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NF-e e NFC-e

Rejeição 265: como alinhar a UF da consulta ao Web Service correto

A rejeição 265, “Sigla da UF da consulta difere da UF do Web Service”, indica uma incompatibilidade entre a UF informada na pesquisa cadastral e o serviço que recebeu o pedido. A solução é verificar o direcionamento da consulta. Alterar o endereço real do cliente ou fornecedor apenas para combinar com o servidor…

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Capa ilustrada da ALRA: Rejeição 265: como alinhar a UF da consulta ao Web Service correto.

A rejeição 265, “Sigla da UF da consulta difere da UF do Web Service”, indica uma incompatibilidade entre a UF informada na pesquisa cadastral e o serviço que recebeu o pedido. A solução é verificar o direcionamento da consulta. Alterar o endereço real do cliente ou fornecedor apenas para combinar com o servidor configurado pode criar um problema maior.

Esse erro costuma aparecer no momento de buscar dados fiscais de parceiros, inclusive dentro da tela de emissão. Ainda assim, o serviço precisa ser identificado antes de qualquer mudança: neste caso, o código pertence ao NfeConsultaCadastro, e não à autorização de uma nota específica.

Qual informação precisa coincidir

O MOC 7.0, página 89, descreve a regra K01: a UF da consulta deve ser compatível com a UF do Web Service. A divergência produz 265.

No pedido ConsCad, o grupo infCons contém a sigla UF, o serviço CONS-CAD e o identificador pesquisado, que pode ser IE, CNPJ ou CPF. A rejeição não é exclusiva de consultas por CPF. Também não exige que a UF do consultado seja sempre igual à UF de quem está fazendo a pesquisa.

Imagine uma empresa que esteja conferindo a inscrição de um fornecedor de outro estado. O sistema precisa encaminhar a consulta ao serviço competente para o cadastro pretendido. Se uma configuração fixa reaproveitar o endereço de consulta da empresa solicitante, o pedido pode chegar a um serviço incompatível.

Autorizador de notas e consulta cadastral não são a mesma rota

Uma SEFAZ virtual pode prestar determinados serviços para uma UF sem oferecer, nas mesmas condições, a consulta cadastral daquela UF. Por isso, um endereço que funciona para autorizar notas não deve ser presumido como correto para pesquisar contribuintes.

Um caso discutido no Projeto ACBr ilustra essa diferença. A discussão é antiga e suas listas de estados não devem ser reutilizadas como mapa atual. O aprendizado aproveitável é conferir separadamente a cobertura do serviço cadastral.

O próprio MOC alerta que esse serviço não possui a mesma disponibilidade dos demais Web Services da NF-e. Assim, a investigação deve contemplar duas perguntas: o endereço escolhido atende à UF pretendida e a consulta está efetivamente disponível nas condições usadas pela empresa?

Roteiro para corrigir o direcionamento

  1. Registre cStat e xMotivo completos, horário, UF pretendida e operação executada. Confirme que a resposta veio de NfeConsultaCadastro.

  2. Confira a sigla UF no XML de consulta, sem depender apenas do estado mostrado na ficha do parceiro.

  3. Identifique o endereço exato acionado pelo programa. Ele pode vir de uma tabela de serviços, configuração da filial, parâmetro global ou componente de integração.

  4. Compare a rota com a documentação oficial atual da SEFAZ responsável. Verifique serviço, versão e condições de atendimento da UF.

  5. Corrija a origem do desencontro. Se a UF do pedido estiver errada, ajuste a seleção; se a rota estiver errada, corrija o direcionamento técnico.

  6. Refaça a consulta e confira o novo resultado. Uma resposta diferente pode revelar uma pendência cadastral que antes não chegou a ser analisada.

A documentação da TecnoSpeed identifica a UF do documento pesquisado como parâmetro próprio. Isso é útil para questionar o fornecedor sobre qual configuração prevalece quando há várias empresas ou filiais no sistema.

O cuidado com inscrições em outra UF

Não basta ensinar o programa a usar sempre o estado do endereço comercial. O MOC prevê que a UF de localização do contribuinte retornado pode diferir da UF pesquisada, por exemplo em uma inscrição de substituto tributário.

O cadastro que se deseja conferir deve ser definido com base na inscrição e no contexto fiscal da operação. Quando uma pessoa possui inscrições em mais de um estado, a área fiscal deve indicar qual delas é pertinente. Essa definição evita resolver o erro de roteamento consultando um registro que existe, mas que não é o desejado.

A orientação da Berga destaca o risco de endereços de consulta fixos. A solução técnica precisa, porém, respeitar os serviços efetivamente oferecidos e suas exceções; não se pode prometer consulta automática para qualquer estado.

Não misture campos de outros serviços

ConsCad não contém os campos mod e tpAmb em seu leiaute. O programa pode ter configurações gerais de modelo e ambiente, mas isso não autoriza acrescentar essas informações à mensagem de consulta cadastral. A correção deve ocorrer no lugar previsto pela integração.

A documentação do NFePHP ajuda a identificar o pedido cadastral e o argumento escolhido. Exemplos antigos de biblioteca não substituem os schemas e endereços oficiais atuais, especialmente quando mostram versões anteriores de cabeçalhos ou outras particularidades de implementação.

Também não confunda 265 com 289. O segundo aparece na consulta de status do serviço, NfeStatusServico, e verifica o código numérico da UF nesse outro pedido. Mensagens parecidas não permitem aplicar o mesmo ajuste em qualquer XML.

Como testar sem desorganizar a operação

Em sistemas com várias filiais, peça um teste controlado com a consulta que falhou e a verificação de que as demais configurações continuam corretas. Uma alteração global feita para atender um parceiro não deve redirecionar silenciosamente todas as empresas para outra UF.

Preserve o pedido e a resposta de antes e depois da correção. Na consulta cadastral, 111 e 112 representam uma ou mais ocorrências, que ainda precisam ser conferidas quanto ao titular e à inscrição. Esses resultados não são protocolos de autorização de nota.

Se o serviço não estiver disponível para o cadastro pretendido, use uma alternativa oficial permitida e documente a conferência. Em nenhum momento a ausência de consulta deve virar classificação automática de não contribuinte, mudança fictícia de endereço ou utilização de certificado de terceiros.

Base documental conferida em 9 de outubro de 2026. O direcionamento depende da versão e da cobertura efetiva do serviço estadual.

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