NF-e e NFC-e
Rejeição 372: confira os caracteres da identificação do estrangeiro
Atualizado em 10/10/2026
Atualizado em 10/10/2026
A rejeição 372 informa que a identificação do destinatário estrangeiro contém caracteres fora do conjunto admitido pela NF-e. A conferência começa no campo idEstrangeiro do XML, comparando seu conteúdo com o documento que realmente identifica o comprador. Alterar o nome do cliente, trocar sua nacionalidade ou colocar um CPF qualquer não resolve essa divergência de forma correta.
Há um detalhe importante: a regra permite alguns sinais de pontuação. Portanto, a orientação genérica de remover tudo que não seja letra ou número é incompleta e pode modificar uma identificação legítima. O objetivo é transmitir corretamente o documento, sem inventar outra identidade para conseguir autorização.
Qual campo e quais documentos são alcançados
A regra E03a-60, no MOC 7.0, página 83, alcança a autorização da NF-e modelo 55 e da NFC-e modelo 65. Ela examina idEstrangeiro quando informado e está indicada como obrigatória, sem exceção específica por UF ou ambiente nessa linha.
Isso não significa que todo estrangeiro deva ser tratado como destinatário situado no exterior. O leiaute contempla tanto a operação com o exterior quanto o comprador estrangeiro. A localização da operação, a condição do comprador e o documento de identificação precisam ser analisados separadamente. Uma compra presencial realizada por visitante estrangeiro não se transforma automaticamente em exportação.
O cStat deve ser lido com a mensagem e o serviço que o produziu. Este artigo trata da autorização de NF-e/NFC-e, e não de um código interno do cadastro do ERP ou de uma mensagem de consulta por QR Code. Preserve o retorno completo quando a tela resumir o erro apenas como “372”.
Pontuação permitida não é erro
O conjunto oficial admite algarismos, letras maiúsculas e minúsculas e estes sinais: dois-pontos, ponto, sinal de mais, hífen, barra e parênteses. Colchetes usados na apresentação do conjunto não fazem parte do identificador permitido. Espaços e sublinhados também não estão nessa relação.
Na descrição do campo E03a, o manual orienta usar passaporte ou outro documento legal que identifique a pessoa estrangeira. O leiaute admite conteúdo nulo ou identificação de 5 a 20 caracteres. Essa possibilidade técnica de conteúdo nulo não autoriza apagar um documento conhecido apenas para contornar uma inconsistência.
A Tecnospeed identifica o campo correspondente na integração. A Webmania mostra a conferência na identificação do cliente. Use essas orientações para localizar o dado no produto utilizado, mantendo o conjunto de caracteres e o alcance definidos oficialmente.
Compare documento, cadastro e XML
Separe três versões da informação: o documento apresentado pelo comprador, o cadastro comercial e o arquivo efetivamente transmitido. Elas podem ser diferentes mesmo quando a tela parece correta. Um campo importado de planilha pode carregar um espaço invisível; uma integração pode concatenar o país ao identificador ou inserir um separador não previsto.
Faça uma conferência dirigida:
Localize dest/idEstrangeiro no XML rejeitado
Confira se ali está a identificação, e não o nome, o país, o pedido ou um código interno de cliente
Compare cada caractere com o documento usado no cadastro
Procure espaços, quebras de linha, símbolos adicionais e pontuação transformada automaticamente
Revise o tamanho transmitido e eventuais cortes na integração
Ajuste a origem da divergência e gere novamente o XML para conferir o resultado
Não edite manualmente um arquivo já assinado e o envie como se fosse o mesmo documento íntegro. A correção deve passar pelo fluxo de geração e assinatura do emissor, preservando o histórico necessário para o diagnóstico.
Um exemplo sem alterar a pessoa
Imagine um teste com o identificador fictício ZX12/AB. A integração acrescenta um sublinhado para separar o código interno do cliente e transmite ZX12/AB_. O problema é o caractere que o sistema adicionou. A barra já pertence ao conjunto permitido e não deve ser retirada automaticamente.
Em outro cenário hipotético, a tela mostra um hífen comum, mas o texto copiado contém um travessão. Visualmente parecidos, são caracteres distintos. O suporte pode inspecionar o valor transmitido e identificar essa conversão. A correção exige confirmar a representação adequada do documento original, em vez de trocar sinais por tentativa.
Se o próprio documento possuir uma representação incompatível com o leiaute, peça orientação ao responsável fiscal e ao suporte do emissor. Não há, na E03a-60, autorização para criar um número substituto ou uma exceção geral por país.
Não confunda com outras rejeições do destinatário
O guia da Oobj ajuda a visualizar a localização do erro. Seu exemplo não deve ser utilizado como identificação de um cliente real, nem como licença para substituir uma sequência por outra.
A ausência da tag em uma operação exterior de NF-e pode envolver a rejeição 720. O uso de identificação estrangeira fora de operação exterior, sem atender à condição de consumidor final prevista na regra própria, pode envolver 721. Informar inscrição estadual junto de idEstrangeiro se relaciona à 925. Esses controles coexistem; corrigir os caracteres não confirma que os demais dados estejam corretos.
Não altere idDest, indFinal, endereço ou inscrição estadual apenas porque outro retorno apareceu depois. Cada mudança precisa corresponder à pessoa e à operação efetivas.
CNPJ com letras continua sendo CNPJ
A NT 2026.004 v1.01 adapta os campos de CNPJ ao formato alfanumérico. Isso não converte uma pessoa jurídica brasileira em estrangeira. Se um sistema antigo não aceita letras no CNPJ, a solução é adequar o sistema ao campo correto, sem transferir o cadastro para idEstrangeiro.
A conferência termina quando o identificador fiel chega ao XML no formato permitido, o contexto do destinatário permanece correto e a nova resposta foi verificada. Se a rejeição persistir, encaminhe ao suporte o XML, o retorno, modelo, UF, ambiente e versão do emissor, protegendo o documento pessoal em canais apropriados.