NF-e e NFC-e
Rejeição 276: como corrigir o município do local de retirada
A rejeição 276 ocorre quando o código municipal informado no local de retirada não existe na tabela do IBGE, para um endereço cuja UF é diferente de EX. A correção deve alcançar o endereço de onde a mercadoria será retirada. Revisar apenas o cadastro do cliente ou o endereço do emitente pode deixar o dado rejeitado…
A rejeição 276 ocorre quando o código municipal informado no local de retirada não existe na tabela do IBGE, para um endereço cuja UF é diferente de EX. A correção deve alcançar o endereço de onde a mercadoria será retirada. Revisar apenas o cadastro do cliente ou o endereço do emitente pode deixar o dado rejeitado exatamente como estava.
Comece pela mensagem completa da autorização da NF-e ou NFC-e. Este artigo trata desse serviço e dos campos de retirada do documento. Se o programa mostrar apenas um aviso interno, peça o retorno da SEFAZ e o XML da mesma tentativa antes de alterar cadastros.
Localize o município dentro do grupo certo
O campo analisado é retirada/cMun, identificado como F07 no leiaute. A regra F07-20 verifica sua existência na tabela oficial quando retirada/UF não é EX. Ela consta como obrigatória na especificação dos modelos 55 e 65 no MOC 7.0, página 87.
O grupo retirada descreve um local diferente do endereço do remetente. Pense, por exemplo, numa operação em que a documentação fiscal foi preparada por um estabelecimento, mas a mercadoria está num depósito distinto. O endereço do depósito precisa ser confirmado conforme a operação. Não basta copiar o município da empresa que emite a nota.
Há outros códigos municipais no mesmo arquivo. O destinatário aparece em dest/enderDest/cMun; a entrega, em entrega/cMun; o fato gerador do ICMS, em ide/cMunFG. Eles têm funções próprias. Um cadastro aparentemente correto pode alimentar um deles, enquanto uma planilha importada fornece o código errado ao grupo retirada.
Confira a origem do número enviado
O IBGE utiliza códigos municipais completos de sete dígitos. CEP, código interno do depósito e identificador de cidade de um aplicativo não substituem esse número. Uma integração que recebe um campo chamado “cidade” precisa saber se ele contém nome, identificador interno ou código oficial.
Considere uma retirada real em Jundiaí, SP. O código confirmado na tabela do IBGE é 3525904. Se o arquivo levar 3525900, sequência que não consta na tabela consultada, a informação municipal estará incorreta. O exemplo não autoriza trocar apenas o último algarismo em outros municípios: sempre consulte o código inteiro da cidade correta.
Um código existente de outro estado é problema diferente, tratado pela rejeição 277. Se o número existir, mas pertencer a outra cidade da mesma UF, a pesquisa de existência não mostrará essa troca. Confirmar o município verdadeiro evita uma correção apenas aparente. Também não atribua todo erro de tamanho ou caractere à 276: uma estrutura incompatível pode ser barrada antes, na validação do XML. Use a mensagem recebida para separar essas situações.
Faça o ajuste sem perder o endereço de origem
Confirme com a expedição qual local pertence àquela operação. Use o documento ou cadastro aprovado do depósito, e não uma indicação informal que possa se referir à sede administrativa.
Abra o endereço de retirada usado na nota rejeitada. Confira município, UF e o código municipal que o sistema associou a essa seleção.
Consulte a tabela oficial e substitua o valor incorreto pelo código completo do município verdadeiro.
Verifique se a mudança foi feita no lugar que abastece o XML: cadastro do depósito, endereço adicional, pedido ou campo específico da nota.
Gere novamente o documento e confira retirada/cMun antes de transmitir.
O guia da NS7 recomenda revisar nome, UF e código em conjunto. Essa conferência evita corrigir o número e manter uma descrição de cidade que confunda a equipe na próxima emissão.
A orientação da Oobj também concentra o ajuste no código do local de retirada. O nome exibido na tela, sozinho, não demonstra que o XML já foi atualizado. Quando a rejeição retorna, comparar os valores antes e depois do ajuste costuma esclarecer se o sistema reutilizou o documento anterior.
O grupo pode ser retirado da nota?
Não apague uma informação necessária somente para eliminar a rejeição. O leiaute orienta informar o grupo quando o local difere do endereço do remetente. Se ele foi incluído sem necessidade por uma configuração automática, revise essa origem com o responsável fiscal. Se representa o local real que precisa constar, corrija o preenchimento.
O material do Berga sugere reutilizar endereços previamente cadastrados. Esse cuidado é útil, desde que o cadastro esteja validado e o sistema não selecione um depósito antigo por padrão. A existência de um grupo opcional no leiaute não significa que qualquer operação possa omitir dados exigidos por seu enquadramento.
Existe ainda uma restrição de modelo. Embora F07-20 tenha coluna 55/65 no MOC, a NT 2026.002 v1.11, página 11 prevê F01-10, rejeição 669, para o grupo retirada informado em NFC-e ou em NF-e com DANFE Simplificado Tipo 2, tpImp=6. A linha F01-10 não traz indicação de implementação futura. Confira a configuração e a documentação aplicáveis ao ambiente; a regra municipal não é permissão irrestrita para usar o grupo nesses documentos.
Quando a retirada ocorre no exterior
Se retirada/UF é EX, há outro teste: F07-10 exige cMun igual a 9999999, com rejeição 513 se o valor diferir. Esse número é uma convenção de exterior, não um código alternativo para município brasileiro não encontrado.
O endereço de retirada deve refletir onde ela realmente ocorre. Uma nota relacionada a exportação pode envolver um local brasileiro de retirada. Não transforme esse endereço em EX só porque há um destinatário estrangeiro ou idDest=3. Se não houver certeza sobre o preenchimento da operação, obtenha orientação fiscal antes da nova tentativa.
Encerre somente depois de conferir o envio
Preserve o XML rejeitado e a resposta correspondente. Faça a correção pelo emissor, que deve gerar e assinar o arquivo atualizado. Não remende o XML já assinado nem apague o histórico de tentativas.
Depois de transmitir, verifique a situação final do documento. Se surgir outro código, siga a condição indicada por ele. Persistindo a 276 com município confirmado, forneça ao suporte o valor efetivamente enviado, a UF da retirada, a tabela consultada e a identificação da versão do sistema. O problema pode estar no mapeamento ou na atualização da base utilizada, e precisa ser demonstrado com esses dados.
Referência de atualização: 09/10/2026. A análise documental não substitui a verificação do modelo, da UF e do ambiente da emissão.