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NF-e e NFC-e

Rejeição 380: como conferir as leituras do encerrante

A rejeição 380 informa que a leitura final do encerrante não é maior que a inicial no item de combustível. Ela alcança tanto a NF-e, modelo 55, quanto a NFC-e, modelo 65. A correção exige recuperar as leituras do abastecimento e identificar o motivo da divergência; simplesmente aumentar o número final para conseguir…

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Capa ilustrada da ALRA: Rejeição 380: como conferir as leituras do encerrante.

A rejeição 380 informa que a leitura final do encerrante não é maior que a inicial no item de combustível. Ela alcança tanto a NF-e, modelo 55, quanto a NFC-e, modelo 65. A correção exige recuperar as leituras do abastecimento e identificar o motivo da divergência; simplesmente aumentar o número final para conseguir autorização produz uma informação sem suporte. [1]

Antes de mexer na nota, localize o item indicado no retorno e preserve os registros da automação. A leitura atual da bomba pode já incluir abastecimentos posteriores e não servir para reconstruir a operação rejeitada.

A comparação que provoca o retorno

A regra LA16-10, no MOC 7.0, Anexo I, é obrigatória para os dois modelos. Ela compara vEncFin com vEncIni, dentro de det/prod/comb/encerrante. O valor final precisa ser estritamente superior ao inicial: igualdade também provoca a rejeição. [1]

Esses campos são leituras do contador no início e no término do abastecimento. Não representam o total financeiro da venda. O leiaute admite até 12 dígitos inteiros e três casas decimais para cada leitura. Quando o grupo é informado, também exige identificação do bico e do tanque; a identificação da bomba é opcional.

A LA16-10 não fornece uma tolerância de arredondamento para aceitar leituras iguais. Também não estabelece, nesse texto, uma fórmula que obrigue a diferença entre encerrantes a ser copiada automaticamente para a quantidade comercial, tributável ou para bases do ICMS monofásico. A consistência dessas grandezas precisa ser analisada pelos seus próprios registros e regras.

Exemplos para entender a comparação

Os números seguintes são hipotéticos e servem apenas para conferir a lógica:

  • Inicial 48120.250 e final 48120.250: a diferença é zero; a condição da rejeição está presente

  • Inicial 48120.250 e final 48090.125: o final é menor; há uma diferença de menos 30.125, que exige investigar origem, ordem ou reinício do contador

  • Inicial 48120.250 e final 48150.375: o final é maior; a diferença aritmética é 30.125 e esse par não aciona, por si só, a LA16-10

O último par não comprova a autorização da nota nem determina sozinho a quantidade fiscal da venda. Outros campos e validações continuam existindo. Só utilize essas leituras se forem exatamente as registradas para o abastecimento em análise.

Por onde começar a investigação

  1. Confirme que o retorno pertence à tentativa transmitida, ao ambiente correto e ao item indicado.

  2. Leia vEncIni e vEncFin no XML efetivamente enviado. Compare-os com os valores da automação, sem depender apenas da tela do caixa.

  3. Identifique bico, tanque, bomba quando houver, produto e horário. Verifique se as duas leituras pertencem ao mesmo abastecimento.

  4. Confira a ordem dos campos. Uma integração pode trocar início e fim ou repetir o primeiro valor nas duas posições.

  5. Examine a transformação numérica. Perda de casas decimais, truncamento e tratamento incorreto do separador podem modificar o conteúdo transmitido.

  6. Investigue reinício real do contador, troca de equipamento ou outro evento operacional antes de definir a correção.

Essas são hipóteses de diagnóstico, não afirmações de que todo 380 tem a mesma causa. A equipe da pista pode confirmar o abastecimento; o suporte da automação verifica a coleta; a equipe do emissor examina o mapeamento. Ao separar as responsabilidades, evita-se uma alteração manual que mascara o defeito e reaparece na próxima venda.

Se os campos foram invertidos ou repetidos

Imagine que o registro original indique início 9200.500 e término 9218.750. A integração, porém, envie 9218.750 como inicial e 9200.500 como final. Confirmada a inversão por documentação da operação, corrija o mapeamento e gere a nota com os valores nas posições corretas.

A diferença do par verdadeiro é 18.250. Esse cálculo ajuda a verificar a transcrição, mas não autoriza criar a leitura final a partir de uma quantidade digitada no caixa. Também não é seguro inverter qualquer par decrescente automaticamente: se houve virada do contador, a causa e o tratamento são diferentes.

Quando os dois campos vierem iguais porque o sistema repetiu uma variável, recupere o valor ausente na fonte original. Se ele não estiver disponível, mantenha a ocorrência pendente e solicite análise técnica e fiscal. Não use um acréscimo simbólico de 0.001, nem leituras de outro abastecimento.

Quando o contador chega ao limite e volta a zero

O MOC traz orientação expressa para o encerrante que chega ao final e zera: o item correspondente deve informar o encerrante final com a representação “999...”, e deve ser incluído outro item a partir de encerrante inicial zero. A observação faz parte da LA16-10 e precisa ser considerada; um par decrescente não deve ser tratado sempre como digitação invertida. [1]

Essa representação não significa preencher literalmente reticências no XML. O sistema precisa representar o limite pertinente ao contador e ao leiaute, com base no equipamento e no evento comprovado. O manual não autoriza inventar uma capacidade padrão para todas as bombas.

Na prática, recupere o registro da passagem pelo limite e peça ao suporte que trate a divisão da operação conforme a orientação oficial. O responsável fiscal deve conferir a distribuição de quantidades, valores, tributos e total da venda entre os itens. Não duplique a cobrança nem conte duas vezes o mesmo abastecimento.

Se houve troca, manutenção ou reinício sem comprovação de esgotamento do contador, não aplique automaticamente essa observação. Registre o que aconteceu e obtenha o procedimento adequado para a ocorrência concreta. A regra documenta a virada pelo limite; não transforma qualquer redução de leitura em uma exceção genérica.

Relação com os demais dados de combustível

Retirar encerrante apenas para eliminar o 380 pode gerar outro problema. A LA11-10, rejeição 378, pode exigir o grupo nas condições previstas para NFC-e e, pela NT 2026.002 v1.11, para NF-e com DANFE Simplificado Tipo 2, tpImp=6, a critério da UF. A LA11-20, rejeição 379, limita o uso do encerrante na NF-e aos CFOPs documentados. [2]

As regras de tributação monofásica da NT 2023.001 v1.60 tratam de informações distintas. Não altere a situação tributária, o produto ANP ou a quantidade tributada apenas para fazer as leituras parecerem compatíveis. Corrija o erro comprovado, preservando os fatos da venda. [3]

Retransmissão e prevenção

Regere e assine o XML pelo emissor após corrigir a origem. Confira cada item que possui encerrante e só então retransmita. Analise o retorno de autorização vinculado à chave, pois superar essa comparação não garante que o restante do documento está correto.

Para prevenir repetição, teste igualdade, inversão, preservação de três casas decimais e virada do contador em homologação, com dados fictícios. Guarde a causa identificada e a alteração aplicada à integração. Não altere arquivos já autorizados nem use contingência como forma de evitar uma validação de conteúdo.

Fontes e revisão

Revisado em 10/10/2026. A LA16-10 consta como obrigatória; a ativação de cada ambiente não foi testada nesta análise documental.

  1. MOC 7.0, Anexo I, p. 25 e 98

  2. NT 2026.002 v1.11, p. 3, 13–14

  3. NT 2023.001 v1.60

Conferência prática: TecnoSpeed, Webmania e Brasil NFe. As orientações de preenchimento dependem das leituras reais e dos limites do texto oficial.

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