NF-e e NFC-e
Rejeição 223: como recuperar a consulta de um lote com o transmissor correto
A rejeição 223 ocorre quando a identidade do transmissor que consulta o recibo é diferente da identidade que transmitiu o lote. Confira o certificado de comunicação usado nas duas etapas e mantenha o vínculo entre recibo, ambiente, autorizador e transmissor. Não gere uma nova nota para resolver essa falha de…
A rejeição 223 ocorre quando a identidade do transmissor que consulta o recibo é diferente da identidade que transmitiu o lote. Confira o certificado de comunicação usado nas duas etapas e mantenha o vínculo entre recibo, ambiente, autorizador e transmissor. Não gere uma nova nota para resolver essa falha de consulta: o lote original pode já ter sido processado.
Mensagem: “Rejeição: CNPJ/CPF do transmissor do lote difere do CNPJ/CPF do transmissor da consulta”. Documentação e emissores antigos podem exibir apenas “CNPJ”.
O que está sendo comparado
A regra E05 do serviço nfeRetAutorizacao compara o CNPJ/CPF do transmissor do lote com o da consulta de seu resultado. É uma validação obrigatória na especificação do serviço de retorno da autorização. O pedido consReciNFe informa o ambiente e o número do recibo; a identificação do transmissor vem do contexto autenticado da comunicação. MOC 7.0, Visão Geral, seção 5.2, tabela 5-8, p.78.
A comparação é de CNPJ/CPF, não do arquivo físico do certificado nem apenas da raiz. Renovar o certificado não significa automaticamente mudar o transmissor. Confira a identidade efetiva e a validade na conexão.
Também não é uma comparação entre o certificado da assinatura da NF-e e o certificado TLS. O MOC trata essas funções separadamente. Uma integração pode transmitir uma mensagem que foi assinada por outra identidade permitida no serviço; para a 223, o ponto é manter a identidade do transmissor entre envio do lote e consulta do recibo.
Antes de tentar novamente
A 223 é um resultado da consulta e não revela a situação das notas. Não marque todas como rejeitadas nem retransmita a operação comercial com novos números.
Guarde o recibo original e consulte a situação pelo caminho correto. Quando houver indicação de autorização já existente, recupere o protocolo e concilie o estado do emissor. A Sienge também orienta conferir se a nota já está autorizada antes de encerrar o diagnóstico como simples falha de emissão.
Como investigar passo a passo
Localize o envio que gerou o recibo. Registre nRec, horário, ambiente, autorizador, identificador interno do lote e as notas associadas. Não misture recibos entre empresas ou bancos de dados.
Identifique o certificado de cliente efetivamente usado na conexão de envio. Depois identifique o usado pela consulta. Compare o CNPJ/CPF dos titulares, sem se limitar ao nome do arquivo ou ao certificado mostrado na tela principal.
Confira se a consulta usa o mesmo ambiente e autorizador do envio. Erros de UF do recibo e de tipo de autorizador têm códigos próprios, como 248 e 553. Corrigir a identidade não dispensa conferir o destino da requisição.
Se a consulta selecionou outro titular, ajuste sua configuração para um certificado válido que represente o transmissor original. A Presence destaca a necessidade de preservar o contexto do certificado de envio. Não reinstale um certificado vencido nem contorne a autenticação para reproduzir esse contexto.
Repita a consulta do mesmo recibo pelo mecanismo do emissor e confira o retorno completo. Não altere os dados fiscais das notas para resolver a identificação de quem consulta.
Se a identidade original não puder ser recuperada com segurança, peça ao suporte que consulte a situação das notas pelos serviços permitidos e reconcilie os protocolos. Não improvise uma nova identidade nem descarte o histórico do lote.
Cenários frequentes
Servidores diferentes enviam e consultam: verifique o certificado configurado em cada processo. Um serviço pode ter sido atualizado enquanto outro permanece associado a uma empresa diferente.
O erro é intermitente: examine a distribuição das tarefas entre instâncias. A TOTVS documenta um cenário de serviços concorrentes consultando a mesma base com configurações distintas. Isso não explica toda ocorrência de 223. Confirme qual processo realizou cada conexão antes de mudar a arquitetura.
O certificado foi renovado: compare a identidade do novo titular com a do transmissor original e confira sua seleção nos processos de envio e consulta. A E05 compara CNPJ/CPF, sem exigir o mesmo número de série do certificado antigo.
O certificado é de matriz ou filial: não transfira automaticamente a regra de CNPJ-base da rejeição 213 para a 223. A regra de consulta do recibo menciona CNPJ/CPF do transmissor. Preserve o titular que transmitiu o lote e investigue a seleção efetiva.
O emissor mostra 223 em uma consulta pela chave de acesso: obtenha o retorno bruto e confirme o serviço chamado. Consulta de protocolo por chave e consulta de recibo são operações diferentes. Pode haver uma consulta automática de recibo em segundo plano; o texto da tela não basta para identificar a etapa.
NF-e e NFC-e têm fluxos atuais diferentes
Este diagnóstico é próprio de um recibo de processamento assíncrono efetivamente existente. Na NFC-e, a NT 2023.002 eliminou a requisição assíncrona e o envio de lote com mais de uma NFC-e, com cronograma de produção em 04/09/2023. Em uma emissão atual de modelo 65, uma rotina insistindo em consultar recibos deve ser examinada como integração ou histórico legado. Não crie um fluxo assíncrono para contornar a ocorrência. NT 2023.002 v1.01, cronograma e seção 3.1.
Para a NF-e 55, a NT 2025.001 v1.03 também estabelece resposta síncrona para lote com uma única nota. Sua regra GAP03a-3, código 452, tem implantação em produção indicada para 13/10/2025. Isso não elimina o diagnóstico de recibos assíncronos válidos de outros cenários ou do histórico, mas impede tratar o envio assíncrono unitário como solução geral em 2026. NT 2025.001 v1.03, seção 3.2.
A presença do CPF na descrição da E05 não autoriza qualquer pessoa física a transmitir qualquer documento. Habilitação, titularidade e requisitos do serviço continuam valendo. Fluxos especiais como NFF e PAA precisam ser diagnosticados pelo componente responsável, sem transportar regras de assinatura do emitente para a conexão de consulta.
Exemplo hipotético
Um lote de três NF-e foi enviado com o CNPJ 12.345.678/0001-XX. Outra instância consultou o recibo com 12.345.678/0002-XX e recebeu 223. Os identificadores estão mascarados: ilustram estabelecimentos diferentes com a mesma raiz, sem representar cadastros válidos. A igualdade das oito posições iniciais não satisfaz a E05.
O suporte confirma a divergência nos registros, corrige o vínculo do recibo com a identidade original e consulta o mesmo recibo. O resultado pode incluir notas já autorizadas; nesse caso, o emissor deve recuperar seus protocolos, sem criar novas notas para substituir o lote.
Como confirmar a solução
O objetivo é obter o resultado verdadeiro do lote e conciliar cada nota. O retorno 104 informa que o lote foi processado, mas o aplicativo ainda precisa ler os resultados individuais. Se vier 105, o lote continua em processamento e deve seguir a rotina de consulta no intervalo previsto pelo serviço. O desaparecimento da 223, sozinho, não confirma autorização de todas as notas.
Interrompa retransmissões automáticas enquanto recibo, ambiente ou identidade estiverem incertos. Encaminhe ao suporte os horários, versões e retornos, com identificadores protegidos no canal adequado. Não compartilhe senha, PIN ou chave privada, não remova certificados indiscriminadamente e não reduza a segurança TLS.
Revisão documental: 09/10/2026. Escopo operacional: consulta de recibo de lote assíncrono, nos casos em que esse fluxo seja aplicável; não é uma instrução universal de emissão para os modelos 55 e 65.