NF-e e NFC-e
Rejeição 277: município da retirada incompatível com a UF
A rejeição 277 aponta que o código municipal do local de retirada não corresponde à UF informada nesse mesmo endereço. O caminho para resolver é confirmar o local real da retirada e corrigir o par município e estado na origem que alimenta o documento. Não é necessário fazer todos os endereços da nota ficarem na mesma…
A rejeição 277 aponta que o código municipal do local de retirada não corresponde à UF informada nesse mesmo endereço. O caminho para resolver é confirmar o local real da retirada e corrigir o par município e estado na origem que alimenta o documento. Não é necessário fazer todos os endereços da nota ficarem na mesma UF.
A distinção importa quando a empresa trabalha com depósitos, fornecedores e unidades em estados diferentes. O município do emitente pode estar certo, o do destinatário também, e ainda assim o endereço de retirada ter sido montado com informações de dois locais. É esse grupo específico que deve ser investigado.
Entenda a comparação da regra F07-30
Na autorização de NF-e e NFC-e, a regra F07-30 verifica o grupo retirada quando retirada/UF é diferente de EX. As duas primeiras posições de retirada/cMun precisam corresponder ao código numérico da UF informada em retirada/UF. A condição está no MOC 7.0, página 87, com aplicação obrigatória na especificação dos modelos 55 e 65.
A sigla da UF continua sendo textual, como SC ou PR. O código municipal tem sete dígitos. Usar o número do estado no campo UF, ou reduzir cMun aos dois primeiros dígitos, não é uma correção adequada.
A regra 277 não é a mesma da rejeição 276. A 276 pesquisa a existência do código; a 277 verifica sua relação com a UF. Por isso, encontrar o número na tabela do IBGE é uma etapa necessária, mas ainda é preciso conferir a qual município e estado ele pertence. Dois municípios da mesma UF compartilham o prefixo: este teste não denuncia, sozinho, a escolha da cidade errada dentro do estado.
Qual dos dois campos precisa mudar?
Considere uma retirada confirmada em Joinville, Santa Catarina. Na tabela de municípios do IBGE, Joinville tem código 4209102, cujo prefixo 42 corresponde a SC. Um XML com esse código e UF PR apresenta a divergência da 277. Se a retirada é realmente em Joinville, a UF a informar é SC.
Agora imagine que a operação use um depósito em Londrina, Paraná, mas o sistema tenha reaproveitado o código de Joinville. Nesse caso, trocar PR por SC seria falsear o endereço. Londrina tem código 4113700: a correção deve substituir a referência municipal incorreta e manter PR, depois de confirmar a documentação do depósito.
Os exemplos mostram por que a mensagem não decide qual campo é verdadeiro. Ela revela uma incompatibilidade. Cabe à empresa confrontar o arquivo com o endereço efetivo, em vez de preservar automaticamente o código ou a UF que já estava preenchido.
O procedimento da NS7 parte dessa conferência do local real. É especialmente útil quando o cadastro mistura a unidade administrativa do fornecedor com o lugar onde a transportadora deve coletar a carga.
Um roteiro para corrigir a nota rejeitada
Recupere o XML enviado e o retorno com código e mensagem. Verifique se ambos pertencem à mesma tentativa de autorização.
Localize retirada/cMun, retirada/xMun e retirada/UF. Não use como referência apenas os dados gerais do emitente ou o endereço do destinatário.
Confirme o local de retirada com os documentos da operação e o cadastro validado pela expedição. Se houver dúvida entre dois depósitos, resolva essa escolha antes de alterar o documento.
Pesquise o município na UF correta e selecione seu código IBGE completo.
Atualize a nota e a origem reutilizável do endereço, quando ela estiver errada. Gere outro XML e confira se o par corrigido chegou ao grupo retirada.
O artigo da Oobj apresenta a compatibilidade município/UF como foco da correção. Para a sua operação, isso não significa substituir o endereço por um dos exemplos do fornecedor.
A pesquisa do CEP pode ajudar a revisar o cadastro, mas não deve encobrir uma divergência ainda não esclarecida. Se a consulta automática trouxer uma cidade diferente da documentação, confira a origem do endereço. O teste da 277 está nos campos municipais e de UF enviados, não numa comparação de CEP descrita por essa regra.
Evite que a integração misture depósitos
Verifique se código municipal e UF são gravados juntos. Um sistema pode atualizar a cidade a partir do depósito selecionado e manter a UF do depósito anterior. Também pode conservar uma cópia antiga do endereço num pedido que já foi separado para faturamento.
O guia do Berga recomenda endereços reutilizáveis e seleção da cidade dentro do estado escolhido. A prevenção exige ainda identificar qual registro a emissão utiliza: não adianta corrigir o cadastro mestre se o documento continua lendo uma cópia desatualizada.
Não altere ide/cMunFG para resolver a 277. Esse campo é do fato gerador do ICMS, não do endereço de retirada. Também não mude o endereço do cliente para que ele coincida com o depósito. A existência de locais distintos deve permanecer representada corretamente.
Atenção ao exterior e ao modelo de documento
Quando a retirada ocorre efetivamente no exterior, retirada/UF deve refletir essa condição. F07-10 trata do valor reservado 9999999 para UF EX e prevê a rejeição 513. Não escolha EX para evitar o confronto entre município e estado brasileiros. A classificação de uma operação como exportação não transfere fisicamente um depósito brasileiro para outro país.
Há uma verificação anterior à discussão municipal: o próprio uso do grupo pode ser indevido. A NT 2026.002 v1.11, página 11 prevê F01-10, rejeição 669, para retirada em NFC-e ou NF-e com DANFE Simplificado Tipo 2, tpImp=6. Essa linha não está marcada como implementação futura. A indicação 55/65 da regra municipal não libera o grupo indiscriminadamente.
Confira modelo, configuração, versão e ambiente com o suporte. Se o grupo foi incluído indevidamente, corrija essa origem segundo a operação. Se o local precisa ser informado, não o apague para contornar a rejeição: confirme o documento e o preenchimento apropriados com o responsável fiscal.
Verifique o resultado da nova tentativa
Faça os ajustes pelo emissor e deixe que ele gere, valide e assine o arquivo novamente. Guarde o retorno anterior para comparação e confira a resposta final da nova transmissão.
Se a 277 persistir, envie ao suporte, por canal seguro, os valores de retirada/cMun e retirada/UF efetivamente transmitidos, a referência IBGE e o retorno da SEFAZ. Esse conjunto mostra se a falha está na seleção do endereço, numa cópia antiga ou no mapeamento da integração.
Referência de atualização: 09/10/2026. A vigência operacional deve ser conferida para o modelo, a UF e o ambiente utilizados.