NF-e e NFC-e
Rejeição 272: como corrigir o código do município do emitente
A rejeição 272, “Código Município do Emitente inexistente”, aponta um problema no código de município enviado no endereço de quem emite a nota. Consulte o município correto na tabela do IBGE, compare-o com emit/enderEmit/cMun no XML rejeitado e ajuste o cadastro ou a integração que forneceu o valor. Em seguida, gere…
A rejeição 272, “Código Município do Emitente inexistente”, aponta um problema no código de município enviado no endereço de quem emite a nota. Consulte o município correto na tabela do IBGE, compare-o com emit/enderEmit/cMun no XML rejeitado e ajuste o cadastro ou a integração que forneceu o valor. Em seguida, gere novamente o documento pelo emissor.
O nome da cidade pode estar certo no cadastro e o código transmitido, errado. Por isso, uma conferência só no DANFE ou na tela do sistema não encerra o diagnóstico. O dado decisivo está no arquivo enviado à SEFAZ.
Onde fica o campo da rejeição 272
O caminho completo é NFe/infNFe/emit/enderEmit/cMun. No leiaute, cMun tem o identificador C10 e contém sete algarismos. A regra C10-10 verifica se esse código existe na tabela de municípios do IBGE. Ela aparece como obrigatória para NF-e modelo 55 e NFC-e modelo 65 no MOC 7.0, página 82.
A regra se refere ao endereço do emitente. Outros grupos também contêm campos chamados cMun, inclusive destinatário, retirada e entrega. A busca no XML precisa considerar os elementos que envolvem o campo; corrigir a primeira ocorrência encontrada pode alterar o participante errado.
Este guia trata do retorno de autorização. Se o número 272 veio de um evento, serviço de consulta ou página pública acessada por QR Code, confirme o serviço e a mensagem antes de aplicar a orientação. A classificação nacional da regra não substitui a identificação da UF, do ambiente e da versão da tentativa analisada.
Como consultar o código certo
Na tabela do IBGE, procure o município juntamente com sua UF. O código completo tem sete dígitos e começa pelo identificador numérico do estado. Não use CEP, inscrição municipal ou um número interno criado pelo software.
Por exemplo, Campinas/SP consta com 3509502. Se esse for realmente o município do estabelecimento emitente, o valor precisa chegar inteiro ao campo C10. O exemplo não dispensa a conferência do endereço da filial que está emitindo a nota.
Tabelas podem ser atualizadas por alterações territoriais ou de denominação. Se o cadastro do emissor não apresentar o município confirmado na fonte oficial, solicite a atualização da base e verifique qual versão está instalada. Não selecione uma cidade vizinha apenas porque está disponível na lista.
A orientação da Oobj para a rejeição 272 mostra a comparação entre o cMun do emitente e a tabela do IBGE. O método útil é essa conferência; exemplos antigos de XML não devem ser reaproveitados como um modelo completo para emissão atual.
Corrija o estabelecimento que realmente emite
Em uma empresa com várias filiais, confirme a unidade selecionada antes de editar o cadastro. A matriz pode estar correta, enquanto uma filial mantém uma cidade importada com código inválido. Corrigir a matriz, nesse caso, não muda o XML da filial.
A base do Bling orienta revisar a cidade nos dados da própria empresa. Já a documentação da NS7 explica que o código pode ser vinculado automaticamente à cidade cadastrada. São formas diferentes de chegar à mesma verificação: descobrir qual registro alimenta o endereço do emitente.
Ao investigar, compare:
endereço confirmado do estabelecimento emissor;
cidade e UF selecionadas no cadastro dessa unidade;
código IBGE associado à seleção;
valor recebido pela integração fiscal, quando houver;
conteúdo de emit/enderEmit/cMun no XML gerado.
Se a tela guarda sete dígitos corretos e o XML apresenta outro valor, o problema está depois do cadastro. Peça a revisão do mapeamento ou da rotina de exportação. Se o XML repete exatamente um código incorreto do cadastro, corrija a informação na origem.
Exemplo de uma falha após migração
Imagine que uma empresa mudou de ERP e importou uma tabela de cidades. O novo sistema preservou o nome Campinas, mas colocou no campo destinado ao código IBGE o identificador usado pela base antiga. O cadastro parece normal para quem lê o endereço, embora o XML não contenha 3509502.
A correção consiste em relacionar aquele registro ao código oficial e conferir como as notas são geradas. Se a mesma importação alimentou outras unidades, vale revisar os demais vínculos antes de novas emissões. Isso é mais seguro do que corrigir cada nota de forma isolada ou alterar números por aproximação.
Também é importante observar o tamanho do valor. Certos erros de formato podem ser recusados na validação estrutural do XML antes de chegar à regra 272. A mensagem efetivamente recebida deve orientar a investigação, em vez de atribuir qualquer problema de endereço ao mesmo código.
Código existente, UF e cadastro fiscal são verificações diferentes
A 272 não afirma que o município informado diverge do cadastro da empresa na SEFAZ. Essa comparação pertence à rejeição 480, regra 7C10-10, classificada como facultativa no MOC. Já a rejeição 273 trata da compatibilidade do município do emitente com sua UF. MOC 7.0, páginas 82 e 138.
Portanto, um código pode existir, pertencer ao estado certo e ainda não representar o estabelecimento correto. Passar na validação de existência não comprova regularidade cadastral nem autoriza trocar o endereço real.
Não use 9999999 no município do emitente como solução para uma venda ao exterior. O endereço do comprador estrangeiro tem tratamento próprio, em outro grupo. Também não confunda C10 com ide/cMunFG ou com o novo cMunFGIBS, descrito na NT 2025.002 v1.52: eles representam informações distintas e não substituem o endereço do emissor.
Finalize sem perder o histórico da tentativa
Guarde o XML rejeitado e seu retorno. Depois do ajuste, gere outro arquivo no emissor e confira especificamente emit/enderEmit/cMun, xMun e UF. Deixe o programa validar e assinar; não edite diretamente um arquivo assinado.
Transmita e verifique o resultado final. Se aparecer outra rejeição, trate a nova mensagem. Se o código oficial já estiver correto e a 272 continuar, envie ao suporte o XML efetivamente transmitido, o retorno, o estabelecimento selecionado e a referência da tabela consultada. Use um canal seguro e preserve o histórico, pois ele ajuda a distinguir cadastro desatualizado de transformação indevida na integração.
Referência de atualização: 09/10/2026. Fontes oficiais e práticas consultadas; considerar modelo, versão, UF e ambiente.