NF-e e NFC-e
Rejeição 279: como corrigir município e UF do local de entrega
A rejeição 279 informa que o código municipal do local de entrega é incompatível com a UF registrada naquele endereço. Para resolver, confirme o destino físico da mercadoria e ajuste os dados que compõem o grupo entrega. Mudar o estado para combinar com um código escolhido por engano pode distorcer a operação e…
A rejeição 279 informa que o código municipal do local de entrega é incompatível com a UF registrada naquele endereço. Para resolver, confirme o destino físico da mercadoria e ajuste os dados que compõem o grupo entrega. Mudar o estado para combinar com um código escolhido por engano pode distorcer a operação e afetar outras validações.
O código tratado aqui pertence ao serviço de autorização de NF-e e NFC-e. Confira a mensagem completa, o modelo do documento e o retorno da tentativa rejeitada. A identificação do problema depende desse conjunto, não apenas de um número mostrado no painel do emissor.
A comparação acontece dentro do endereço de entrega
A regra G07-30 se aplica quando o grupo entrega está informado e entrega/UF é diferente de EX. Ela confronta as duas primeiras posições de entrega/cMun com o código numérico correspondente à UF do mesmo local. O MOC 7.0, página 88 a descreve como obrigatória na especificação dos modelos 55 e 65.
Portanto, a 279 não exige que a entrega esteja no estado do emitente. Também não exige que o endereço físico de recebimento seja igual ao endereço cadastrado do destinatário. Ela exige coerência entre o município e o estado informados no grupo que descreve a entrega.
A rejeição 278 corresponde a um código municipal inexistente. A 279 verifica a relação com a UF. Um município verdadeiro de outro estado pode produzir a segunda situação. Corrigir apenas a grafia de xMun não resolve se cMun e UF continuarem incompatíveis. Também pode haver erro cadastral sem essa rejeição: um código de outra cidade da mesma UF conserva o prefixo esperado. Verifique o município completo, mesmo depois de eliminar a divergência.
Use o endereço verdadeiro para escolher a correção
Suponha que a mercadoria deva chegar a Vitória, Espírito Santo. O código municipal confirmado pelo IBGE é 3205309. O prefixo 32 corresponde a ES. Se o XML combinar esse código com UF MG, o grupo estará inconsistente.
Se o local real é Vitória, a correção deve conservar esse município e informar ES. Mas, se os documentos indicarem que a entrega ocorre em um município mineiro, não será correto alterar a UF para ES. Será necessário identificar a cidade verdadeira em Minas Gerais e usar o código correspondente. A rejeição mostra que os dados não combinam; ela não escolhe qual informação está errada.
Esse cuidado evita um ajuste aparentemente simples que mude o estado de destino sem autorização ou fundamento. Antes de editar, confira pedido, endereço de recebimento e cadastro da unidade envolvida. Se houver instruções conflitantes, resolva o destino com a área responsável pela operação.
Como investigar a origem da divergência
Um endereço pode ser montado com a cidade selecionada no pedido e a UF mantida do cadastro principal. Outra possibilidade é um documento duplicado conservar o município de uma entrega anterior. As hipóteses precisam ser verificadas no arquivo enviado.
O guia da Oobj orienta conferir a correspondência entre município e estado. Na emissão, vale observar três lugares: o cadastro de origem, a tela da nota e o XML produzido. Se eles divergem, a correção ainda não percorreu todo o fluxo.
Faça a conferência nesta ordem:
Guarde o retorno rejeitado e localize entrega/cMun, entrega/xMun e entrega/UF no XML da mesma tentativa.
Confirme cidade e estado do recebimento real, distinguindo esse endereço do destinatário e do local de retirada.
Pesquise o município dentro da UF correta na tabela do IBGE. Use os sete dígitos completos.
Corrija os dados incorretos no cadastro ou documento que alimenta o grupo entrega. Se houver uma cópia no pedido, verifique como o emissor a atualiza.
Gere novamente o XML e confira se os valores certos foram enviados juntos.
O campo UF recebe a sigla, como ES, e não o número 32 do exemplo. Também não troque apenas os dois primeiros dígitos de um código municipal: o resultado precisa ser o código oficial completo da cidade correta.
Confira o preenchimento automático e os efeitos da UF
O passo a passo do Bling mostra a atualização do endereço por consulta de CEP. Esse recurso pode ajudar, mas o resultado ainda precisa ser comparado com o destino confirmado. Seus cuidados com contas e estoque são específicos do produto; não representam uma exigência universal da SEFAZ para a rejeição 279.
O material do Berga chama atenção para o efeito dos locais de entrega e retirada sobre outras verificações. No MOC 7.0, página 84, por exemplo, as regras E12-30 e E12-40 confrontam o tipo de operação com as UFs de emitente e destinatário e têm exceções envolvendo esses locais.
Por isso, corrigir a UF pode exigir que o responsável fiscal revise a coerência do restante do documento. Isso não autoriza mudar automaticamente CFOP, idDest ou tributação. A rejeição 279, isoladamente, não determina o enquadramento da operação nem o imposto devido.
Não faça o endereço de entrega copiar o destinatário só para obter dois campos compatíveis. Se os locais são distintos, preserve essa distinção. Também não altere ide/cMunFG, referente ao fato gerador do ICMS, para corrigir um problema em entrega/cMun.
Trate exterior e restrições do grupo separadamente
Quando o local de entrega está efetivamente no exterior, a convenção usa UF EX e o código reservado 9999999. A regra G07-10 prevê a rejeição 515 se, com entrega/UF igual a EX, for informado outro código municipal. Não é uma alternativa para contornar uma entrega brasileira inconsistente.
O indicador idDest=3 não basta para transformar todo local físico da operação em exterior. Confirme onde a entrega ocorre e quais condições fiscais se aplicam. Nas operações com enquadramentos específicos de exportação, o responsável fiscal deve revisar as exceções pertinentes, preservando a localização real.
Há ainda restrições ao próprio grupo. Na NT 2026.002 v1.11, página 11, G01-10 trata da entrega indevida em NFC-e ou NF-e com DANFE Simplificado Tipo 2, tpImp=6, usando a rejeição 670. A regra mantém a indicação de implementação futura. Verifique a versão e o ambiente antes de assumir ativação universal ou dispensar a análise do modelo.
Confirme a nova autorização
Atualize o documento pelo emissor e deixe o sistema validar e assinar o novo XML. Não altere manualmente o arquivo assinado nem elimine um endereço necessário para esconder a divergência.
Após transmitir, confira a resposta final. Persistindo a 279, entregue ao suporte, por canal seguro, o XML enviado, o retorno e o par município/UF confirmado no IBGE. A comparação permite investigar dados antigos ou combinações incorretas da integração sem deslocar artificialmente a entrega para outro estado.
Referência de atualização: 09/10/2026. Validar a aplicação operacional conforme modelo, UF, versão e ambiente.