NF-e e NFC-e
Rejeição 1114: confira se a classificação permite a tributação regular
Quando uma NF-e ou NFC-e retorna 1114, confira a classificação tributária do item e a presença do grupo de tributação regular no arquivo enviado. A regra aponta uma incompatibilidade entre essas informações. Alterar uma alíquota, reduzir valores ou escolher outro código apenas para passar não resolve corretamente a…
Quando uma NF-e ou NFC-e retorna 1114, confira a classificação tributária do item e a presença do grupo de tributação regular no arquivo enviado. A regra aponta uma incompatibilidade entre essas informações. Alterar uma alíquota, reduzir valores ou escolher outro código apenas para passar não resolve corretamente a causa.
Preserve o XML transmitido e o retorno completo. Este guia usa a NT 2025.002-RTC v1.52 salva na pesquisa compartilhada de 10/10/2026, com leitura local em 12/10. A UB68-11, página 52, indica modelos 55 e 65, no contexto de autorização e validação do documento fiscal. Não é uma regra de registro de eventos. A implantação atual por UF, autorizador e ambiente não foi testada.
O que a mensagem verifica
A redação documentada é: “Rejeição: Classificação Tributária do IBS e da CBS informada não permite informação da tributação regular [nItem: 999]”. Use o item identificado no retorno real para localizar a linha correspondente da nota; o 999 apresentado na descrição documental não manda corrigir sempre um item com esse número.
A condição da UB68-11 combina duas informações: o grupo gIBSCBS/gTribRegular foi informado e o cClassTrib, identificado na regra como IBSCBS/cClassTrib, possui ind_gTribRegular = 0. Esse indicador pertence à Tabela de Código de Classificação Tributária do IBS e CBS e, nessa condição, não permite informar o grupo.
O indicador não é uma alíquota. Também não é um campo que o usuário deve inventar no XML para liberar o envio. A conferência depende da classificação efetivamente usada e da tabela aplicável. Este material não reproduz uma lista completa e vigente de códigos nem determina o enquadramento fiscal da sua operação.
Separe a classificação do item dos campos internos do grupo
A página 21 apresenta gTribRegular como grupo de informações da tributação regular, condicionado ao indicador da tabela de cClassTrib. O leiaute descreve a tributação que existiria se não fosse cumprida a condição resolutória ou suspensiva. Essa descrição não estabelece, sozinha, que toda operação deva preencher o grupo.
Dentro dele existem CSTReg, cClassTribReg, alíquotas e valores, conforme páginas 21–22. Esses campos não substituem o cClassTrib do item que a UB68-11 consulta para verificar a permissão.
A própria página 52 separa os controles. A UB68-10 trata da ausência do grupo quando o indicador exige sua informação, com retorno 1065. A UB69-10 verifica CST regular inexistente, com 1066; a UB70-10 verifica classificação regular inexistente, com 1067. Corrigir um desses campos internos não comprova que o grupo passou a ser permitido.
As tolerâncias monetárias escritas em regras próximas pertencem aos cálculos dessas regras. Não são uma margem para ignorar a vedação da 1114. Também não transfira para ela exceções de compras governamentais, áreas incentivadas ou outros grupos.
Faça o diagnóstico pelo arquivo transmitido
Peça ao suporte que confira chave, modelo, item, ambiente e versão do arquivo e da resposta. Uma tela alterada depois da transmissão não prova o que foi enviado. Compare o número do item e o cClassTrib do XML com os documentos e a classificação definidos para a operação.
Em seguida, verifique se gTribRegular está presente naquele item. Investigue como ele foi montado: regra automática, cadastro fiscal, modelo de documento, importação ou integração. São hipóteses a examinar, não causas presumidas de toda rejeição.
Registre a versão e a origem da tabela usada pelo emissor e pela equipe fiscal. Ter um código no cadastro não demonstra que os indicadores foram atualizados corretamente. A área fiscal confirma a classificação cabível; o suporte rastreia o preenchimento e a compatibilidade da implementação. Não confunda o nome “tributação regular” com uma ordem automática de preencher esse grupo por causa do regime da empresa.
Corrija conforme a causa comprovada
A classificação está correta e não permite o grupo. Depois da confirmação fiscal e da conferência da tabela aplicável, corrija a rotina que acrescentou gTribRegular indevidamente. Gere novamente o documento pelo fluxo normal do emissor, com estrutura e informações coerentes. Não mantenha um grupo indevido simplesmente zerando seus valores.
A classificação do item está incorreta. Reavalie a operação real com o responsável fiscal e corrija o cadastro ou mapeamento que originou o código. Não escolha um cClassTrib somente porque seu indicador admite o grupo. A nova classificação precisa corresponder aos fatos e à documentação da operação.
Há divergência entre tabelas ou versões da integração. Reúna o código enviado, o indicador utilizado, a origem da tabela e a configuração do emissor. Uma atualização deve ter fundamento verificável e ser validada antes do reenvio. Não presuma que qualquer tabela antiga ou qualquer mudança de versão elimina a rejeição.
O cadastro parece certo, mas o XML não corresponde. Investigue se a integração reaproveitou campos de outro item ou configuração anterior. Corrija a origem e regenere o arquivo; não edite manualmente um XML já assinado ou altere documentos autorizados para acomodar a tentativa.
Exemplo hipotético
Uma empresa fictícia prepara uma nota com dois itens. No item 2, a classificação corretamente definida para a operação tem, na tabela aplicável ao exemplo, ind_gTribRegular = 0. Um modelo de integração inclui o grupo de tributação regular em todos os itens, inclusive nesse.
A equipe identifica a inclusão automática, confirma a classificação e ajusta a formação do item 2. Não troca o código fiscal para justificar o preenchimento indevido. O exemplo demonstra a combinação examinada pela regra; não fornece um código real nem certifica direito, benefício ou autorização.
Confirme o resultado e quando escalar
Antes de reenviar, confira o XML regenerado e a correspondência entre classificação, grupo e item. Leia a resposta efetiva do autorizador. Uma transmissão concluída não comprova autorização; se outra rejeição aparecer, investigue sua própria condição.
O aviso ENCAT de 05/10/2026, preservado na captura de 10/10, registra datas gerais da atualização anunciada da v1.52. Não comprova que a UB68-11 esteja suspensa ou implantada de forma uniforme em cada UF e ambiente.
Se a 1114 persistir com os dados demonstradamente coerentes, encaminhe XML, retorno, identificação do item, modelo, UF/autorizador, ambiente, versão e evidência da tabela ao suporte e ao responsável fiscal. Preserve credenciais e certificados. A investigação técnica não substitui a decisão fiscal sobre a operação.
Fontes
Elaboração documental por IA em 12/10/2026. Capturas compartilhadas de 10/10, releitura local atual e abertura real do PNG salvo da página 52 são atos distintos. Sem novo HTTP, render, teste XSD ou autorização real. Revisões própria e cruzada ainda pendentes.
NT 2025.002-RTC v1.52: página 52, UB68-11 e controles próximos; páginas 21–22, leiaute de tributação regular. Páginas 27–28 tratam de outros grupos e não fundamentam a permissão de
gTribRegular.Documentos SVRS e Avisos SVRS: versão, publicação e aviso conforme corpos HTML salvos. A lista identifica a tabela de classificação; seu conteúdo completo e estado atual não foram verificados nesta etapa.
TecnoSpeed, panorama da RTC: apoio adjacente cujo corpo salvo foi examinado. Não foi localizado diagnóstico específico da 1114 nessa leitura, nem comprovados três guias práticos específicos. Proveniência, hashes e limites estão em fontes.v1.json.