NF-e e NFC-e
Rejeição 278: código do município de entrega inexistente
A rejeição 278 significa que o código municipal do local de entrega não foi encontrado na tabela do IBGE, quando a UF desse local é diferente de EX. A informação a corrigir está no endereço de entrega enviado na nota. Ela pode ter vindo do pedido ou de um endereço adicional, mesmo que o cadastro principal do cliente…
A rejeição 278 significa que o código municipal do local de entrega não foi encontrado na tabela do IBGE, quando a UF desse local é diferente de EX. A informação a corrigir está no endereço de entrega enviado na nota. Ela pode ter vindo do pedido ou de um endereço adicional, mesmo que o cadastro principal do cliente esteja correto.
Antes de fazer mudanças, confirme o retorno completo da autorização da NF-e ou NFC-e. Guarde o XML da tentativa rejeitada e identifique qual endereço aparece no grupo entrega. Essa conferência evita corrigir o município do destinatário enquanto o campo que motivou a rejeição permanece intocado.
Destinatário e local de entrega podem ser diferentes
O grupo entrega identifica o local diferente do endereço do destinatário, como orienta o leiaute do MOC 7.0, página 16. Uma empresa pode comprar mercadorias para recebimento em outra unidade ou num endereço de execução da operação. O preenchimento precisa representar o caso real, com o enquadramento fiscal correto, sem presumir que toda compra feita pela matriz será entregue ali.
No XML, o campo analisado é entrega/cMun, identificado como G07. A regra G07-20 pesquisa esse código na tabela de municípios quando entrega/UF não é EX. O MOC 7.0, página 88 a apresenta como obrigatória para os modelos 55 e 65. Isso descreve a validação municipal e não dispensa a análise das restrições do próprio grupo.
A rejeição 274 trata do endereço do destinatário, e a 276 trata do local de retirada. Já a 279 compara o município da entrega com a UF da entrega. Separar esses campos é importante quando o XML reúne endereços distintos na mesma operação.
Procure um código oficial completo
O código de município do IBGE tem sete dígitos. Ele não é o CEP, o identificador de um endereço no comércio eletrônico ou um número criado pelo cadastro de clientes. A integração precisa traduzir os identificadores internos para o código oficial antes de gerar o documento.
Num exemplo de entrega confirmada em Sorocaba, SP, o código municipal é 3552205, conforme a tabela oficial do IBGE. Se o XML contiver 3552200, sequência ausente na tabela consultada, o município terá sido informado incorretamente. O nome Sorocaba escrito em xMun não torna esse número válido. No sentido inverso, um código existente de outra cidade paulista pode não provocar a 278 e ainda descrever o endereço errado. A existência do número não confirma a entrega em Sorocaba.
Não corrija por tentativa, alterando um dígito de cada vez. Pesquise município e UF e confira o número inteiro. Um código existente que pertença a outro estado exige a análise da rejeição 279; não deve ser descrito automaticamente como inexistente. Se o conteúdo nem sequer obedecer à estrutura prevista, a validação do XML pode recusá-lo antes de chegar à regra 278.
Revise o endereço guardado no documento
O ponto mais importante é descobrir de onde o emissor copiou a entrega daquela nota. Pode haver um endereço no cadastro do cliente, outro no pedido e um terceiro salvo no documento em preparação. Corrigir um desses registros não assegura que os demais serão atualizados.
Confirme o local de recebimento acordado para a operação. Verifique cidade e UF com a documentação ou com a área responsável pelo pedido.
Localize o endereço de entrega da nota rejeitada. Confira o código municipal que será enviado, e não apenas o nome mostrado na tela.
Consulte o IBGE e associe o código correto ao município e à UF verdadeiros.
Ajuste a origem errada e reaplique o endereço ao documento conforme o funcionamento do emissor.
Gere um novo XML e compare entrega/cMun, entrega/xMun e entrega/UF com o cadastro confirmado.
A orientação da Oobj situa a correção no município do local de entrega. No cotidiano, vale acrescentar uma pergunta ao suporte: o documento já preparado usa o cadastro atual ou uma cópia feita quando o pedido foi importado?
Cuidado com atalhos específicos do sistema
O procedimento do Bling usa a consulta de CEP dentro do endereço de entrega e inclui cuidados com lançamentos de contas e estoque. São instruções daquele produto. Não aplique estornos indiscriminadamente em outro emissor só porque a nota recebeu a mesma rejeição.
Se uma pesquisa de CEP preencher o endereço automaticamente, revise o resultado antes de salvar. O preenchimento precisa coincidir com o local real de recebimento. Se houver lançamento financeiro ou de estoque ligado à nota, siga o fluxo documentado do seu sistema para evitar duplicidade ou perda de rastreabilidade.
O guia do Berga destaca o uso de endereços de entrega recorrentes. Mantenha esses registros identificados por unidade ou local, com revisão do código municipal, para não depender de digitação livre a cada pedido.
Exterior e DANFE Simplificado exigem atenção própria
Para entrega efetivamente no exterior, a regra G07-10 verifica se cMun é 9999999 quando entrega/UF é EX. O descumprimento corresponde à rejeição 515. Esse valor reservado não resolve uma cidade brasileira ausente ou digitada incorretamente.
Também não deduza o endereço da entrega apenas de idDest. Operações relacionadas ao exterior podem envolver locais físicos brasileiros; a classificação fiscal e a localização devem ser examinadas separadamente. Não altere país, UF ou município para fazer a validação deixar de alcançar o documento.
Quanto ao modelo, a NT 2026.002 v1.11, página 11 apresenta G01-10, rejeição 670, para entrega indevida em NFC-e ou NF-e com DANFE Simplificado Tipo 2, tpImp=6, mas mantém a observação de implementação futura. Não trate essa restrição como universalmente ativa apenas pela publicação. Confira versão, ambiente e orientação do autorizador.
Se o grupo foi incluído sem corresponder à operação, revise sua geração. Se o endereço distinto precisa constar, não o exclua para esconder o problema. O fato de o grupo ter ocorrência opcional no leiaute não resolve, por si só, a obrigação de preenchimento de cada operação.
Confira a transmissão corrigida
A alteração deve ser feita pelo emissor, com nova geração e assinatura do XML. Mantenha o arquivo rejeitado e a resposta para comparação. Corrigir cMunFG, o fato gerador do ICMS, ou o endereço do destinatário não substitui a correção em entrega/cMun.
Após reenviar, consulte a resposta final. Se o problema persistir, reúna o código enviado, a UF, a referência IBGE e a origem do endereço usado na nota. Encaminhe esses dados ao suporte por canal seguro para investigar uma tabela desatualizada ou um mapeamento incorreto, sem modificar o destino real da mercadoria.
Referência de atualização: 09/10/2026. Considerar as condições documentadas e a implantação no ambiente utilizado.