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NF-e e NFC-e

Rejeição 325: como conferir o CPF autorizado para download do XML

A rejeição 325 aponta um CPF inválido na autorização de acesso ao XML. Esse CPF pode pertencer a um contador ou a outra pessoa legitimamente autorizada. Há também uma aplicação específica no evento de transportador. A primeira providência é localizar o serviço e o campo que produziram a resposta, antes de mexer no…

Blog ALRA
Capa ilustrada da ALRA: Rejeição 325: como conferir o CPF autorizado para download do XML.

A rejeição 325 aponta um CPF inválido na autorização de acesso ao XML. Esse CPF pode pertencer a um contador ou a outra pessoa legitimamente autorizada. Há também uma aplicação específica no evento de transportador. A primeira providência é localizar o serviço e o campo que produziram a resposta, antes de mexer no cadastro do cliente.

Na autorização da nota, a regra GA03-10 do MOC 7.0, página 88 alcança autXML/CPF nos modelos 55 e 65. O manual inclui CPF zerado, nulo, sequências de algarismos iguais e dígito de controle inválido. Não se trata, por esse código isolado, de uma consulta sobre dívida, situação fiscal ou capacidade do titular.

O CPF certo precisa estar no campo certo

O CPF em autXML identifica uma pessoa autorizada a acessar o arquivo. Ele não é necessariamente o CPF do destinatário, do emitente ou de quem opera o caixa. O leiaute da nota prevê 11 posições numéricas para esse campo, preservando zeros iniciais e sem a pontuação usada na apresentação do documento.

Se o autorizado é um escritório identificado por CNPJ, não reduza seu identificador para caber no campo CPF. Se é uma pessoa física, não complete seu CPF para convertê-lo em CNPJ. Cada tipo tem campo e validação próprios. A existência do CNPJ alfanumérico não mudou o CPF para um formato com letras.

A validade matemática também não comprova identidade ou autorização. Um número que passa no verificador pode pertencer a outra pessoa. Por isso, a correção deve partir de informação confirmada pelo titular ou pelo responsável autorizado pelo cadastro, sem usar geradores de documentos ou identificadores encontrados na internet.

Onde procurar a origem do erro

O campo pode ser preenchido automaticamente. É comum o responsável pelo faturamento corrigir a nota enquanto os parâmetros da empresa continuam alimentando a informação antiga. Compare o cadastro do autorizado, a configuração contábil e o XML da tentativa rejeitada.

A Sankhya orienta verificar os dados do contador vinculados à empresa. A Alterdata indica que a informação pode estar em mais de um cadastro. Esses procedimentos ajudam a encontrar a origem; não significam que toda ocorrência da 325 seja obrigatoriamente causada pelo contador.

Considere uma migração em que o CPF foi tratado como número e perdeu um zero inicial. O cadastro visual pode aplicar uma máscara e esconder a diferença, enquanto a integração envia menos caracteres. O suporte deve corrigir o armazenamento e a geração a partir do CPF verdadeiro. Acrescentar números sem confirmação apenas troca um erro por outro.

Em outro cenário, um campo opcional foi exportado como sequência zerada. A equipe deve verificar se existe pessoa que deva ser indicada e se o grupo é exigido naquela situação. Não se deve preencher um CPF arbitrário para satisfazer a tela.

Um procedimento seguro de correção

  1. Separe o retorno completo e identifique se ele veio da autorização da NF-e/NFC-e ou do registro de evento. Preserve os registros da tentativa.

  2. Na autorização da nota, localize todas as ocorrências de infNFe/autXML/CPF. Não procure apenas dest/CPF.

  3. Confira o tipo de documento, os 11 algarismos e os verificadores com o cadastro confirmado. Investigue truncamento, pontuação indevida e conversões da integração.

  4. Corrija a origem usada pelo emissor e reaplique os dados à nota rejeitada. Se o acesso não for devido, avalie a retirada da ocorrência com o responsável fiscal, considerando a UF.

  5. Gere novamente o XML, confira o valor resultante e deixe o programa assinar o documento corrigido.

  6. Confirme o resultado final. Se houver uma tentativa de situação desconhecida, consulte-a antes de retransmitir.

O procedimento da Desoft7 destaca a volta à nota após a alteração do cadastro do contabilista. O ponto prático é importante: corrigir o registro principal não garante que documentos já preparados sejam atualizados.

Não transforme a correção em exclusão indiscriminada de acesso. O MOC admite até dez ocorrências de autXML na nota, com CPF ou CNPJ em cada ocorrência, e prevê controles estaduais específicos de identificação da contabilidade para NF-e. Quem deve permanecer na lista depende da finalidade legítima e das exigências aplicáveis, não da conveniência de eliminar uma mensagem.

A 325 também pode vir de um evento

A NT 2020.007 v1.40, página 10 usa o mesmo código na regra P25-10 do evento 110150, Ator Interessado na NF-e, recebido no Ambiente Nacional. Nesse contexto, a verificação de CPF zerado ou com dígito inválido recai sobre detEvento/autXML/CPF, e a correção pertence ao evento.

Na página 9, a validação J02f admite modelos 55 e 65 na chave, substituindo a restrição antiga ao modelo 55. Essa aceitação documental não garante funcionamento do evento em cada ambiente nem disponibilização de NFC-e no serviço nacional de distribuição.

Esse serviço é voltado ao acesso de transportadores da operação. Há condições próprias para emitente, destinatário e transportador contratado, incluindo modalidade de frete, permissões para indicar outros transportadores e validações cadastrais. A NT prevê um autorizado por evento e prazo de seis meses após a autorização da NF-e. Não é uma autorização genérica para qualquer prestador de serviços.

Se a nota já foi autorizada, uma rejeição do evento não desfaz essa autorização. Não altere o XML autorizado nem crie outra nota como resposta automática. Verifique a identidade legítima do transportador e ajuste a mensagem do evento, sem mudar o autor ou emprestar certificado para contornar as verificações.

As rejeições de repetição também são diferentes: na autorização da nota, CPF do destinatário em autXML corresponde à 326; no evento de transportador, indicar o próprio destinatário como autorizado está associado à 422. A validade do CPF e o papel da pessoa são conferências distintas.

Proteja o acesso ao arquivo fiscal

O serviço NFeDistribuicaoDFe segue a NT 2014.002 v1.40. Ele exige autenticação compatível e possui condições de distribuição, disponibilidade e consulta. Incluir uma pessoa em autXML não garante acesso irrestrito a todas as notas da empresa, não dispensa certificado e não constitui autorização genérica de distribuição de NFC-e.

Se o problema persistir, envie ao suporte apenas as informações necessárias, por canal seguro: serviço, ambiente, retorno e localização do campo. Não publique CPF, XML ou credenciais em fóruns. O objetivo é corrigir uma informação confirmada e a rotina que a gerou, preservando a privacidade de todos os participantes.

Referência documental: 09/10/2026. Conferir versão, UF e ambiente; a análise das regras não comprova sua ativação uniforme em todos os autorizadores.

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