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Rejeição 342: como conferir a chave da exportação indireta sem inventar um DV

A rejeição 342 aponta uma falha no dígito verificador da chave informada no grupo de exportação indireta de um item da NF-e. O primeiro passo é recuperar a chave do documento fiscal verdadeiro e compará-la com o conteúdo enviado. Alterar apenas o último caractere para fazer uma conta fechar pode criar a identificação…

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Capa ilustrada da ALRA: Rejeição 342: como conferir a chave da exportação indireta sem inventar um DV.

A rejeição 342 aponta uma falha no dígito verificador da chave informada no grupo de exportação indireta de um item da NF-e. O primeiro passo é recuperar a chave do documento fiscal verdadeiro e compará-la com o conteúdo enviado. Alterar apenas o último caractere para fazer uma conta fechar pode criar a identificação de uma nota que nunca existiu.

Para a empresa, a diferença é importante: uma chave matematicamente consistente ainda pode pertencer à operação errada. A correção precisa preservar o vínculo entre a mercadoria exportada e sua origem documental.

Qual campo provoca a rejeição

A regra I54-10 do MOC 7.0, página 95 pertence à autorização da NF-e modelo 55. Ela examina chNFe dentro de exportInd, que fica no detalhamento de exportação do produto: det/prod/detExport/exportInd/chNFe.

Não é uma ordem para recalcular o cDV da NF-e que está sendo emitida. Também não é a validação de uma chave enviada numa consulta pública ou num evento. Antes de alterar o sistema, confira o serviço, a mensagem completa e o XML da tentativa rejeitada.

A I54-10 é facultativa. Isso significa que sua execução depende do autorizador e da UF, não que a empresa possa escolher informar uma chave incorreta. A tabela oficial da SEF-MG marca essa regra como validada. É evidência específica de Minas Gerais, sem comprovar o funcionamento de todas as demais unidades federadas ou de cada ambiente.

De qual nota deve vir a chave

O leiaute oficial, página 20, descreve chNFe como a chave da NF-e recebida com fim específico de exportação. Há uma particularidade expressa: na operação com CFOP 3.503, deve ser informada a chave da NF-e que efetivou a exportação.

Assim, pedir genericamente “a nota de exportação” pode trazer o documento errado. O faturamento deve informar ao responsável pela documentação qual item e qual operação estão sendo tratados. Conferir emitente, mercadoria e relação com a operação ajuda a evitar uma troca de chaves que elimina a 342 e deixa um vínculo fiscal incorreto.

Os CFOP 3.503 e 7.501 aparecem na regra vizinha que cobra a presença do grupo. Eles não são uma autorização para ignorar a integridade da chave quando o grupo já foi informado em outra situação aplicável. Tampouco a exceção da NF-e complementar prevista naquela regra vizinha dispensa automaticamente a I54-10.

Roteiro de correção

  1. Guarde o retorno da SEFAZ e identifique o item com exportInd. Se a mensagem não indicar o item, confira todas as ocorrências desse grupo

  2. Obtenha o XML autorizado da NF-e de origem por um canal legítimo já utilizado pela empresa

  3. Compare a chave completa com o conteúdo efetivamente gravado em chNFe. Confira truncamentos, troca de caracteres, espaços inseridos e conversões feitas na importação

  4. Corrija o cadastro ou vínculo no emissor, gere outro XML e confirme que a alteração chegou ao item certo

  5. Reenvie pelo fluxo normal do sistema e acompanhe o resultado individual da nota

A Dynamicca mostra a localização do campo no XML. Seu exemplo é antigo e descreve chave numérica; use-o para localizar a informação, não como modelo de dados atual a copiar.

O manual da Microdata, páginas 9–10, também orienta a buscar a chave correta com o responsável e a gerar novamente o documento após o ajuste. Os nomes de menus daquele sistema não são universais.

Um exemplo sem criar chave fictícia

Uma comercial exportadora importa o cadastro de uma nota recebida. Na planilha intermediária, a coluna da chave foi tratada como número e perdeu precisão. O emissor monta o grupo de exportação usando o valor alterado e recebe 342.

A equipe compara o XML recebido com o XML rejeitado e encontra a diferença. A solução é restaurar integralmente a chave verdadeira e corrigir a importação para guardar a identificação como texto. Não basta digitar outro DV nem acrescentar zeros até completar o tamanho esperado.

A conferência deve alcançar os demais itens que passaram pela mesma rotina. Se a origem do defeito está no integrador, corrigir apenas uma nota deixa a falha pronta para reaparecer no próximo pedido.

Atenção ao CNPJ alfanumérico

A chave mantém 44 posições. A NT 2026.004 v1.01, página 7 atualiza chNFe do grupo de exportação para tipo caractere, no contexto do CNPJ alfanumérico.

Por isso, uma orientação genérica para “deixar somente números” pode corromper um documento legítimo no leiaute correspondente. Preserve letras e zeros válidos da origem. Peça ao fornecedor do emissor que confira a versão do schema e o algoritmo aplicável antes de atribuir o problema ao fornecedor da mercadoria.

A Berga reúne causas operacionais como cópia incompleta e digitação manual. A utilidade dessas hipóteses não dispensa a definição oficial de qual NF-e deve ser vinculada, especialmente no CFOP 3.503.

O que conferir depois

Superar o teste de DV não prova existência, autorização ou adequação comercial da nota referida. Há verificações próprias para modelo incorreto, repetição da chave no mesmo item, falta de referência geral e quantidades incompatíveis. Se surgir outra mensagem, leia a nova causa em vez de concluir que a primeira correção falhou.

A NT 2026.002 trata também de DANFE Simplificado Tipo 2 e de referências documentais, mas não converte essa validação de exportação em alerta nem estende a 342 à NFC-e. Não mude tipo de emissão, destino ou finalidade da operação para tentar escapar da análise.

Se algum envio anterior ficou sem resultado conclusivo, consulte sua situação antes de transmitir novamente. Encerre o tratamento somente com o retorno individual confirmado e, quando autorizado, o protocolo preservado. Uma nota rejeitada não deve ser tratada como documento autorizado para a operação.

Referência de atualização: 10/10/2026. Escopo: autorização de NF-e modelo 55, regra I54-10, observadas UF, versão e ambiente.

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