NF-e e NFC-e
Rejeição 289 na consulta de status: UF incompatível com o serviço
A rejeição 289, “Código da UF informada diverge da UF solicitada”, exige conferir o estado indicado no pedido de consulta de status e o Web Service que recebeu esse pedido. O diagnóstico deste artigo é o NfeStatusServico. Não se trata, por si só, de uma divergência entre o endereço do cliente e o do emitente em uma…
A rejeição 289, “Código da UF informada diverge da UF solicitada”, exige conferir o estado indicado no pedido de consulta de status e o Web Service que recebeu esse pedido. O diagnóstico deste artigo é o NfeStatusServico. Não se trata, por si só, de uma divergência entre o endereço do cliente e o do emitente em uma nota fiscal.
Essa distinção muda a solução. Se a mensagem surgiu ao clicar em “testar SEFAZ” ou durante uma verificação automática do emissor, alterar CFOP, tributação, município do destinatário ou chave da nota não corrige o direcionamento dessa consulta. Primeiro é preciso encontrar o pedido que gerou o retorno.
O que o código 289 realmente verifica
O MOC 7.0, páginas 85 e 86, descreve o serviço de consulta de status e sua regra K02. A rejeição ocorre quando o código da UF consultada difere da UF do Web Service.
A mensagem de entrada, consStatServ, contém a versão, tpAmb, cUF e xServ. O campo cUF representa o código numérico da UF consultada; xServ identifica a operação STATUS. O ambiente é indicado por tpAmb, com 1 para produção e 2 para homologação.
Não existe um campo mod nesse pedido. Para NF-e ou NFC-e, o suporte deve conferir a configuração e o endereço do serviço correspondente ao contexto utilizado. O número 289, sozinho, não comprova qual modelo estava configurado nem autoriza introduzir mod no XML.
Um exemplo de falha de configuração
Imagine uma empresa com filiais em dois estados. Uma atualização reaproveita a tabela de serviços de uma filial, mas conserva o código da UF da outra no pedido de status. A comunicação chega ao servidor, porém as informações de direcionamento não são compatíveis.
Nesse cenário hipotético, a empresa pode interpretar a tela vermelha como indisponibilidade geral da SEFAZ e interromper o faturamento sem necessidade. O retorno 289 orienta a investigar a composição e o destino do pedido. Ele não é a mesma mensagem que informa paralisação do processamento.
A correção precisa alinhar o estado que se deseja consultar à rota oficial adequada. Não consiste em escolher qualquer UF que responda “serviço em operação”, pois uma resposta de outro destino não esclarece a situação que a empresa precisava verificar.
O que conferir com o suporte
Localize o retorno completo, com cStat, xMotivo, data e horário. Confirme o nome do serviço e preserve a mensagem de entrada correspondente.
Confira o cUF efetivamente enviado. Compare-o com a UF que a rotina deveria consultar, utilizando a tabela oficial de códigos.
Identifique o endereço exato acessado. Verifique se ele é de consulta de status, se atende à UF e se corresponde ao contexto fiscal configurado.
Confira tpAmb e o destino de produção ou homologação. A divergência de ambiente tem validação própria, associada ao código 252, e precisa ser investigada separadamente.
Verifique configurações herdadas de outra filial, parâmetros globais e tabelas de endereços desatualizadas. Trate essas possibilidades como hipóteses a confirmar pelos registros.
Ajuste a inconsistência comprovada, execute nova consulta e leia o resultado completo. Não considere resolvido apenas porque o aviso anterior desapareceu.
A documentação da TecnoSpeed mostra uma função de consulta de status sem parâmetros na chamada. Isso reforça a importância de investigar também a configuração já carregada pelo componente, e não somente o botão acionado pelo usuário.
O que uma resposta de status permite concluir
O processamento descrito no MOC pode resultar em erro ou retornar situações como 107, serviço em operação; 108, paralisação temporária; e 109, paralisação sem previsão. Essas respostas precisam ser lidas no serviço e no ambiente consultados.
O código 107 não é autorização de uma nota. Para confirmar uma operação fiscal, é necessário verificar seu próprio processamento e protocolo. Também não se deve concluir que todos os serviços da SEFAZ ou do Ambiente Nacional estão funcionando porque uma consulta específica respondeu normalmente.
A documentação do NFePHP alerta que a consulta de status pode responder normalmente durante dificuldades operacionais. Use o resultado como evidência delimitada, junto dos retornos reais da operação que está apresentando falha.
A documentação da ACBrLib separa os retornos da função das informações de status recebidas. Portanto, peça ao suporte que diferencie uma chamada executada pela biblioteca da resposta fiscal contida em cStat e xMotivo. Um retorno técnico de execução não deve ser apresentado como autorização da nota.
Status de autorização e outros serviços
Uma discussão técnica do Projeto ACBr aborda a confusão entre consultar o status estadual e verificar o serviço de distribuição de documentos. A conclusão útil é não presumir equivalência entre serviços diferentes. As mensagens e os destinos precisam ser analisados individualmente.
Por isso, não troque o código da UF por um código de órgão encontrado em um exemplo de manifestação ou distribuição. Nem use uma consulta de status como prova de que o download de documentos ou o registro de um evento terá sucesso.
O código 265 também pode parecer semelhante, mas pertence à consulta cadastral NfeConsultaCadastro e compara a sigla da UF naquele pedido. Já 289 envolve o código numérico da UF no NfeStatusServico. Aplicar a solução de um ao outro sem identificar a mensagem pode introduzir novos erros.
Reteste com controle
O MOC orienta aplicativos que mantêm consultas permanentes de status a respeitar intervalo mínimo de três minutos entre consultas. Um erro de configuração não é resolvido pressionando o botão repetidamente ou criando uma rotina de tentativas contínuas.
Depois do ajuste, registre o destino, a UF, o ambiente e o retorno obtido. Em sistemas com várias empresas, confirme que a correção não alterou indevidamente as demais filiais. Se persistir uma divergência com pedido e rota aparentemente corretos, encaminhe os registros ao fornecedor do sistema e, quando necessário, à SEFAZ responsável.
Não acione contingência automaticamente apenas por receber 289. A adoção de uma modalidade de contingência exige seus próprios requisitos e a avaliação do contexto real. O objetivo imediato é tornar a consulta coerente e, então, avaliar o funcionamento do serviço e a situação das notas pendentes.
Base documental conferida em 9 de outubro de 2026. Endereços, ambientes e atendimento por UF devem ser confirmados na documentação oficial aplicável.