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NF-e

Rejeição 1102: confira se o cIndOp pode ser usado na NF-e

Quando a NF-e recebe 1102 com a mensagem sobre local de fornecimento, o primeiro passo é conferir o indicador da operação enviado pelo emissor. O código pode existir em uma tabela e, mesmo assim, não ser permitido naquele documento fiscal. O diagnóstico depende da linha correta da tabela e da operação real; preencher…

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Capa ilustrada da ALRA: Rejeição 1102: confira se o cIndOp pode ser usado na NF-e.

Quando a NF-e recebe 1102 com a mensagem sobre local de fornecimento, o primeiro passo é conferir o indicador da operação enviado pelo emissor. O código pode existir em uma tabela e, mesmo assim, não ser permitido naquele documento fiscal. O diagnóstico depende da linha correta da tabela e da operação real; preencher seis dígitos válidos não basta.

Este artigo trata da autorização de NF-e modelo 55, pela regra B25d-20 da NT 2025.002-RTC. Se o número aparecer com outro texto, em outro documento ou serviço, não aplique esta correção automaticamente. Preserve a mensagem completa para identificar o contexto antes de mexer nos dados da venda.

O que a mensagem significa

O retorno oficial é “Rejeição: Código indicador do local de operação de fornecimento não permitido neste modelo de DFe”. A página 32 da versão 1.52 descreve duas condições: o XML informa cIndOp e esse código possui, na tabela, o indicador indNFe igual a zero. A tabela mencionada é “Código Indicador de Local da Operação”.

cIndOp é o campo transmitido no grupo de identificação da nota. indNFe é o indicador de permissão consultado na tabela; não é uma tag que a empresa deve acrescentar ao XML para liberar a emissão. Alterar um cadastro local para declarar indNFe=1 não muda a permissão oficial.

A NFC-e modelo 65 tem vedação própria: a B25d-10 não permite cIndOp nesse modelo e retorna 1099. Já a 1110, na NF-e, verifica o grupo retirada em duas situações específicas. Essas regras próximas ajudam a separar as causas; não representam uma sequência de mudanças que se deva tentar até conseguir autorização.

A B25d-20 não contém restrição de UF na redação consultada. Guarde, porém, UF, autorizador, ambiente e data da resposta. Este levantamento documental não testou a aplicação em todas as SEFAZ nem prova que uma atualização entrou simultaneamente em cada ambiente.

Onde costuma começar a incompatibilidade

Uma integração pode importar uma tabela usada por outro documento fiscal sem considerar a coluna de permissão para NF-e. Um cadastro pode selecionar o indicador por uma descrição resumida que parece adequada, mas pertence a uma hipótese diferente. Também pode haver perda de informação na atualização da tabela, com códigos mantidos e permissões ignoradas.

São possibilidades de investigação. O código não deve ser condenado apenas porque foi obtido em outro sistema; a decisão exige confrontar a linha oficial e o fato. O mesmo vale para uma tabela antiga: ela é um sinal para conferir a versão, não uma prova automática da causa.

O leiaute B25d, página 16, estabelece cIndOp com seis dígitos e ocorrência 0-1. Define preenchimento obrigatório para leilão judicial ou licitação promovida pelo poder público, com 010104, e constatação de irregularidade documental, com 010105. Essa ocorrência opcional no esquema não autoriza omitir o indicador quando a hipótese documentada exige a informação.

Diagnóstico antes de alterar a nota

Reúna XML transmitido, resposta completa, versão do emissor, versão da tabela e documentos que descrevem a operação. Confira ide/mod=55 e o conteúdo integral de ide/cIndOp. Preserve os zeros iniciais: eles fazem parte da representação de seis posições e não devem desaparecer em importações numéricas.

Localize o mesmo código na tabela oficial aplicável. Confira descrição, permissão para NF-e, versão e vigência pertinente. Um resultado de busca com somente o nome do código não substitui essa conferência. Pergunte ao suporte qual tabela alimenta o emissor e como a coluna indNFe é tratada.

Na consulta deste artigo, a regra e sua condição indNFe=0 foram confirmadas no PDF oficial atual. Não foi recuperada uma enumeração completa e versionada da tabela dinâmica. Por isso, este texto não fornece uma lista de códigos proibidos nem escolhe um substituto para sua venda. Essa escolha deve ser verificada na tabela oficial pelo responsável fiscal e técnico.

Correção por cenário

O indicador não descreve a operação verdadeira

O responsável fiscal deve identificar o enquadramento correto, demonstrando por que ele corresponde ao fornecimento. Depois, o suporte corrige o cadastro ou a seleção automática e gera novamente a nota. Não use um código permitido apenas porque seu nome se parece com o anterior; o ajuste deve preservar a verdade da operação.

A tabela local perdeu a permissão por documento

Atualize a tabela a partir da publicação oficial pertinente e revise o processamento de indNFe. Verifique se o emissor impede a seleção incompatível no modelo 55 e se dados importados passam pela mesma validação. O conserto precisa alcançar o caminho que gerou o XML rejeitado, não apenas a tela mais visível.

cIndOp foi incluído sem necessidade

Se a análise fiscal confirmar que o campo não cabe naquela hipótese, corrija a inclusão indevida. A retirada precisa de justificativa no contexto da operação; não é uma solução universal para 1102. Nas hipóteses de preenchimento obrigatório, omitir o dado correto somente troca uma inconsistência por outra.

Código e tabela parecem corretos

Confira se a resposta pertence à tentativa analisada e se a versão usada no autorizador é a pertinente. Guarde a evidência da linha oficial, o XML e os horários. Se a divergência continuar, encaminhe ao fornecedor e, quando necessário, à SEFAZ responsável. Não altere a tabela oficial localmente para simular permissão.

Exemplo original

Uma empresa fictícia importa indicadores de uma biblioteca comum a vários documentos. Para uma NF-e de R$ 2.480, a integração seleciona uma linha cuja permissão para NF-e é zero, ignorada durante a importação. O retorno traz 1102 e a mensagem deste artigo.

A equipe identifica a falha, compara o pedido e consulta o enquadramento verdadeiro com a contabilidade. Corrige a seleção e o tratamento das permissões, sem mudar mercadoria, cliente ou natureza real do fornecimento. O exemplo não nomeia um código substituto porque essa decisão depende da operação e da tabela efetivamente vigente.

Calendário e verificação final

A B25d-20 integra as regras incluídas na v1.40. O cronograma consolidado prevê homologação até 01/07/2026 e produção em 03/08/2026. O aviso ENCAT de 05/10 postergou a v1.52 para 26/10 em homologação e 16/11/2026 em produção; não declarou suspensão geral das regras anteriores.

Reprocesse a nota rejeitada no emissor, gere a assinatura adequada ao conteúdo novo e leia o retorno oficial. Confirme chave, situação, protocolo e vínculo com o pedido. O desaparecimento de 1102 não prova autorização nem enquadramento fiscal correto. Procure o suporte para problemas de geração e tabela; o responsável fiscal decide classificação e cabimento. Revisão documental por IA em 10/10/2026, sem emissão de teste.

Fontes

  • NT 2025.002-RTC v1.52, páginas 5, 16 e 32: B25d, B25d-20 e cronograma. Consulta em 10/10/2026; a enumeração integral da tabela de indicadores não foi recuperada.

  • Aviso ENCAT de 05/10/2026: datas posteriores da v1.52.

  • Conferência prática em 10/10/2026: Inventti e Papo Fiscal explicam as regras B25d. FlexDocs trata da montagem do campo, como apoio adjacente. São três publicadores, mas não três soluções específicas e atuais do 1102. As condições e o calendário foram definidos pela fonte oficial.

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