NF-e e NFC-e
Rejeição 1111: grupo de devolução do IBS estadual enviado indevidamente
A rejeição 1111 indica que o XML levou um grupo de devolução do IBS da UF que a regra atual não admite. A empresa precisa identificar onde o emissor incluiu essa estrutura e corrigir sua geração. Mudar o CST ou zerar o valor dentro do grupo não resolve sua presença indevida.
A rejeição 1111 indica que o XML levou um grupo de devolução do IBS da UF que a regra atual não admite. A empresa precisa identificar onde o emissor incluiu essa estrutura e corrigir sua geração. Mudar o CST ou zerar o valor dentro do grupo não resolve sua presença indevida.
A mensagem documental é “Rejeição: Grupo de Devolução do IBS da UF informado indevidamente [nItem: 999]”. O item efetivamente indicado no retorno mostra onde procurar a estrutura. Preserve essa resposta e o arquivo transmitido antes de alterar a nota; eles permitem distinguir erro do cadastro, reaproveitamento de informações e falha do gerador de XML.
A condição da regra é a presença do grupo
A UB24-10 da NT 2025.002-RTC v1.52, página 44, abrange autorização de NF-e modelo 55 e NFC-e modelo 65. Sua condição é informar gIBSUF/gDevTrib. A linha determina que esse grupo foi informado indevidamente e retorna 1111; não apresenta exceção de CST, finalidade ou UF que autorize sua utilização.
Isso merece atenção porque a expressão “devolução” pode sugerir uma solução equivocada. Devolver uma mercadoria é um fato comercial e possui documentação fiscal própria. O grupo gDevTrib dentro de gIBSUF é uma estrutura específica de devolução de tributo. Uma NF-e de devolução de mercadoria não ganha, por esse motivo, permissão para informar esse grupo estadual.
A presença de um campo no leiaute também não equivale a uso permitido. O emissor deve combinar estrutura, versão e regras de validação. Não procure um CST que “aceite a tag”: a UB24-10 consultada não depende de indicador de tabela. As regras vizinhas de diferimento e redução de alíquota dependem de CST, mas essas condições não podem ser transferidas para a 1111.
Modelo, ambiente e atualização
A referência conferida em 10/10/2026 é a NT v1.52, listada pela SVRS como publicada em 01/10/2026. O texto da UB24-10 não traz observação individual de implementação futura ou restrição estadual. A aplicação concreta deve ser identificada pelo serviço que devolveu o retorno, pela UF/autorizador e pelo ambiente utilizado; esta revisão documental não testou todas as instalações.
O aviso ENCAT de 05/10/2026 adiou a implantação da v1.52 para 26/10 em homologação e 16/11 em produção. A UB24-10 já aparecia em documentação anterior. Não conclua que uma resposta 1111 recebida antes de novembro é indevida somente por esse adiamento. O aviso trata da atualização indicada, sem suspender automaticamente todas as regras previamente documentadas.
Onde procurar a origem
Peça ao suporte o XML efetivamente enviado, não apenas um espelho impresso. Localize o item indicado, o grupo IBSCBS/gIBSCBS/gIBSUF e seu eventual filho gDevTrib. Compare com os dados que o cadastro e a memória fiscal deveriam transmitir. Se o sistema mostra valor zero, ainda assim confira se criou o bloco: zerar conteúdo mantém a presença estrutural.
Uma nota copiada, uma regra de preenchimento padrão ou uma integração pode gerar o grupo automaticamente. Também pode haver diferença entre a versão do módulo fiscal que calcula os dados e o componente que os serializa. Registrar apenas “rejeição de imposto” no chamado oculta a informação necessária para localizar a causa.
Informe modelo, ambiente, data, versão do emissor e alterações recentes. Se o problema surgiu após atualização, preserve um exemplo anterior comparável e a identificação dos componentes. Essa comparação ajuda a investigar a geração do XML; não prova sozinha que a atualização esteja errada.
Correção por cenário
Grupo criado automaticamente em venda comum
O suporte deve corrigir a origem da inclusão indevida e regenerar a nota rejeitada. Confira se a transformação atingiu somente a estrutura estadual proibida e preservou base, alíquota, valor do IBS e demais dados corretos. Não remova todo o grupo IBS/CBS para esconder o problema.
Nota de devolução recebeu a estrutura por associação do nome
Mantenha a finalidade real da operação e investigue a regra que associou “devolução de mercadoria” a gIBSUF/gDevTrib. Corrija essa associação técnica. Referências à nota original, quantidades devolvidas e outros campos próprios continuam exigindo conferência, mas não tornam o grupo estadual permitido pela UB24-10.
Gerador envia o bloco com valor zero
O problema não é uma diferença de cálculo que possa ser resolvida reduzindo alguns centavos. Ajuste a geração para não incluir o grupo proibido. A correção deve ocorrer no emissor ou integração, seguida de novo XML e assinatura pelo fluxo normal. Editar manualmente o arquivo já assinado invalida sua integridade e deixa a falha de origem ativa.
O produto possui atualização específica
Há orientações públicas da TOTVS para NF-e no Protheus e para NFC-e no SIGALOJA relacionadas à geração indevida desse grupo. Elas identificam componentes e pacotes próprios de cada produto. Servem como evidência de que o problema pode estar no software; seus nomes de fontes e patches não são instruções aplicáveis ao ALRA ou a qualquer outro emissor.
Se o ambiente efetivamente utiliza esses produtos, confirme com seu suporte a orientação atual, a release, a compatibilidade e o procedimento de implantação. Teste a correção antes de aplicá-la ao fluxo real. Este guia não executa atualizações nem recomenda customização que apague indiscriminadamente todas as ocorrências de gDevTrib do arquivo.
Exemplo hipotético
Uma empresa prepara uma NF-e de venda com três itens. A rotina padrão cria gDevTrib no IBS estadual de todas as linhas, mesmo quando o valor é zero. O primeiro retorno indica 1111 no item 1. O operador tenta zerar o valor na tela, mas o XML continua contendo o grupo.
O suporte compara cadastro e arquivo, encontra a criação automática e corrige a condição de geração. O novo XML preserva os dados verdadeiros da venda e deixa de incluir o grupo estadual. A equipe verifica também os outros itens para impedir que o mesmo erro reapareça na linha seguinte. O exemplo mostra uma causa técnica possível, sem afirmar que ela ocorre em toda instalação.
Como confirmar e quando pedir ajuda
Compare a estrutura antes e depois. O grupo indevido deve deixar de ser gerado no item, enquanto a tributação correta permanece. Examine o retorno completo; uma nova rejeição exige diagnóstico próprio. Se houver autorização, guarde o protocolo correspondente à chave e ao XML final. A ausência da 1111 não certifica o cálculo fiscal.
O grupo municipal tem regra própria, UB43-10, retorno 1112. A CBS também possui condições distintas. Não conclua que qualquer devolução de tributo deva ser apagada apenas porque o grupo estadual é proibido. Encaminhe ao responsável fiscal dúvidas sobre a operação e ao suporte problemas de geração ou versão. Persistindo retorno incompatível com o arquivo conferido, reúna evidências para o autorizador competente, sem ciclos de retransmissão sem correção.
Fontes
Consulta e revisão documental por IA: 10/10/2026; sem certificação fiscal humana ou teste de todas as UFs.
NT 2025.002-RTC v1.52, p.44, UB24-10; p.6, cronograma.
TOTVS, NF-e Protheus e TOTVS, NFC-e SIGALOJA: um único publicador; contextos de produto distintos.
EDC Consult e Mastersiga: outros dois publicadores, orientações derivadas de Protheus. Expressões genéricas sobre “situações permitidas” não criam exceção na UB24-10 atual.