NF-e
Rejeição 236 e dígito verificador da chave de acesso
Atualizado em 9 de outubro de 2026
Atualizado em 9 de outubro de 2026
Na solicitação fiscal, a 236 indica DV inválido na chave enviada. Recupere a chave do XML original e compare-a integralmente com a consulta ou evento. Para nota autorizada, corrija a referência transmitida, sem regenerar sua chave.
O mesmo número significa documento não encontrado na consulta pública do Tipo 2. Leia código, mensagem e serviço juntos; o modelo 65 possui ramo próprio adiante.
Onde o código aparece
O MOC 7.0, Visão Geral, documenta a 236 na consulta de protocolo, regra J02a, página 83, e nas validações gerais de eventos, regra P12-10, página 103. A distribuição DF-e também a utiliza na consulta por chave, regra H072, confirmada na NT 2014.002 v1.40, página 11. Uma rejeição da consulta não desfaz uma autorização anteriormente concedida. [1][2]
A documentação registra a 236 no EPEC de NF-e e NFC-e; na prorrogação de industrialização, seu cancelamento e manifestação do Fisco; na manifestação do destinatário; em comprovante de entrega, insucesso e respectivos cancelamentos; no ator interessado transportador; no ECONF e seu cancelamento; e no cancelamento por substituição. Prorrogação, manifestação, entrega, insucesso e ator transportador são ramos de NF-e; substituição é de NFC-e; ECONF contempla 55/65. Confira condições e disponibilidade de cada serviço. [3]
Para a chave composta durante a autorização da própria NF-e/NFC-e, o MOC Anexo I, página 77, associa B23-10 ao código 253. Assim, um sistema que resume todo erro de chave como 236 pode esconder o serviço real. Solicite a resposta original antes de mexer na geração da nota. [4]
O que verificar na chave
A chave tem 44 posições, formadas por UF, ano e mês, identificação do emitente, modelo, série, número, tipo de emissão, código numérico e dígito verificador. O DV ajuda a detectar alteração na sequência; ele não comprova que a nota existe ou está autorizada. Uma chave pode passar matematicamente e ainda pertencer a outro documento ou não constar na base consultada. [1]
O módulo 11 permanece, com conversão dos caracteres prevista na NT Conjunta 2025.001. A chave conserva 44 posições; letras cabem apenas nas primeiras 12 posições do segmento CNPJ do emitente. O DV da chave é distinto dos dois DVs do CNPJ. Não elimine letras. A NT 2026.004 v1.01 prevê homologação até 15/06/2026 e produção em 01/07/2026; a NT 2014.002 v1.40 traz cronograma próprio da distribuição: 08/07/2026 nos dois ambientes. [2][5][6]
Os cronogramas não comprovam a atualização de cada biblioteca ou endpoint. Confira versão, schema, ambiente e serviço. A NT Conjunta determina rejeitar CNPJ alfanumérico antes da implantação, mesmo com schema compatível; na chave, esse ramo aponta falha no CNPJ, não necessariamente 236. Preserve a chave original, sem substituir letras ou inventar DV.
Roteiro de diagnóstico
Registre a operação rejeitada: consulta, distribuição ou tipo de evento. Guarde a resposta com cStat, motivo, ambiente e horário.
Obtenha a chave do XML original e, quando existente, confira também o protocolo. Evite redigitar a sequência a partir de uma impressão.
Compare-a com chNFe na requisição rejeitada. Verifique truncamento, espaços, perda de zeros, caracteres trocados e transformação indevida por planilhas ou integrações.
Confira o modelo e o ambiente da solicitação. Esses erros podem ter retornos próprios, mas precisam ser preservados para a tentativa correta.
Se a divergência veio da importação, corrija o transporte do identificador e gere novamente a requisição. Se veio do gerador, encaminhe ao fornecedor os componentes reais usados e a versão da biblioteca.
Reenvie somente a solicitação corrigida e interprete o resultado específico do serviço, conferindo eventual vínculo do evento ao documento.
Não edite apenas o último caractere para fazer a conta fechar. Isso pode transformar uma chave digitada errada em outra sequência matematicamente válida, sem recuperar a nota pretendida. Também não altere número, série ou tipo de emissão de uma NF-e autorizada para resolver uma consulta.
Exemplos de situações diferentes
Leitura alterada. Uma transportadora importa uma chave com 44 posições, mas caracteres trocados tornam o DV inválido. Se o evento retorna 236, recupere a chave do XML do emitente. Um trecho omitido pode causar falha de schema antes dessa regra; confirme o retorno.
Planilha entre dois sistemas. A chave passa por uma coluna numérica que a arredonda ou exibe em notação científica. Mesmo que a tela mostre uma sequência longa, o valor armazenado pode ter perdido precisão. Mantenha o identificador como texto e confira a igualdade integral após exportação e importação.
Validador antigo. A chave original contém letras no segmento CNPJ do emitente, mas a integração as remove. Corrija e teste essa transformação. O CNPJ do destinatário não compõe esse segmento; trocar a identidade de qualquer participante não resolve o problema.
O código 236 na consulta pública do Tipo 2
A NT 2026.003 v1.00, página 25, usa 236 para informar que a NF-e daquela chave não existe na base consultada. A tabela da consulta Tipo 2 não define cStat do Web Service; prevê testes em 01/07 e produção em 03/08/2026. [7]
Confira chave, ambiente e endereço oficial de consulta; localize o protocolo ou a pendência de transmissão em contingência. Ausência de registro não deve ser tratada automaticamente como erro de DV. Não recrie a nota nem acrescente DigestValue ou hash à URL para responder a essa mensagem. O leiaute de QR versão 3 deve seguir seus parâmetros documentados, não uma combinação de instruções de versões diferentes.
Código 236 na consulta pública da NFC-e modelo 65
O Manual DANFE NFC-e v6.0 usa 236 quando a NFC-e da chave consultada não é encontrada. É Código da consulta pública por chave ou QR, sem definir cStat de Web Service nessa tabela. Assim, esse texto não demonstra erro no dígito verificador. Manual v6.0, pp.38–40.
Compare a chave com o XML original, confirme ambiente e endereço oficial da UF e procure o protocolo de autorização. Se houve contingência, verifique a pendência de envio; se existe protocolo correspondente, peça ao suporte que investigue a ausência na consulta. Não conclua cancelamento ou autorização somente pela página, não regenere a chave e não emita outra NFC-e antes de esclarecer a situação. Preserve a diferença entre a referência consultada e a nota original.
Evidência de resolução
Uma consulta corrigida deve devolver uma situação coerente para a chave original. Um evento precisa ter resultado e vínculo compatíveis com a operação. Outro erro exige novo diagnóstico.
Para suporte, reúna requisição, resposta, versão do emissor, schema, modelo, ambiente e comparação com o XML original. Não envie certificado, senha ou chave privada. Preserve a rastreabilidade para demonstrar exatamente em qual etapa o identificador foi alterado.
Referências e data da revisão
Fontes verificadas em 09/10/2026. Documentos oficiais prevalecem sobre simplificações dos guias operacionais.
Referências complementares dos eventos: EPEC NFC-e; Prorrogação; Manifestação; Comprovante de entrega; Insucesso na entrega; Ator transportador; ECONF; Cancelamento por substituição.