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NF-e

Rejeição 345: a chave da exportação indireta também precisa constar nas referências da NF-e

A rejeição 345 aparece quando uma chave informada no detalhe de exportação indireta não consta como NF-e referenciada no documento. Preencher somente a ficha do produto pode ser insuficiente: o vínculo precisa chegar ao grupo fiscal correto no XML.

Blog ALRA
Capa ilustrada da ALRA: Rejeição 345: a chave da exportação indireta também precisa constar nas referências da NF-e.

A rejeição 345 aparece quando uma chave informada no detalhe de exportação indireta não consta como NF-e referenciada no documento. Preencher somente a ficha do produto pode ser insuficiente: o vínculo precisa chegar ao grupo fiscal correto no XML.

O caminho de correção é identificar a NF-e verdadeira ligada ao item, conferir a referência geral e regenerar o documento. Escrever a chave em observações, mudar o nome de uma aba ou selecionar uma nota qualquer não substitui essa conferência.

Dois lugares com funções diferentes

A regra I54-40 do MOC 7.0, página 96 pertence à autorização da NF-e modelo 55. Ela verifica se a chave de exportInd/chNFe consta como NF-e referenciada.

Na prática, compare dois pontos do XML:

  • det/prod/detExport/exportInd/chNFe, que vincula a origem no detalhamento do item

  • ide/NFref/refNFe, que registra a referência completa no documento

O mesmo conteúdo nesses dois locais tem funções complementares. Isso não configura, por si só, a duplicidade da rejeição 344, que trata de repetição de chNFe dentro do mesmo item.

A I54-40 é facultativa. A SEF-MG a marca como validada em sua tabela, sem que essa evidência comprove ativação universal. Confira UF, ambiente e versão do sistema quando houver diferença entre testes e produção.

Qual nota deve ser referenciada

O leiaute do grupo de exportação descreve chNFe como a NF-e recebida com fim específico de exportação. No caso de CFOP 3.503, deve ser usada a NF-e que efetivou a exportação.

Essa identificação importa antes de copiar a chave para o cabeçalho. Se o item já aponta para a nota errada, repetir o erro em outro campo não regulariza a operação. Confira mercadoria, emitente e documentos de origem com a área responsável pelo processo.

Quando vários itens usam uma mesma NF-e de origem, verifique a lista geral existente antes de acrescentar outra ocorrência idêntica. O objetivo é garantir a presença do vínculo, sem criar repetições desnecessárias em NFref, que possui suas próprias validações.

Por que a tela pode parecer correta

Alguns sistemas mantêm separadas a informação comercial, a referência fiscal geral e a referência por item. Um operador pode preencher a chave em “documentos relacionados”, mas o integrador enviá-la apenas em informação adicional ou em outro grupo.

A Omie demonstra o preenchimento em detalhes da exportação e em notas fiscais relacionadas. É uma indicação operacional para aquele produto; a origem correta da chave deve seguir o MOC, pois a explicação comercial do artigo mistura papéis das notas.

A TOTVS, para Logix, documenta um caso de entrada em que a configuração gera referência por item em vez de NFref. Não aplique os parâmetros daquele exemplo a qualquer emissor. O ensinamento útil é conferir o grupo realmente produzido depois da alteração.

Passo a passo para tratar a 345

  1. Separe o retorno original e o XML da tentativa rejeitada

  2. Liste as chaves de exportInd por item e confirme sua relação com a operação

  3. Compare essas chaves com as referências gerais já presentes em NFref

  4. Inclua ou corrija o vínculo faltante no cadastro próprio do emissor, evitando duplicatas

  5. Regere o XML e verifique se o conteúdo completo aparece no grupo esperado

  6. Reenvie após resolver qualquer tentativa anterior sem resultado conclusivo e acompanhe a resposta individual

A NS Tecnologia ilustra justamente a diferença entre ter chNFe no detalhe de exportação e ter refNFe no grupo de documentos referenciados. O exemplo deve orientar a localização, sem copiar a chave publicada para uma nota real.

Exemplo: o vínculo ficou apenas no produto

Uma comercial exportadora fictícia importa corretamente a NF-e recebida e distribui as mercadorias pelos itens da exportação. Porém, a rotina não alimenta a lista geral de referências. O XML possui chNFe no item, mas falta a referência correspondente no cabeçalho.

A equipe confere que aquela é a origem correta e inclui a referência completa. Não altera quantidades, CFOP, destinatário ou finalidade, porque esses dados já descrevem a operação real. Depois verifica o XML regenerado e confirma que o sistema não colocou a chave apenas no texto de informações adicionais.

Se o problema atingir vários documentos, a correção deve alcançar o mapeamento da integração. Preencher a tela manualmente em cada emissão aumenta o risco de deixar alguma chave sem vínculo ou selecionar a origem errada.

refNFeSig não é uma solução automática

A NT 2022.003 v1.11, página 5 criou refNFeSig para referência com código numérico zerado, preservando sigilo em hipóteses próprias. A referência completa continua obrigatória em devoluções, complementares e quando a legislação exigir.

Esse mecanismo tem controles específicos, inclusive de finalidade e UF. A documentação consultada não estabelece uma substituição automática de refNFe por refNFeSig para solucionar a I54-40. Não zere parte de chNFe nem altere a chave original para tentar fazer os dois grupos coincidirem. Havendo um cenário legítimo de sigilo, confirme o tratamento com o responsável fiscal e o fornecedor do emissor antes da transmissão.

A referência por item DFeReferenciado também possui finalidade própria. Uma atualização de leiaute não permite presumir que qualquer chave posicionada nesse grupo atende à exportação indireta. Verifique a regra, o cronograma e a operação alcançada pela mudança.

Referências e mudanças de 2026

A NT 2026.002 v1.11, página 9 mantém controles separados para documentos referenciados. A BA02-35 retorna 679, possui condições próprias e prevê produção em 14/12/2026; não redefine a rejeição 345. A NFC-e e a NF-e com DANFE Simplificado Tipo 2 também sofrem restrições específicas de referenciamento e operação.

Preserve as 44 posições das chaves verdadeiras. A NT 2026.004 adapta os campos ao CNPJ alfanumérico, portanto retirar letras indiscriminadamente pode quebrar o vínculo. Ao terminar, confirme a autorização e guarde o protocolo junto aos documentos de origem. O desaparecimento da 345, sozinho, não comprova a conclusão do processo.

Referência de atualização: 10/10/2026. Escopo: autorização de NF-e modelo 55, regra I54-40, conforme UF, versão e ambiente.

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