NF-e e NFC-e
Rejeição 370: processo do Fisco com tipo de emissão incompatível
A rejeição 370 ocorre quando o documento indica emissão avulsa pelo Fisco e apresenta um tipo de emissão incompatível com esse processo. O diagnóstico exige comparar procEmi e tpEmis. Alterar apenas a contingência, sem verificar quem realmente gerou a nota, pode encobrir uma configuração errada.
A rejeição 370 ocorre quando o documento indica emissão avulsa pelo Fisco e apresenta um tipo de emissão incompatível com esse processo. O diagnóstico exige comparar procEmi e tpEmis. Alterar apenas a contingência, sem verificar quem realmente gerou a nota, pode encobrir uma configuração errada.
A mensagem atual é “Processo de emissão pelo Fisco com Tipo de Emissão inválido”. Alguns sistemas ainda exibem a descrição antiga, “Nota Fiscal Avulsa com tipo de emissão inválido”. O contexto aqui é a autorização da NF-e/NFC-e. Registre o XML transmitido, o retorno individual, o modelo, a UF, o ambiente e o endereço do serviço utilizado.
Processo e tipo de emissão são informações diferentes
ProcEmi informa o processo usado para produzir a nota. Os valores 1 e 2 pertencem à emissão avulsa: pelo Fisco, ou pelo contribuinte com seu certificado no site do Fisco. Um ERP empresarial não se torna emissor do Fisco porque transmite documentos à Sefaz.
TpEmis informa a forma de emissão, como normal ou uma modalidade específica de contingência. A tag correta possui o “s” final: tpEmis. Ela não deve ser confundida com tpAmb, que separa homologação e produção, nem com tpImp, relacionado ao documento auxiliar.
Uma configuração copiada entre produtos pode misturar esses conceitos. O resultado é um XML que declara duas condições que não funcionam juntas, mesmo que cada campo, isoladamente, contenha um número reconhecido pelo sistema.
A regra completa e a exceção de Santa Catarina
A B26-30 do MOC, identificada para modelos 55/65, rejeita procEmi=1/2 quando tpEmis é diferente de 1, 6 ou 7. Portanto, a regra-base contempla emissão normal e SVC. Não é correto reduzi-la à frase “avulsa aceita somente emissão normal”. MOC 7.0, página 78
Isso não libera SVC indiscriminadamente. A modalidade precisa ser suportada pelo modelo e pelo serviço utilizado, com a contingência adequada à UF. Trocar o número do campo, mantendo o envio ao autorizador inadequado, pode gerar outra rejeição.
Existe ainda uma exceção expressa: para Santa Catarina, a NT 2023.002 v1.01 acrescentou tpEmis=9, contingência off-line da NFC-e. A mesma nota técnica excepcionou a B26-50 para procEmi=1/2 nessa UF. O cronograma indicou homologação até 19/01/2026 e produção até 02/02/2026. Trata-se de previsão documental específica, não de permissão geral para todas as UFs ou todos os modelos. NT 2023.002 v1.01, páginas 4, 6 e 8
Guias que mandam fixar tpEmis=1 em qualquer ocorrência deixam de fora esses caminhos. Para uma NFC-e avulsa catarinense legitimamente emitida off-line, mudar para normal pode descaracterizar a emissão original.
Um roteiro para localizar a causa
Confirme que o retorno 370 pertence à tentativa analisada. Filas e retransmissões podem misturar documentos antigos e configurações novas
Confira procEmi no XML. Se o negócio usa aplicativo próprio, investigue por que o arquivo declara processo 1 ou 2
Se a emissão avulsa é legítima, identifique a forma realmente utilizada: normal, SVC aplicável ou a exceção catarinense da NFC-e
Compare tipo de emissão, modelo, UF, ambiente e serviço de destino. Não teste números de contingência aleatoriamente
Verifique se houve atualização do emissor, importação de configuração ou troca de componente fiscal antes do erro
Corrija na origem e gere o arquivo novamente pelo fluxo autorizado. Confira chave, assinatura e resposta, evitando edição manual de XML já assinado
O tipo de emissão integra a chave de acesso. Uma alteração pode exigir sua recomposição e novo dígito verificador pelo emissor. Por isso, é importante preservar a tentativa anterior e consultar a situação se houver incerteza sobre autorização. Corrigir um parâmetro não dispensa o controle para evitar duplicidade.
Três exemplos de decisões diferentes
Imagine uma empresa fictícia que usa ERP próprio e habilita contingência após uma falha de comunicação. O sistema gera procEmi=1 por um mapeamento incorreto. O ajuste principal é fazer o documento refletir o processo verdadeiro; não inserir informações de agente fiscal para combinar com a configuração equivocada.
Em outro exemplo, um serviço estadual de avulsa gera NF-e com tpEmis=4. Essa combinação não está entre as permitidas pela B26-30 para procEmi=1/2. A equipe do serviço deve verificar o fluxo adotado. Registrar EPEC não transforma automaticamente essa avulsa em documento compatível.
Por fim, uma NFC-e avulsa de Santa Catarina apresenta tpEmis=9 e recebe 370. Antes de descaracterizar a contingência, o responsável deve conferir a aplicação da exceção, o ambiente, o modelo e a versão do autorizador. O retorno pode justificar análise do suporte estadual com as evidências da tentativa; não prova sozinho que a regra especial deixou de existir.
NFF, PAA e DANFE Simplificado Tipo 2
TpEmis=3 passou a identificar a Nota Fiscal Fácil; referências antigas a SCAN não devem orientar novas configurações. A NFF possui aplicativo, solicitação e validações próprios. Não é uma opção genérica para contornar rejeições de nota avulsa. NT 2021.002 v1.12
O PAA utiliza procEmi=4 e tem regras próprias de assinatura, autorização, modelo e série. A NT 2026.001 v1.02b apresenta produção prevista em 05/10/2026, mas o uso depende do fluxo habilitado e das condições do provedor. A empresa não deve mudar para PAA apenas para sair da condição procEmi=1/2.
A NT 2026.002 trata também da emissão off-line da NF-e com DANFE Simplificado Tipo 2. Essa possibilidade não deve ser interpretada como dispensa automática da B26-30 para avulsas. Cada regra tem suas condições; o enquadramento em uma delas não elimina as demais. NT do PAA e NT 2026.002 v1.11
Como evitar repetição
Mantenha separados os parâmetros de processo, contingência, impressão e ambiente. Teste suas combinações permitidas após atualizações e registre quem pode alterá-las. O CNPJ alfanumérico exige atualização de schemas e validações cadastrais, mas não modifica por si só os valores de procEmi ou tpEmis.
Se o novo retorno for 369, investigue o grupo avulsa; se for 451, a compatibilidade da série; se for 571, o certificado de transmissão do fluxo fiscal. Não substitua certificados nem invente dados para superar essas etapas. A correção está concluída somente quando o documento pretendido recebe o resultado adequado e o sistema guarda seu protocolo.
Fontes e atualização
Conferência documental em 10/10/2026. Leitura prática comparada: TecnoSpeed, Dynamicca e Berga.App. A recomendação simplificada de emissão normal foi confrontada com as exceções oficiais acima.