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NF-e e NFC-e

Rejeição 1150: confira a composição do IBS em cada item

A rejeição 1150 aponta uma diferença entre o valor de IBS informado para um produto e as parcelas que formam esse valor. Para a empresa, a providência é localizar o item indicado, conferir seus números e pedir que o emissor refaça a composição quando houver erro. Mexer no total da nota sem investigar o item pode…

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Capa ilustrada da ALRA: Rejeição 1150: confira a composição do IBS em cada item.

A rejeição 1150 aponta uma diferença entre o valor de IBS informado para um produto e as parcelas que formam esse valor. Para a empresa, a providência é localizar o item indicado, conferir seus números e pedir que o emissor refaça a composição quando houver erro. Mexer no total da nota sem investigar o item pode deixar a causa intacta.

A mensagem documentada é “Rejeição: Valor do IBS do Item (vIBS) difere do calculado [nItem: 999]”. O número depois de nItem identifica a posição do produto no XML; 999 é o marcador utilizado na documentação. Guarde a mensagem efetivamente recebida para encontrar a linha certa, inclusive quando vários produtos têm a mesma descrição.

O que o autorizador compara

Este artigo trata da autorização de NF-e modelo 55 e NFC-e modelo 65. A regra UB54a-10 da Nota Técnica 2025.002-RTC v1.52, página 47, atua quando o grupo gIBSCBS está informado. Ela verifica o IBS do item, identificado por vIBS, em relação ao IBS estadual, vIBSUF, e ao municipal, vIBSMun. A CBS é outro tributo e não entra nessa soma.

Sem crédito presumido dedutível, a composição é vIBS = vIBSUF + vIBSMun. Quando o código cCredPres possui o indicador indDeduzCredPres igual a 1, a regra manda descontar vCredPres. Nesse cenário, a composição passa a ser vIBS = vIBSUF + vIBSMun − vCredPres. A existência de algum crédito na operação, isoladamente, não basta para autorizar a dedução.

O indicador deve corresponder à tabela oficial do código de crédito presumido aplicável. Ele não é uma escolha livre do operador. A tabela também distingue tributo, modelo de documento, forma de apropriação e vigência. Encontrar um código nela não comprova que a empresa tem direito ao benefício ou que pode utilizá-lo naquele momento.

Versão, ambiente e calendário

A referência relida em 10/10/2026 é a v1.52, cuja capa registra setembro de 2026. O aviso ENCAT de 05/10/2026 adiou a implantação das alterações dessa versão previstas para 05/out: homologação em 26/10 e produção em 16/11/2026. Esse aviso não demonstra que todas as regras herdadas foram suspensas até essas datas.

A UB54a-10 não traz observação própria de implementação futura na página conferida. Isso também não certifica sua ativação em todo autorizador. Registre UF, serviço e ambiente do retorno real. Homologação serve para testes; uma resposta obtida nesse ambiente não prova autorização de uma venda em produção. A exigência de preencher grupos IBS/CBS e a validação de um grupo preenchido são questões distintas.

Comece pelo XML transmitido

Separe o XML enviado e a resposta da SEFAZ antes de editar. Anote o número do item, a versão do emissor, o horário, a UF e o ambiente. Compare o arquivo com o pedido e a memória de cálculo: a tela pode exibir dados recalculados depois da transmissão, enquanto o arquivo rejeitado conserva os valores anteriores.

Para o item afetado, coloque lado a lado vIBSUF, vIBSMun e vIBS. Se houver crédito presumido, inclua seu código, valor e indicador da tabela utilizada. Confira se a rotina usou a parcela estadual e a municipal do mesmo produto. Não misture valores de outros itens, totais do documento ou o IBS de outra modalidade de tributação.

Depois, verifique a ordem dos cálculos. Um desconto, uma alteração de quantidade ou uma revisão fiscal pode atualizar as parcelas e deixar vIBS com o resultado antigo. Integrações que importam valores prontos também podem combinar informações produzidas em momentos diferentes. Nesses casos, o suporte precisa corrigir a atualização conjunta dos campos, além de reparar a emissão afetada.

Correção conforme o cenário

A soma está desatualizada. Se as parcelas estadual e municipal estão corretas, recalcule a composição com elas e gere novamente o XML pelo emissor. Confira também os totalizadores derivados. Não edite apenas o arquivo assinado: o documento deve continuar representando os dados e cálculos do sistema que controla a operação.

Foi descontado um crédito sem indicador de dedução. Peça ao responsável fiscal para confirmar o enquadramento e ao suporte para conferir o mapeamento da tabela. Corrija a dedução indevida quando comprovada. Não mude o código de crédito para outro que reduza o valor apenas porque a conta passa a fechar.

Um crédito dedutível deixou de ser descontado. Antes de subtrair, valide direito, vigência, modelo e valor. A tabela consultada apresenta inícios de vigência diferentes, inclusive datas futuras. Uma fórmula de preparação ou teste não autoriza aproveitar benefício antecipadamente em uma operação real.

As próprias parcelas estão erradas. Investigue base, alíquota, redução, diferimento e devolução de tributo segundo as regras pertinentes. O código 1150 compara a composição; ele não prova que cada parcela foi calculada corretamente. Ajustar vIBS para reproduzir parcelas fiscalmente erradas pode eliminar uma divergência e manter outra.

Exemplo para entender a conferência

Considere um teste aritmético com IBS estadual de R$ 0,64 e municipal de R$ 0,00, sem crédito dedutível. O IBS desse item deve ser R$ 0,64. Se o arquivo conserva R$ 0,61 de uma versão anterior do pedido, existe diferença de R$ 0,03. A revisão começa pela origem desses valores e pela sequência de atualização.

Em outro teste, com parcelas de R$ 7,30 e R$ 2,10 e crédito de R$ 1,40, o resultado seria R$ 8,00 somente se a dedução fosse aplicável. Sem indicador dedutível, a soma permaneceria R$ 9,40. São números didáticos, sem indicação de alíquotas, código de benefício ou direito fiscal para uma venda específica.

A UB54a-10 não declara tolerância própria. Não transporte para ela a tolerância de outra regra, como a de cálculo do IBS municipal. Trabalhe com os valores monetários efetivamente serializados e peça ao suporte que confira precisão e arredondamento no momento correto, sem criar margem que o documento não prevê.

Como verificar e quando escalar

Após a correção, confirme que o XML regenerado corresponde à operação, que a equação fecha no item e que os totalizadores permanecem consistentes. Faça uma retransmissão controlada e leia o resultado completo. O desaparecimento do 1150 pode revelar outra validação; só trate a emissão como autorizada quando houver o retorno e o protocolo pertinentes ao documento.

Acione o suporte se os números corretos da tela saírem diferentes no XML, se a dedução não seguir a tabela ou se a soma fechada continuar recebendo o código. Envie os registros pelo canal apropriado, com item e cálculo destacados. Acione a contabilidade quando a dúvida for sobre enquadramento ou benefício. Não troque modelo, data ou classificação para contornar a validação.

Fontes

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