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Rejeição 250: confira a UF do pedido e o órgão do evento

A rejeição 250, com a mensagem “UF diverge da UF autorizadora”, exige identificar qual solicitação foi enviada. Na inutilização, a conferência envolve a UF do pedido. Nos eventos, envolve o código do órgão receptor definido para aquele evento. A correção segura é alinhar o conteúdo correto ao serviço apropriado, sem…

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Capa ilustrada da ALRA: Rejeição 250: confira a UF do pedido e o órgão do evento.

A rejeição 250, com a mensagem “UF diverge da UF autorizadora”, exige identificar qual solicitação foi enviada. Na inutilização, a conferência envolve a UF do pedido. Nos eventos, envolve o código do órgão receptor definido para aquele evento. A correção segura é alinhar o conteúdo correto ao serviço apropriado, sem mudar a UF real da empresa ou da operação por tentativa.

Não comece alterando todos os campos que contêm uma UF. O mesmo sistema pode enviar notas, consultas, inutilizações e eventos por configurações diferentes. É a mensagem rejeitada que precisa ser localizada.

Inutilização: a UF está no pedido

No serviço NFeInutilizacao, o MOC 7.0, Visão Geral, página 80, apresenta a regra obrigatória I02. Ela compara a UF do pedido de inutilização com a UF do Web Service. O campo está em inutNFe/infInut/cUF, e não no endereço do destinatário de uma nota.

O pedido contém outras informações, como modelo, série e intervalo de numeração. Esses dados devem permanecer ligados ao estabelecimento e à necessidade real de inutilização. Mudar a UF para combinar com uma URL errada pode produzir um pedido sobre outro contexto fiscal, sem resolver a origem da falha.

A rejeição 250 não confirma que a faixa foi inutilizada. Depois da correção, é preciso obter e guardar o resultado do pedido. Também não torna a inutilização uma forma de cancelar documento autorizado: são procedimentos distintos.

Eventos: investigue cOrgao

Na recepção de eventos, P08-10 compara o código do órgão receptor com o definido para o evento. O MOC, página 102, vincula essa validação ao 250. Em um lote de eventos, o campo relevante é envEvento/evento/infEvento/cOrgao.

cOrgao, cUF da identificação da nota e UF contida na chave têm funções diferentes. O código de órgão também não deve ser confundido com cOrgaoAutor, encontrado em detalhes de determinados eventos. Não preencha todos com o mesmo número apenas para criar uma igualdade aparente.

Um exemplo mostra a diferença: no EPEC da NF-e, NT 2014.001 v1.41, página 7, cOrgao utiliza 91 para o Ambiente Nacional. Isso não transforma 91 na UF do emitente nem no início de sua chave. Outros eventos têm instruções próprias e não devem receber 91 por analogia.

O ECONF oferece outro exemplo: a NT 2024.002, páginas 4 e 5, define cOrgao=92 e recepção pela SVRS para NF-e modelo 55. Na NFC-e, distingue UFs participantes da SVRS e autorizadores próprios. O código 92 identifica esse receptor; não substitui a UF verdadeira da chave. Essa rota é específica do ECONF.

Como localizar a configuração incorreta

Solicite o XML da mensagem que recebeu 250 e o retorno completo da mesma tentativa. Registre o endereço chamado, horário, modelo, ambiente e versão. Em eventos, acrescente tipo do evento e identificação do documento ao qual ele se refere.

Depois responda, na ordem:

  1. O pedido pertence à filial selecionada?

  2. O valor enviado no campo pertinente representa o dado correto?

  3. O serviço acionado recebe esse tipo de pedido para essa UF ou órgão?

  4. O ambiente é o mesmo em todas as etapas?

  5. O sistema conserva configurações antigas de outra filial ou modalidade?

Essas perguntas separam cadastro, montagem da mensagem e roteamento. A Berga e a NS7 abordam a conferência do destino da transmissão. Para aplicar a orientação, contudo, é indispensável localizar o campo do serviço concreto e respeitar autorizadores compartilhados.

Exemplo: a nota funciona, mas seu evento não

Considere uma empresa fictícia que atualizou a rota de autorização, mas manteve uma configuração antiga para eventos. As notas são autorizadas, enquanto uma solicitação posterior recebe 250. Esse contraste não prova que a SEFAZ esteja indisponível nem que a UF da empresa deva mudar.

O suporte deve comparar as configurações separadas e verificar o receptor definido para o tipo de evento. Se cOrgao estiver errado, a mensagem precisa ser regenerada pelo emissor com os dados corretos e a assinatura correspondente. Se apenas o destino estiver errado, ajuste o encaminhamento e preserve o conteúdo válido.

A comprovação de que uma nota foi autorizada não demonstra que todos os serviços acessórios estão configurados corretamente. Vale testar a coerência dessas rotas na implantação de uma filial, sem executar pedidos fiscais desnecessários em produção.

Autorizador virtual e cabeçalho antigo

Uma Sefaz Virtual atende UFs participantes segundo o arranjo oficial. O nome do servidor não obriga a informar a UF onde a infraestrutura está localizada. Da mesma forma, a SVC não é uma alternativa universal para qualquer evento ou pedido de inutilização. Confirme o serviço oferecido, a modalidade e sua disponibilidade.

Alguns guias, como o da Brasil NFe, mencionam o cabeçalho SOAP. O MOC, seção 4.4.1, registra a retirada dessas variáveis na versão 4.00. Não recrie nfeCabecMsg nos serviços migrados para esse contrato. Documentos específicos, como a NT 2015.001 v1.30, seção 6.6, conservam validações de cabeçalho para prorrogação de industrialização. Nesses casos, confirme o contrato e a implementação da UF; não retire nem acrescente campos por analogia.

Modelos e regras próximas

O 250 aparece em documentos de diferentes eventos. A NT 2018.004, página 8, inclui P08-10 no contexto de cancelamento por substituição da NFC-e, modelo 65. Isso impede restringir o código somente à NF-e modelo 55. Também não significa que qualquer evento seja aceito em ambos os modelos.

Diferencie 250 de 249, ligado à UF da chave nas regras pertinentes de eventos, e de 252, ligado ao ambiente. Na consulta de status do serviço, NfeStatusServico, o MOC, página 86, usa K02/289 para a divergência de UF. O texto completo do retorno é mais útil que uma lista genérica de erros parecidos.

Se um registro antigo mostrar 477

A NT 2013.005 v1.20, páginas 42–43, e o MOC 6.0, página 77, registravam G02a/477 para divergência entre o órgão de um evento e o do primeiro evento do lote, no contexto da SEFAZ Virtual. O MOC 7.0, Anexo I, página 147, conserva a mensagem no catálogo de retornos. Essa listagem não comprova aplicação atual em todos os serviços nem revogação universal. Já P08-10/250 compara cOrgao com o receptor previsto para o evento. São verificações diferentes. Preserve a resposta recebida, identifique serviço, versão e tipo de evento e confirme a documentação específica. Não substitua 477 por 250 nem iguale cOrgao à UF da chave por analogia.

Quando considerar a correção concluída

Repita apenas a solicitação necessária, depois de verificar o histórico de tentativas sem resposta. Confira o resultado individual do evento ou o protocolo do pedido de inutilização. Não altere automaticamente série, numeração, chave, endereço fiscal ou tipo de operação.

Se o erro continuar, encaminhe a mensagem rejeitada, o retorno e o destino efetivo ao suporte em canal seguro. Registrar separadamente as configurações por estabelecimento, modelo, serviço e ambiente ajuda a evitar que uma correção na autorização deixe eventos ou inutilizações apontando para uma rota antiga.

Referência documental: 10/10/2026, com fontes oficiais preservadas. Aplicabilidade condicionada ao serviço, modelo, versão, UF e ambiente.

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