NF-e e NFC-e
Rejeição 1115: confira o grupo IBSCBS do item e o ambiente da emissão
Se o emissor apresentou o código 1115, comece pelo item apontado na resposta e pelo ambiente usado. A mensagem trata da ausência do grupo de informações de IBS e CBS no XML. Antes de preencher campos, confirme se houve retorno do autorizador, um teste em homologação ou um aviso interno do sistema. Essa diferença é…
Se o emissor apresentou o código 1115, comece pelo item apontado na resposta e pelo ambiente usado. A mensagem trata da ausência do grupo de informações de IBS e CBS no XML. Antes de preencher campos, confirme se houve retorno do autorizador, um teste em homologação ou um aviso interno do sistema. Essa diferença é especialmente importante porque a regra ainda tem implementação futura em produção na v1.52 preservada pela pesquisa compartilhada de 10/10/2026.
O objetivo da correção é representar corretamente a operação e preparar o emissor. Preencher qualquer classificação só para eliminar a mensagem pode trocar uma ausência evidente por informações fiscais erradas.
O que o código identifica
A mensagem oficial é “Rejeição: Grupo IBSCBS não informado [nItem: 999]”. O número indicado em nItem localiza a posição do item na nota; 999 é a representação usada na documentação, não um produto específico do cadastro.
A regra UB12-10 da NT 2025.002-RTC v1.52, página 40, verifica a ausência de det/imposto/IBSCBS. A coluna de modelos indica NF-e 55 e NFC-e 65, no serviço de autorização. É uma regra do documento fiscal, sem restrição a uma UF expressamente escrita nessa linha. Isso não comprova ativação simultânea em cada autorizador e ambiente. [1]
O grupo IBSCBS contém a classificação de IBS/CBS do item. Ele não se confunde com seu subgrupo gIBSCBS, empregado conforme os indicadores tributários aplicáveis, nem com total/IBSCBSTot, que consolida informações da nota. Ter um total preenchido não substitui o grupo ausente no produto.
O calendário muda o diagnóstico
A observação da página 40 menciona homologação para NF-e com emissão a partir de 01/07/2026 e emitente CRT 3, regime normal. Não generalize esse critério para a NFC-e apenas porque a coluna da regra abrange 55/65. A pesquisa compartilhada registra uma leitura visual anterior que identificou produção futura e as datas antigas de 03/08/2026 e 04/01/2027 riscadas. Nesta revisão houve somente releitura textual desses registros, sem abrir a imagem. Não adote os trechos eliminados como calendário vigente. [1]
O aviso ENCAT de 05/10/2026 adiou a implantação indicada para a v1.52 para 26/10 em homologação e 16/11 em produção. Esse aviso não transforma automaticamente a UB12-10 em uma rejeição geral de produção nessa data nem suspende todas as validações herdadas de versões anteriores. A regra conserva sua observação específica. [2]
A ausência de uma trava de autorização também não dispensa o cumprimento das obrigações fiscais. A própria NT distingue preenchimento legal e exigência por validação. A equipe fiscal deve verificar o enquadramento e o cronograma da empresa, sem tratar uma nota autorizada como certificado de preenchimento correto.
Preserve a evidência antes de alterar
Guarde o XML efetivamente transmitido, a resposta completa, horário, chave, modelo, UF e endereço do autorizador. Confira tpAmb, data de emissão, CRT e a posição do item. Homologação e produção são ambientes distintos; não basta a tela mostrar que a nota foi enviada.
Em seguida, compare o item no cadastro, na operação e no XML. Um produto pode ter classificação preenchida na tela, mas o documento ter sido preparado antes da atualização. Uma integração também pode carregar dados antigos ou deixar de aplicar a parametrização fiscal. Procure a origem comprovada da ausência.
Se o sistema exibir 1115 como erro local, peça ao suporte a regra de validação interna e a versão do leiaute. Um bloqueio da aplicação não deve ser apresentado como resposta recebida da SEFAZ.
Como corrigir conforme a causa
O emissor não gera o grupo
Se nenhum item elegível apresenta IBSCBS, confira a versão do emissor, os schemas e o mapeamento da integração. A atualização precisa abranger a geração do XML, não apenas criar campos visíveis no cadastro. Teste a alteração em homologação e compare o arquivo produzido com a especificação adotada.
Um produto ou uma operação ficou sem classificação
Peça ao responsável fiscal que determine CST e cClassTrib conforme produto, operação e tabela aplicável. Corrija a origem do dado e regenere a nota rejeitada. Classificação de ICMS, PIS ou Cofins não deve ser reaproveitada por semelhança numérica para IBS/CBS.
O preenchimento dos grupos de cálculo deve seguir os indicadores próprios. A exigência de IBSCBS não significa que todo item precisa dos mesmos subgrupos, bases e valores. Também não justifica cadastrar uma alíquota padrão em toda a empresa sem análise.
Há hipótese de exceção
Na interpretação dos trechos riscados documentada pela pesquisa compartilhada, a UB12-10 prevê exceção para NF-e de devolução, finNFe=4, ou complementar, finNFe=2, que referencia NF-e emitida antes de 2027. Confira a finalidade verdadeira, a referência e a data do documento original. Não transforme uma venda normal em devolução para encaixá-la na exceção. [1]
A outra exceção depende de cProdANP informado e de o produto constar na Tabela de Combustíveis Sujeitos à Tributação Monofásica. A existência de um código ANP isoladamente não basta. Confirme a linha da tabela e o produto real; não acrescente esse campo a mercadoria que não corresponde a ele.
Um exemplo para organizar a investigação
Uma empresa fictícia CRT 3 testa, em homologação, uma NF-e modelo 55 de três itens com emissão a partir de 01/07/2026, após atualizar a integração de pedidos. O retorno aponta o item 2. O cadastro contém os códigos fiscais aprovados para esse produto, mas o XML mostra IBSCBS apenas nos itens 1 e 3.
A equipe compara o pedido importado com a geração do arquivo e identifica um caminho de integração que ignora a classificação do item 2. Corrige o mapeamento, regenera o documento e confirma a presença dos dados aprovados. A solução não foi trocar o produto nem mudar a natureza da venda; foi fazer a integração transportar a informação correta.
Como saber se o tratamento foi concluído
Confira o novo XML, o resultado da validação e a resposta da transmissão controlada. O desaparecimento do 1115 pode revelar outro problema de conteúdo: ele precisa de diagnóstico próprio. Só registre autorização quando houver resultado e protocolo correspondentes ao documento e ao ambiente corretos.
Acione o suporte se o cadastro estiver correto e o XML omitir o grupo, se a rejeição vier de produção apesar da ressalva documental ou se a exceção comprovada não for reconhecida. Encaminhe arquivos, versão e contexto. Acione o responsável fiscal quando a dúvida for enquadramento, obrigação de informar ou classificação. Esta revisão documental por IA não realizou emissão de teste por UF.
Fontes
Revisão documental textual por IA: 11/10/2026. Base: recortes e registros da pesquisa compartilhada de 10/10/2026. Não houve nova consulta online, inspeção visual, validação XSD ou emissão de teste. Pesquisa e revisão individual antigas não foram reconstituídas.
NT 2025.002-RTC v1.52, p. 7 e 40, UB12-10. Versão listada em 01/10/2026 na SVRS.
Apoio prático salvo: TecnoSpeed e Tax360. São páginas cumulativas sobre a RTC; a Tax360 aborda a UB12-10, sem constituir três tutoriais específicos independentes. Capturas compartilhadas, datas originais e limites estão em fontes.v2.json. Textos de produto e calendários históricos não comprovam funcionalidades do ALRA ou implantação do autorizador.