada combinação de UF, ambiente e emissão suportada. A correção termina com retorno de autorização conferido, não apenas com o desaparecimento de 395.

Base documental consultada em 10/10/2026, com PDFs preservados em 09/10/2026. O bloco ZX da NT 2026.002 registra testes em 01/07/2026 e produção em 03/08/2026. O adiamento de três regras específicas para 14/12/2026 não abrange esse bloco; datas documentais não garantem implantação uniforme em todas as UFs.

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